Lenha na Fogueira

O kit metálico com câmara dupla, revestido com acabamento escolhido pelo cliente, possui dutos que irradiam o calor por pequenas “janelas”, observadas na foto









Artesanato das Lareiras

Lareira em chapa aparente, instalada após a construção da casa



Chauffage

Recuperadores de calor aproveitam 100% da energia calorífica


Fotos: Henrique Magro e divulgação (Chauffage)


Lar, doce lar

No arder das chamas, com todo o prazer

    A descoberta do fogo foi uma das maiores conquistas da humanidade. Desde então, o homem se rende ao fascínio do crepitar das chamas. Daí, desfrutar as delícias de uma lareira – acender o fogo, alimentá-lo e, acima de tudo, proteger-se do frio tornou-se sinônimo de aconchego e sonho de consumo, principalmente para quem vive na serra. Porém, o limite entre deleite e decepção é muito tênue, em se tratando do funcionamento de uma lareira. Para evitar problemas com a sua, veja as dicas de quem entende do assunto.
    “Observar a metragem quadrada e o pé direito da área que será aquecida é o primeiro passo, uma vez que a dimensão da “boca” da lareira obedecerá a essas medidas. Internamente, “boca”, “garganta”, coifa e chaminé precisam estar interrelacionadas em metragem”, explica a arquiteta Vera Borma, da Lenha na Fogueira, em Araras. Segundo ela, seguir à risca esses passos é imprescindível para que a lareira funcione com eficiência, ou seja, aqueça e não esfumasse o ambiente. Uma saída para prevenir problemas são os kits metálicos. “Nestes casos, as lareiras podem ser tradicionais, ou com câmara dupla, em que dutos irradiam o calor por pequenas “janelas”, para o mesmo ambiente ou para o andar superior da residência”, acrescenta a arquiteta.
    Vera Borma indica também os recuperadores de calor, lareiras com porta de vidro cerâmico, em que o ar quente é distribuído para diversos ambientes, por intermédio de dutos implantados durante a construção do imóvel. E detalha os preços de cada modalidade de lareira: “o kit metálico completo, para aquecer uma área de aproximadamente 40 m2, fica em torno de R$ 1.300. O de câmara dupla, para a mesma área, está na faixa de R$ 2.300. O recuperador pode variar, dependendo da metragem do ambiente, entre US$ 1.200 a US$ 4.000”.
    Há 11 anos no mercado, Renato Petry, da Artesanato das Lareiras, em Petrópolis, dá preferência aos kits pré-fabricados de concreto, para evitar, entre outros problemas, que o calor fique retido no interior da lareira, o que induz a pessoa a aproximar-se do fogo para se aquecer. “É o que há de mais barato para o cliente, se instalados no decorrer da construção do imóvel”, sugere.
    Contudo, há situações em que a residência foi construída sem lareira. Para esses casos, Renato indica as lareiras prontas (em chapa aparente), em que será necessário apenas fazer uma abertura na laje, para a saída da chaminé, e o acabamento no telhado, o que pode ser executado em um dia. “As elétricas ou a gás são outras opções, nestes casos”, completa. Ele ainda alerta para a altura das chaminés: “em qualquer modelo de lareira, elas devem ter três metros, para evitar o retorno da fumaça”.
    Já o maior desafio de Gabor Geszti, da Chauffage, em Itaipava, é fazer funcionar a lareira projetada por um arquiteto. “Alguns arquitetos gostam de utilizar pé direito alto em seus projetos. Mas este é um inimigo do aproveitamento do calor, pois exige maior queima de madeira para que se aqueça o espaço em que foi instalada a lareira”, explica. Por isso, defende a eficiência dos recuperadores de calor, também chamados de lareiras ecológicas. “Eles aproveitam 100% do calor e são adequados a esses projetos arquitetônicos”, justifica.
    Gabor ainda complementa: “existem dois tipos de aquecimento, por radiação, em que somente 15% de energia calorífica é aproveitada, é o que se observa nas lareiras tradicionais; ou por convecção, obtido com os recuperadores de calor, que queimam a madeira até o fim e por isso evitam o desperdício e a poluição”, ensina. Atento à urgente preservação ambiental, o especialista propaga a utilização da madeira ecológica, aglomerado feito de eucalipto de reflorestamento.

Lenha na fogueira
Est. Bernardo Coutinho, 1.877 - lj. 6 - Araras
Tel.: (24) 2225-0519
Artesanato das Lareiras
Trav. João Júlio Braun, 51 e 126 - Pç. Pasteur - Petrópolis Tel.: (24) 2225-0519
Chauffage
Est. União e Indústria, 12.273 - lj. 4 - Itaipava
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