Fábrica


Rodo


Produção manual


Produção mecânica

        Fotos: Henrique Magro


Negócios nas alturas

Varreu, lembrou

    O que é o que é, quase ninguém fala dela, mas todo mundo tem uma em casa? Sua presença é imprescindível, mas é raro alguém conversar sobre seus atributos e qualidades em uma roda de amigos. Curiosamente, algumas crendices pregam que colocá-la atrás da porta ajuda a espantar uma visita indesejável. Outras, que passá-la sobre os pés de moça solteira afasta casamento. Superstições à parte, o fato é que viver sem vassoura é impossível. E, o que poucos sabem é que, para funcionar eficientemente – o cabo não se desprender na primeira varrida, as cerdas não se soltarem e não se desgastarem de forma irregular – uma vassoura requer requintes de produção.
    Maquinário apropriado, mão-de-obra especializada, matéria-prima de qualidade e, acima de tudo, experiência, são peças-chaves para se obter um bom produto. Engana-se quem imagina que prender ramos de fibras naturais, de crina de cavalo, ou de plástico, em um cabo de madeira, é simples. “A produção deve seguir normas e padrões que assegurem qualidade”, explica Roxane Rossi Arraes, gerente de vendas da A.W. Rossi & Cia., mais conhecida como Vassouras Rossi. Líder em vendas no Brasil no ramo de vassouras de piaçava, quarta colocada no País no ranking geral (entre as de piaçava, de crina e sintéticas), não há risco em se afirmar que a Rossi tornou-se sinônimo de vassoura eficiente e durável.
    Empresa familiar, com fábrica em Petrópolis desde 1918, a marca Rossi, mesmo presente em 17 linhas de utensílios de limpeza diferentes, para o consumidor final, está associada à piaçava de uso doméstico, estrela da unidade industrial instalada em Itaipava. Verificando-se os números, é fácil entender o porquê do destaque. Ao ano são vendidas, em média, 600 mil vassouras domésticas de piaçava. Para um produto feito quase artesanalmente, que passa por nove etapas de produção até que esteja pronto para a venda, é um número expressivo.
    Ao utilizar uma combinação de artefatos de madeira com fibras naturais provenientes de uma espécie de palmeira (cujos filamentos são mais duros) encontrada no sul da Bahia e em Manaus (filamentos mais flexíveis), a vassoura de piaçava doméstica Rossi é confeccionada com tecnologia de manufatura cujo objetivo é diferenciá-la das concorrentes. Na opinião do presidente em exercício da Associação Comercial e Empresarial de Petrópolis (Acep), Seraphim José Claudino, a Vassouras Rossi é motivo de orgulho para a classe empresarial petropolitana. “Por sua tradição, eficiência e qualidade dos produtos, contribui para que nossa indústria seja conhecida e respeitada em outros municípios”, comenta.
    Na fábrica, além da piaçava para uso doméstico são montados 10 diferentes modelos de vassouras de piaçava, seis modelos em crina de cavalo (comumente chamadas de vassouras de pêlo) e seis de sintéticas, além de rodos, escovas, espanadores e escovões. “Os produtos de plásticos são projetados aqui e terceirizados entre fabricantes que têm o maquinário apropriado”, explica Roxane Rossi. Utilizando a mão-de-obra de 97 funcionários, a Rossi produz ainda vassouras diferenciadas, como para limpeza de quadras de saibro, limpeza de máquinas de café ou de tubos de ensaio.
    A venda e a distribuição dos produtos são realizadas por equipes e veículos próprios da empresa, que atuam em um raio de distância de até 400 quilômetros da fábrica. “Nesse perímetro atendemos porta a porta, de supermercados, restaurantes e hospitais a colégios e pequenos comércios. Além da distribuição eficiente, a meta da empresa é manter a qualidade dos produtos, independentemente das flutuações do mercado”, conclui Roxane Rossi.




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