Moinho Verde: verduras processadas, prontas para o consumo, e legumes selecionados e embalados conquistaram clientes como Bob’s, Zona Sul e Delírio Tropical






No alto, André Kozlowski e Dick Thompson, do Moinho Verde, ressaltam a importância do consumo de alimentos livres de qualquer nível bacteriológico.



        Fotos: Henrique Magro e divulgação


Negócios nas alturas

Da horta para a mesa

    Quem poderia imaginar que naquele prédio às margens da rodovia BR-040, em meio ao verde da Fazenda Inglesa, encontra-se uma empresa que processa verduras para o consumo instantâneo e embala legumes selecionados para os grandes centros urbanos? Pois é exatamente isso que está por trás do nome Moinho Verde, fábrica que lançou mão da tecnologia para garantir o frescor e a qualidade nutricional do que é produzido no campo. Com a iniciativa, conquistou venda para redes de fast-food como Bob's e Subway, Supermercados Zona Sul e restaurantes como Delírio Tropical e Gula Gula.

    O processamento mínimo de legumes e verduras, ou, em termos mais globalizados, "fresh cut", é uma prática que aproxima o consumidor do que há de mais moderno no mercado de alimentos prontos para ir à mesa. Consiste em inúmeras etapas, que vão da delicada e minuciosa seleção das folhas e legumes a diversas lavagens com produtos para higienização, embalagem sem contato manual (a vácuo, no caso dos legumes descascados e picados, ou em atmosfera modificada, no caso das verduras) e armazenagem em câmaras frigoríficas, o que impede a perda das características nutricionais dos alimentos.
    "O Moinho Verde é pioneiro, na América Latina, na utilização de água ozonizada para higienizar alimentos", explica Dick Thompson, sócio-gerente da empresa. O ozônio, de extrema importância para o processamento, é mais eficiente que o cloro na eliminação de colônias bacterianas e não faz mal à saúde na proporção em que é utilizado. Ele completa: "é necessário que as pessoas se conscientizem da importância do consumo de produtos livres de qualquer nível bacteriológico".
    Mas a importância da fábrica não reside só no fato de ter amealhado para a serra o título de detentora de um produto engajado no gosto exigente do mercado consumidor. Vale ressaltar que a demanda do Moinho Verde garante o trabalho de produtores rurais de Petrópolis, Teresópolis, Friburgo, Paty do Alferes, São José do Vale do Rio Preto e sul de Minas, responsáveis pelo plantio e pela colheita de mais de uma dezena de verduras, dentre elas variados tipos de alface, chicória, espinafre, rúcula, agrião e ervas utilizadas como tempero.
    Além desses alimentos, a fábrica processa (o que inclui não só a higienização, mas o corte) batata, cenoura e cebola, como também limpa e embala legumes selecionados, de qualidade. Ao todo, o selo Moinho Verde comercializa 15 produtos processados e 12 embalados, que totalizam mais de duas toneladas diárias de verduras e legumes distribuídos entre os clientes, com um faturamento mensal de R$ 250 mil, aproximadamente. "O aproveitamento das verduras e dos legumes é de 100% para o cliente, que recebe o produto final higienizado, cortado e embalado na medida de suas necessidades", enfatiza André Kozlowski, gerente da fábrica.
    "Para controlar a qualidade dos produtos, a fábrica mantém uma agrônoma que fiscaliza e oferece orientação técnica aos produtores, do plantio à colheita", ressalta André. O objetivo, de acordo com ele, é evitar o uso incorreto de defensivos agrícolas, agrotóxicos e fertilizantes. "Além disso, o processamento estanca o crescimento bacteriológico e elimina resíduos de defensivos agrícolas", acrescenta.
    A preocupação com a qualidade do produto final também norteou a escolha do terreno da fábrica. Instalada em um cinturão verde na Fazenda Inglesa, fica próxima a nascentes de água, longe da poluição, porém em um ponto de fácil escoamento dos produtos, o que é feito com veículos próprios da empresa, diariamente.


































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