Home theatre, projeto e instalação do Arquiteto Alexandre Vieira, com sistema hi-end multicanal (oito canais de áudio digitais, com três caixas frontais, quatro surround e um subwoofer), projetor digital e tela elétrica: preço em torno de US$ 30 mil

Sala de 13 m²: Alexandre projetou e instalou sistema hi-fi 6.1canais (com caixas frontais e embutidas no teto), com tevê de plasma

Casa de clientes de Alexandre, em Petrópolis: na sala de 20 m² foi instalado sistema hi-fi 6.1canais, com projetor digital de tela, por R$ 25 mil







Sala de cinema hi-fi 7.1canais, já existente na residência: Ivan Vasconcellos instalou ali projetor digital e criou saída de som para os jardins (caixa camuflada, ao lado), varandas e área de lazer, além de integrar o home com DVD à tevê de plasma instalada em outra sala (acima)


Fotos: Henrique Magro



Lar, doce lar

Cinema em casa

    Som de cinema, imagem de cinema, pipoca. Falta alguma coisa? Sim, o sofá, um cobertor, uma taça de vinho tinto. Se vinho e pipoca combinam ou não, é o de menos. A companhia, assunto à parte. O importante é que a tecnologia dos home theater levou para o aconchego do lar a qualidade e o realismo das salas de cinema multiplex. Agora, em qualquer cômodo da casa é possível instalar esses equipamentos, que revolucionaram a concepção de assistir a DVDs em casa.

    Técnica, conceito e critério. Para o arquiteto Alexandre Vieira, especialista na instalação de salas de cinema domésticas, as três palavras traduzem eficiência em home theater. “Técnica é conhecer os equipamentos. Conceito significa otimizá-los. Critério é saber instalá-los da forma correta, para não desperdiçar o investimento do cliente. Home theater não é simplesmente DVD com caixas de som”, esclarece.
    Segundo ele, montar um cinema em casa também requer a instalação da aparelhagem quando o imóvel está em fase de construção, ou a reforma do cômodo em que será instalada, para que o cabeamento não fique exposto. “As caixas também podem ser embutidas”, completa o arquiteto.
    Quanto aos equipamentos, Alexandre esclarece que se resumem, basicamente, em reciever (central de áudio e vídeo); DVD player (e outras fontes, como tevê a cabo e parabólica); caixas e subwoofer. Já a transmissão da imagem, para uma sala de cinema de fato, deve ser feita por projetor de tela. Mas nada impede a utilização de tevê de plasma ou de televisor.
    “Essa é a receita básica. Como efetuá-la significa selecionar equipamentos condizentes uns com os outros em termos de potência e de qualidade e, o mais importante, utilizar o cabeamento adequado”, explica Alexandre, que trabalha somente com equipamentos hi-fi, de alta fidelidade, e hi-end, top de linha.
    Revendedor e representante de importadores oficiais desses equipamentos no Brasil, ele alerta: “a rede de assistência técnica no país só repara equipamentos importados oficialmente”. Segundo Alexandre, instalar um home theater hi-fi com projetor digital e tela de 100” custa a partir de R$ 20 mil.
    Na opinião de Ivan Vasconcellos, da Home Brazil, especialista na instalação de cinemas inclusive em embarcações, home theater é hoje, antes de tudo, uma tecnologia de integração. “Um cinema com som e imagem digitais aliado ao conforto doméstico agrega as pessoas, a família, até porque essa tecnologia pode ser expandida para fora dos domínios do cômodo onde foram instalados o projetor e a tela”, explica.
    Segundo ele, ultrapassar fronteiras significa estender o sistema de sonorização e de imagem do home theater para outros ambientes da residência, como jardins, área de lazer, varandas, salas e quartos. Para o acionamento, Ivan utiliza tecnologia pioneira em Petrópolis: controle remoto por rádio-freqüência.
    “O acionamento por controle remoto via ondas de rádio dispensa a proximidade com a aparelhagem de áudio e vídeo. De qualquer cômodo, você liga os equipamentos”, conta o especialista.
    E cita como exemplo um projeto sugerido para uma residência em Itaipava. “Os clientes tinham um home hi-fi, com tela elétrica, muito bem instalado, mas queriam expandir áudio e vídeo para outros ambientes”. A fim de atender o pedido, Ivan instalou caixas de som camufladas no jardim, na área de lazer e nas varandas, e, na sala de estar , sistema de som e imagem com tevê de plasma sobre a lareira.
    Assim os clientes ficaram com o home expandido para oito ambientes, por intermédio de duas fontes de áudio e uma de imagem. “Eles têm uma saída de som para as caixas instaladas no jardim, varandas e piscina, e outra, de som e imagem, para a sala de estar com tevê de plasma. Esses sistemas funcionam interligados entre si ou independentes, transmitindo o mesmo som e a mesma imagem, caso eles assim o queiram”, detalha. De acordo com Ivan, instalar um home com equipamentos de padrão médio custa em torno de R$11 mil. Já um top de linha (hi-end) pode chegar a R$ 40 mil. É o cinema invadindo o nosso lar, doce lar.
















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