As janelas do quarto de leitura ganharam cortinas com tramas artesanais em bambu; sala de TV com cortina em tecido com black-out; o teto translúcido da área de lazer ganhou uma cortina pliçada, o que reduziu a insolação e o calor




Fotos: Henrique Magro


Lar, doce lar

Sol, vento e chuva na medida certa

    Como proteger ambientes internos e áreas externas da incidência dos raios solares, do vento ou da chuva sem bloquear a luminosidade ou sem perder a vista para o verde e as montanhas? Na serra, o verão pede que se adotem, nas residências e apartamentos, acessórios contra as intempéries climáticas, com beleza e praticidade. Hoje, cortinas, persianas e toldos deixam no passado a lembrança de peças que retêm a poeira e escondem a paisagem, ou que deformam e desbotam com o tempo. A tecnologia revolucionou o segmento, proporcionando soluções de rápida instalação, com equipamentos modernos e decorativos. Confira algumas opções.

    Cortinas com tramas artesanais em algodão, bambu e telas sintéticas; persianas em alumínio ou madeira; toldos em lona PVC ou em tecidos acrílicos. Em todos os casos, peças que podem ser acionadas manual ou mecanicamente – em que recursos tecnológicos como controle remoto, timer e interruptores são programados de acordo com as condições do clima.
    “Esse é um segmento que se modernizou nos últimos cinco anos. Atualmente, cortinas, persianas e toldos são confeccionados com materiais bonitos e funcionais adaptados às condições climáticas e aos projetos arquitetônicos e de decoração de cada ambiente, interno ou externo”, explica o arquiteto Fernando Platt. Especializado em arquitetura de interior, ele e o decorador Fábio dos Santos, sócios na loja Forma e Reforma, em Itaipava, não abrem mão desses novos sistemas de proteção solar, ou contra o frio, o vento e a chuva.
    Um exemplo são as telas solares e os black-outs, utilizados em janelas ou tetos translúcidos. Dependendo da gramatura da fibra sintética ou do tecido utilizados, tais acessórios graduam a intensidade de luz, garantindo privacidade ao ambiente interno sem bloquear a visibilidade (no caso das telas solares). “Utilizamos no Gula Gula do Fashion Mall, no Rio, uma lona tensionada em tela solar para uma área coberta com vidros. Isso reduziu a luminosidade do ambiente, tornando-o moderno e bonito”, acrescenta Fernando.
    A arquiteta Cris Moura também aderiu aos avanços no setor. “Hoje, os toldos, assim como as cortinas e persianas, podem ser programados para fechar ou abrir, dependendo da intensidade da luz, do vento ou da chuva”, ressalta. Segundo ela, tais mecanismos prolongam a vida útil dos acessórios, pois evitam o manuseio, muitas vezes descuidado. “Os sistemas mecanizados são mais caros, mas a longo prazo a economia é maior”, argumenta. E cita como exemplo um cliente que, a cada seis meses, precisa trocar os mecanismos das cortinas, pois elas são abertas manualmente, sem o devido cuidado, pelos empregados da casa. “A mecanização controla a descida e a subida das cortinas, o que evita o manuseio incorreto”, explica.
    Para Ronaldo Samartini, da Chafariz Toldos, a mecanização ainda é cara, pois os pequenos motores de acionamento são importados. “Meus clientes da região serrana, região dos Lagos e Rio ainda optam pelos toldos manuseados por manivelas, sem problemas”, justifica.
    O essencial, segundo ele, em se tratando de sua especialidade, é a durabilidade dos toldos. “Atualmente, eles são costurados com solda eletrônica galvanizada, o que prolonga sua vida útil por muito mais tempo”, complementa. Na opinião de Samartini, no ramo há 18 anos, pela resistência ao excesso de sol, vento ou chuva, os toldos podem substituir telhados de alvenaria em decks, sacadas e varandas, além de conferir charme e beleza ao projeto arquitetônico. Pela funcionalidade, são também indicados para cobertura de áreas externas em eventos. “Alugamos toldos para festas em toda a região”, completa.

Chafariz Toldos
Telefones: (24) 2237-9103 e (24) 9976-6200

Forma e Reforma
Telefones: (24) 2221-8857 e (24) 2221-0600
formaereforma@serraon.com.br



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