A beleza e vitalidade dos cavalos árabes, treinados no haras Lorien


Val Rezende e Ivonn Argimon apostam na conquista de muitos títulos em enduro equestre, ainda este ano, pelos conjuntos treinados no haras



A campeã Jaykka

Fotos: Henrique Magro


Mundo animal

Campeões da resistência

    Jaykka, Dractar e Voltaire. Os apaixonados por cavalos ou interessados na performance brasileira em enduro eqüestre devem ficar atentos a esses nomes. Belos exemplares da raça árabe, esses jovens eqüinos estão liderando o circuito carioca do campeonato organizado pela Federação de Enduro Eqüestre do Estado do Rio de Janeiro (FEERJ). A égua Jaykka tem ainda grande chance de chegar ao pan-americano dessa modalidade de hipismo, a ser realizado na Argentina, no final deste ano. Treinados pelo renomado adestrador Val Rezende, pertencem ao haras Lorien, em Itaipava, da criadora Ivonn Argimon.

    O enduro eqüestre é uma modalidade esportiva de hipismo rural originária do turismo eqüestre, em que cavalo e cavaleiro percorrem trilhas com obstáculos naturais, em tempo pré-determinado, ou em velocidade livre. Vence a prova o cavalo que chega ao final do percurso em tempo menor, ou mais próximo do ideal, dependendo do tipo de regulamento adotado. É praticado em quase todos os países da Europa, na Oceania, na América do Sul, nos Estados Unidos, na África e, ainda, no Oriente Médio.
    “Um conjunto, ou seja, cavalo e cavaleiro, deve estar em harmonia completa para que a performance no enduro tenha sucesso. É preciso trabalhar a relação entre esses dois atletas e, para isso, cabe ao cavaleiro ganhar a confiança e o carinho do animal”, ressalta Val Rezende. Segundo o treinador, a doma racional, ou adestramento, é bem-sucedida quando o adestrador sabe explorar o melhor do cavalo – animal de extrema inteligência – sem debilitar sua estrutura óssea e muscular.
    Para Ivonn Argimon, a relação entre cavalo e cavaleiro é a receita da vitória. O biotipo do animal também é fundamental para a conquista de bons resultados em enduro, um esporte que testa a resistência do cavalo. “A raça árabe é perfeita para essa modalidade de hipismo. Trata-se de uma raça resistente, porém ágil e leve, ideal para provas de longa distância”, explica a criadora, apaixonada por cavalos árabes. O enduro eqüestre consiste em provas distribuídas em categorias que variam segundo a quilometragem de cada trilha. Há provas de 35, 60, 80, 120 e até de 160 quilômetros.
    Centro de treinamento especializado na doma de cavalos de todas as raças e em aulas de equitação, o haras Lorien conta com atualmente com 13 cavalos da raça árabe. “O carro-chefe do haras é a equipe de enduro, que é formada por quatro atletas e quatro animais, as aulas, além da hospedagem para cavalos”, explica Val Rezende, que treina cavalos por toda a região. Rezende é campeão carioca de enduro eqüestre, treinou equipes vencedoras de dois campeonatos brasileiros na modalidade e classificou animais para três campeonatos mundiais do esporte.




































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