Sessão de balanceamento energético se baseia em "perguntas" feitas ao corpo: as "respostas" conduzem a terapêutica

Cristiane Farah (em pé) utiliza o pêndulo para trabalhar a energia vital do corpo da paciente


















A homeopata Maria Claudia Nabuco lê a íris com base em mapas. A médica utiliza a iridologia como meio de diagnóstico preventivo

































As essências florais atuam no nível mais profundo do corpo espiritual



Para a terapeuta Vera Gondim, elas têm o poder de alinhar a pessoa com o seu eu interior











































O terapeuta Charles Goodman e sua esposa e assistente Jivan: equilibar as forças biológicas que controlam o corpo físico, mental e emocional é o objetivo da ayurveda





























Massagem terapêutica em paciente instalado em cadeira anatômica, ao ar livre: a terapeuta corporal Véronique Simottel indica a massagem principalmente para alívio da tensão nos ombros e na região lombar

Fotos: Henrique Magro


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A cura pela prevenção

    “A cura do corpo pelo reencontro do homem com a natureza” soa como um mantra, tamanhas as vezes em que a frase tem sido repetida pelas terapias complementares – alternativas aos tratamentos da medicina tradicional. Entretanto, se há alguns anos elas eram restritas a um público aberto ao saber não comprovado cientificamente, hoje indicam sintonia com as transformações por que passam a humanidade e o planeta. De fato, as terapias complementares traduzem a emergência de um novo paradigma, que integra ciência e senso comum, confiando ao homem o poder de curar-se não somente por meio da medicina ortodoxa, mas principalmente pelo autoconhecimento.
    A máxima da cura pelo autoconhecimento não é nova, mas neste terceiro milênio vem amparada pela eficácia de terapias que baseiam a restauração da saúde física na prevenção. Em suma, elas apregoam que curar-se requer autoconhecimento para a libertação de hábitos, ou mesmo de reminiscências emocionais reprimidas, que nos distanciam da harmonia com a ordem universal e, conseqüentemente, debilitam nosso corpo físico. Assim, terapias e métodos como balanceamento energético, iridologia, essências florais, ayurveda e massagem terapêutica perdem, para seus seguidores, a conotação pejorativa do termo “alternativas” e revelam sua real contribuição para a prevenção e a cura dos males que acometem os seres humanos.


    Tal percepção mudou o direcionamento profissional da fisioterapeuta Cristiane Ferreira Farah, pós-graduada em Medicina Tradicional Chinesa pelo Casta (Centro de Acupuntura, Shiatsu e Terapias Alternativas) e proprietária de um centro de terapias holísticas, em Itaipava.
    No início da carreira, ela optou pela abertura de uma clínica de reabilitação física por intermédio dos métodos tradicionais de fisioterapia. Com o tempo, percebeu que os tratamentos atenuavam as dores dos pacientes, mas não atingiam a origem das queixas que os levavam ao consultório, ou seja, não os tratava de forma global. Foi quando decidiu mudar o perfil da clínica.
    “Com métodos como shiatsu, acupuntura, massagem ayurvédica e os recursos terapêuticos das ervas medicinais e dos florais, verifiquei melhora substancial nos quadros físico, orgânico e emocional dos pacientes Já com o sistema de balanceamento energético constatei como era possível obter respostas muito mais precisas para os distúrbios emocionais”, conta Cristiane Farah.
    Segundo ela, essa observação ocorreu após sentir, como paciente, os efeitos positivos do tratamento. “Submeti-me a algumas sessões e fiquei impressionada com os resultados para o meu equilíbrio emocional. Ganhei mais energia e, principalmente, auto-estima”, revela a fisioterapeuta.
    Basicamente, a técnica trabalha o equilíbrio da energia vital do corpo por intermédio de um procedimento inspirado na radiestesia: posiciona-se um pêndulo sobre a região abdominal do paciente e faz-se “perguntas” ao corpo, sobre o estado geral dele. O movimento do pêndulo responderá “sim” ou “não” para as perguntas.
    “O próprio corpo diz onde está o desequilíbrio, por isso o bem-estar após a sessão é muito grande. Dependendo das respostas, complemento a técnica com massagens terapêuticas, acupuntura, fitoterapia, florais e outras práticas ligadas ao equilíbrio energético. Já atendi centenas de pessoas e os resultados têm sido surpreendentes”, explica Cristiane Farah.
    Que o corpo “fala” quando há distúrbios, não há dúvidas. Ao menos é o que comprova a iridologia, utilizada como método auxiliar de diagnóstico pela médica homeopata e pediatra Maria Claudia Nabuco.
    “A iridologia não dá nome às doenças, ela nos fornece informações relevantes sobre o organismo, suas tendências e características. É um meio de diagnóstico preventivo, pois indica a suscetibilidade a algum tipo de doença”, esclarece a médica.
    De fato, a iridologia é voltada ao conhecimento das condições internas do organismo pela observação da íris (globo colorido circundado pela “parte branca” dos olhos, rico em filamentos nervosos e constituído pelo mesmo tecido do cérebro). É normalmente utilizada como meio auxiliar de diagnóstico por médicos homeopatas, naturólogos e até mesmo psicólogos, que “lêem” na íris as condições fisiológicas dos órgãos e o estado emocional do paciente.
    Segundo Maria Claudia Nabuco, o irisdiagnóstico também auxilia a terapêutica que o iridólogo adotará. “Dependendo do que o exame da íris revelar, prescrevo remédios de manipulação, utilizo a fitoterapia, indico mudanças na conduta de vida, solicito exames específicos, ou encaminho o paciente para um outro especialista. Após três meses, volto a reexaminá-lo”, acrescenta ela.
    De acordo com a médica, a leitura da íris (feita como uma lupa e uma pequena lanterna) é baseada em quatro mapas, ou escolas, que a representam graficamente: o mapa organicista aponta as áreas da íris correspondentes aos órgãos humanos; o mapa das emoções compreende cada órgão como sede de uma emoção específica; a escola alemã centra-se na constituição do organismo e a escola italiana lê pontos que aparecem na íris como traumas significativos que o paciente sofreu.
    Assim as perturbações orgânicas, metabólicas, nutricionais, hormonais, emocionais e até níveis elevados de estresse são detectados pela leitura da íris, mesmo em crianças (a partir dos 7 anos) e adolescentes. Ou seja, o irisdiagnóstico permite que importantes revelações venham à tona, muito além da queixa específica que a pessoa leva ao iridólogo.
    “O paciente não revela tudo o que sente para o médico, até mesmo porque muitas vezes não sabe como fazê-lo”, ressalta Maria Claudia. Por essa razão, o método é uma ferramenta eficaz para o especialista e, para o paciente, um estímulo à busca da própria cura pela percepção de condutas e sentimentos que debilitam a saúde física.
    “É no corpo físico que se manifestam as desarmonias dos corpos energético, emocional, mental e espiritual, que compõem nossa aura. Por exemplo, a raiva debilita o fígado; a tensão mental e o estresse atacam o pâncreas e o estômago”, explica a terapeuta de essências florais, Vera Gondim.
    Adepta dos Florais de Bach como paciente, Vera tornou-se terapeuta há oito anos. Nesse período, fez pós-graduação em Terapia Floral na UERJ, cursos com diversos pesquisadores de sistemas florais e passou a ministrar workshops para formação de terapeutas.
    Segundo ela, as essências florais, também chamadas de vibracionais (por captarem as vibrações energéticas das flores), atuam no nível mais profundo do corpo espiritual. Por uma lei da física quântica, chamada Lei da Ressonância, suas vibrações alcançam o corpo físico. Criadas pelo médico inglês Edward Bach, na década de 1930, essas essências foram introduzidas no Brasil nos anos 80. Em suas pesquisas, Bach estudou a capacidade curativa das flores até perceber que as doenças são provocadas mais pelos aspectos psicomentais dos pacientes do que, propriamente, por agentes físicos, como vírus e bactérias.
    “Enquanto a medicina tradicional age sobre o corpo físico, sobre os sintomas, o floral atua na origem dos problemas. Com as essências florais, pacientes que chegaram a meu consultório, por indicação dos médicos que os tratavam, tiveram regressão de tumor na coluna cervical, no pulmão, no fígado. Outro, contaminado pelo vírus da Aids, obteve reversão de quadros virais. Isso não significa que os florais sejam a panacéia do mundo. No entanto, eles têm o poder de alinhar a pessoa com o seu eu interior”, argumenta a terapeuta.
    De acordo com Vera Gondim, o diferencial dessa técnica terapêutica, assim como de todas as terapias complementares, é que ela entende a doença do corpo físico como a revelação de um problema em algum corpo energético, seja etérico (estrutura energética do corpo físico), mental, emocional ou espiritual. Por essa linha de raciocínio, os seres humanos teriam recursos para lidar com as situações que vivenciam, recursos esses que poderiam ser despertados por ressonância, pela atuação dessas terapias.
    “Chamamos de terapias complementares porque permitem abrir portas para a ação de outros tratamentos. Por isso, é importante que o terapeuta tenha noção de seus reais limites de atuação. Muitas vezes encaminho o paciente para um especialista, às vezes um psicólogo, um psiquiatra, para que seja feito um acompanhamento paralelo ao tratamento com floral”, diz a terapeuta, que, além das essências florais, utiliza essências ambientais, animais e dos cristais.
    Equilibrar as forças biológicas que controlam o corpo físico, mental e emocional dos indivíduos é também o objetivo primordial da ayurveda (ciência da vida, em sânscrito), medicina milenar indiana. Denominadas doshas, essas três forças (Pitta, Kapha e Vata) governam o metabolismo, os fluidos orgânicos e os movimentos de todos os seres vivos.
    Nos seres humanos, problemas inflamatórios, irritação e raiva denotam alterações em Pitta (fogo biológico), a força “quente” do metabolismo. Asma, depressão, problemas congestivos e de circulação, cistos, tumores, ou excesso de peso revelam desequilíbrios em Kapha (água biológica), a força “líquida”. Desequilíbrios em Vata (ar biológico), a força do “movimento”, ocasionam cansaço, insônia, dor lombar, ansiedade e memória fraca. Para a ayurveda, as doenças têm origem no desequilíbrio em uma ou nas três forças.
    Segundo o americano Charles Goodman, praticante e terapeuta de ayurveda desde a década de 80, cada indivíduo possui um dosha, ou um tipo biológico, predominante. “Para prevenir as doenças, o segredo é manter o equilíbrio desses doshas, seja através de mudanças na dieta alimentar ou no estilo de vida, seja por intermédio de exercícios físicos, meditação e fitoterapia”, esclarece ele.
    Para ler o tipo constitucional da pessoa e diagnosticar se há desequilíbrio, carência ou excesso, de Vata, Pitta e Kapha, Goodman examina a pulsação da artéria radial no punho do paciente. Com a avaliação, dependendo do caso, prescreve dieta alimentar, exercícios, meditação e tratamento com ervas medicinais.
    “Uma criança com gripes freqüentes pode estar ingerindo laticínios e doces em excesso. Se mudarmos a dieta ela vai melhorar substancialmente, daí a necessidade de descobrirmos seu tipo biológico”, diz Goodman. Medidas simples, compatíveis com a medicina alopática, que aplicadas corretamente alcançam o objetivo primordial da ayurveda: promover a saúde global, a fim de prevenir doenças sérias, e, conseqüentemente, estimular o auto-conhecimento.
    “Problemas Kapha são geralmente resultantes de inatividade física. Problemas Pitta indicam muito calor no corpo e exigem evitar fontes externas de aquecimento, como sauna e sol em excesso. Problemas Vata resultam do excesso de movimento e apontam a necessidade de meditação e relaxamento”, explica o especialista, que foi aluno de Vasant Lad, um dos mais respeitados médicos ayurveda da Índia. Fundador da revista Ayurveda Today, a primeira dos Estados Unidos sobre o tema, atualmente Goodman atende centenas de pacientes em Itaipava e em São Lourenço, Minas Gerais.
    Massagem terapêutica com exercícios respiratórios, aplicada em paciente confortavelmente instalado em cadeira anatômica, no solo ou em maca. Aulas de alongamento que aliam movimentos do balé clássico a manobras inspiradas na Yoga, no Tai chi chuan e no Duo Pilates. O resultado dessa combinação para o corpo humano, na prática: correção postural, tonificação muscular, bem-estar físico e emocional. “É uma nova maneira de encarar o corpo e a vida, um trabalho de consciência corporal”, explica Véronique Simottel, bailarina clássica especializada em terapia corporal e em diversas técnicas de massagem.
    Além da massagem em paciente acomodado em cadeira anatômica, a terapeuta aplica a “Abyhanga” (massagem que segue os preceitos da ayurveda e pode ser feita a duas mãos ou sincronizada, a quatro mãos, com óleos vegetais naturais). Nas aulas de alongamento, individuais ou em grupo, Véronique também coloca em prática esse mix de técnicas. Centrando os exercícios no alongamento e no fortalecimento muscular, sem utilizar pesos ou aparelhos, executa movimentos que promovem alívio para as dores na coluna, perda de peso e reeducação dos vícios de postura.
    “É importante trabalhar o corpo de forma inteligente, usando técnicas modernas, que proporcionem resistência, vitalidade, clareza mental e autoconhecimento. Esses exercícios podem enriquecer nossa alma”, diz Véronique Simottel.

Centro de Terapias Holísticas – Christiane Ferreira Farah
Estrada União e Indústria, 12.273 - sala 101 – Itaipava
(24) 2222-4725

Vera Gondim
Rua D. Pedro I, 299 – Petrópolis
Trav. Euricles de Matos, 36 – Largo do Machado, Rio
(24) 2249-3539
Vera coordena um grupo de terapeutas florais que oferece atendimento gratuito no Núcleo de Atendimento Popular (Pastoral da Saúde, Igreja do Sagrado Coração de Jesus, rua Montecaseros, Petrópolis). O trabalho é inteiramente auto-sustentável, mantendo-se com doações para a reposição das essências fornecidas aos pacientes.

Charles Goodman
(24) 2222-0911
(21) 8736-9239

Véronique Simottel
Rua do Repouso, 342 – Itaipava
(24) 2222-3406 / 9829-2002



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