Frank Schmieder, mestre-cervejeiro, e Artur Rodrigues, gerente comercial da Cervejaria Cidade Imperial, no Vale do Cuiabá, acreditam no sucesso das cervejas artesanais




Envase de três mil garrafas por hora: nova linha de produção da cervejaria trás o Chopp Imperial na versão long neck

Parque fabril com cpacidade de produção de até 500 mil litros de cerveja por mês



        Fotos: Henrique Magro

Negócios nas alturas

Espuma ascendente

    Ele não é figurinha fácil. Seletivo, circula por bares e restaurantes em busca dos apreciadores de cervejas artesanais, um público restrito, ainda que crescente. Maduro, tem mais de oito anos de estrada e muitas tulipas no currículo. Leve, de sabor ligeiramente acentuado, é encontrado em casas como Arab da Gávea, Joe & Leo´s e Siri Mole, na zona sul do Rio e, em Petrópolis, somente na Pavelka e na churrascaria Savana. Seu nome? Trata-se do Chopp Imperial, produzido pela microcervejaria Cidade Imperial, no Vale do Cuiabá, em Itaipava.

    Um dos precursores da nova onda do chope com grife, produzido em pequena escala, o Chopp Imperial tem na bagagem uma fórmula que respeita a Lei de Pureza da Cerveja Alemã, criada em 1516, que só permite o uso de quatro ingredientes (água, malte, lúpulo e levedura) na produção de uma boa gelada. Além disso, com o respaldo da aceitação do público consumidor ao produto, viu sua produção saltar de três mil litros para 200 mil litros ao mês em oito anos.
    Simultaneamente, a cervejaria comemora o lançamento da Cerveja Imperial, em embalagens long neck, a ampliação do parque fabril, turbinado em 2005, e o aumento da capacidade produtiva, que pode chegar a 500 mil litros de líquido por mês. E mais: a onda de crescimento e renovação da fábrica incluiu a instalação de novos tanques para armazenamento, nova sala de cozimento do mosto (mistura de malte e água), esteira de engarrafamento de três mil garrafas por hora e máquina para pasteurização do chope.
    “Com a cerveja, pretendemos conquistar novos estabelecimentos no Rio e em São Paulo, inicialmente, além de casas de Petrópolis que não têm giro para a venda do chope. O público-alvo da long neck é o mesmo do Chopp Imperial, os apreciadores de cervejas artesanais”, explica o gerente comercial da microcervejaria, Artur Cesar Rodrigues. Curiosidade: cerveja nada mais é que chope pasteurizado. A pasteurização (esterilização do líquido pelo calor), amplia a validade do produto, que de sete dias (chope) chega a seis meses (cerveja).
    Público-alvo semelhante, produtos também iguais. “A cerveja, que é o chope engarrafado, segue a mesma fórmula. Produzimos uma bebida pilsen premium, leve porém encorpada porque feita com 100% de malte, sem conservantes e estabilizantes”, diz Frank Schmieder, mestre-cervejeiro da Cervejaria Imperial há cinco anos.
    Desde 1973 no ramo, ele foi mestre-cervejeiro de diversas cervejarias na Alemanha e, no Brasil, atuou como assessor do curso técnico de formação de cervejeiros, do Senai de Vassouras. Na cervejaria petropolitana, acompanha todos os passos da fabricação, diariamente. Experimenta a bebida durante sua maturação até o armazenamento em tanques refrigerados, quando está pronta para o consumo. O processo de fabricação dura, em média, três semanas.
    O chope e a cerveja Imperial são comercializados nas versões clara, escura e bock (somente no inverno), com teor alcoólico de 4,5%. De sabor acentuado, são produzidos com levedura (fermento) e lúpulo, importados da Alemanha, água proveniente de fontes do sopé da Serra dos Órgãos, além, é claro, de malte (cevada semigerminada e secada).
    “Hoje as pessoas procuram produtos diferenciados, feitos com ingredientes de qualidade. É nesse nicho de mercado que procuramos atuar”, ressalta Artur Rodrigues. Mais que um negócio, uma homenagem à vocação cervejeira de Petrópolis.


















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