O Palácio de Cristal hoje...





...e no século 19, quando abrigava as Exposições Hortícolas do Império




A Princesa Isabel (centro) acompanhada da baronesa de Muritiba (à dir.) e da baronesa de Loreto (à esq.): foto de Marc Ferrez, feita em 1885 no Palácio de Cristal

Detalhe da estrutura em ferro fundido, feita na França e montada em 1884



Almoço oferecido aos oficiais e marinheiros do navio português Adamastor, em 29 de novembro de 1898

Grupos de bandas de música de Petrópolis posam em frente ao Palácio: imagens do século 19 pertencentes ao arquivo fotográfico do Museu Imperial

Fotos: Henrique Magro e Arquivo do Museu Imperial

Especial

O eterno palácio



    Um pavilhão de cristais bisoté belgas (leia-se de vidros, atualmente), com estrutura em ferro fundido importada da França, ícone de uma arquitetura moderna, nos moldes do que se fazia de mais inovador na Europa, em fins do século 19. Nada mais apropriado para uma cidade em que o Imperador Pedro II residia boa parte do ano, como também a corte e o corpo diplomático estrangeiro a trabalho no Brasil. Trata-se do Palácio de Cristal, inaugurado em 2 de fevereiro de 1884 para abrigar a Primeira Exposição Hortícola de Petrópolis, sob o patrocínio da Princesa Isabel.

    A exemplo do que acontecia em Paris e Londres, onde se realizaram as primeiras exposições universais, símbolos da revolução científico-tecnológica ocidental, no Brasil pré-industrial, a mostra revelou espécies de nossa natureza exuberante. Mas não apenas isso. O Palácio de Cristal foi também palco de uma cerimônia que antecipou a Abolição, pois em 1º de abril de 1888, naquele local, a Princesa Isabel alforriou 113 escravos.
    Hoje, aos 122 anos, o Palácio de Cristal continua a encantar. Instalado em meio a um belo jardim (que no Império foi o Passeio Público de Petrópolis) é palco de eventos musicais e de dança gratuitos. No fim do ano, torna-se a Cidade do Papai Noel, promovendo a alegria de milhares de crianças. Diariamente, recebe centenas de turistas do Brasil e do mundo. Um monumento único, que merece ser homenageado.
































































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