Pastas e patês: produção em série de delícias, comandada por Raphael Capua

        Fotos: Henrique Magro

Negócios nas alturas

Fábrica de delícias

    Uma fantástica fábrica de delícias escondida no Vale do Cuiabá. Se fosse tema de filme, talvez a frase remetesse a barras de chocolates, em embalagens brilhantes e coloridas. Mas trata-se da Coisas da Fazenda, que povoa o imaginário dos apaixonados por patês, pastas, pães e boursin, com receitas saborosas, preparadas artesanalmente. Inaugurada em Itaipava há 26 anos, foi pioneira, em Petrópolis, na fabricação do saboroso patê que leva o nome da fábrica, hoje comercializado em todo o Estado do Rio.

    Instalada na propriedade da família Capua, onde também funciona uma escola pública e existem duas belas igrejas, a fábrica não destoa da paisagem que a cerca. No entorno do pequeno parque fabril, uma área extensa de mata atlântica esbanja exuberância, enquanto receitas preparadas com fígado de frango, salmão, queijos, ervas finas, tomate seco, azeitona e outros ingredientes saborosos são manuseados por profissionais experientes e habilidosos, que seguem à risca receitas já aprovadas pelo público. Resumo da alquimia: ali são produzidas, mensalmente, quatro toneladas de patê, 400 quilos de queijo tipo boursin e 400 quilos de pastas.
    “A Coisas da Fazenda foi iniciativa de meu pai, Dario, que começou o negócio comercializando leite de vaca e derivados para clientes na serra e no Rio. Com o tempo, ele expandiu as vendas e inaugurou, em Ipanema, uma delicatessen que funcionou por 15 anos. Nessa época, meu pai lançou o patê de fígado e o queijo tipo boursin, a partir de receitas francesas, adaptadas para o paladar brasileiro”, explica Raphael Capua, filho de Dario, (também proprietário da pousada Tankamana) e hoje à frente da Coisas da Fazenda.
    A adaptação ao paladar brasileiro, além de pequenas variações nos sabores, que ganharam versões mais suaves, pode ser enriquecida por um fator surpreendente, em se tratando de culinária: compaixão. “Meu pai achava maldade o que fazem com o ganso para produzir o patê de fígado da ave. Então, decidiu utilizar fígado de frango no preparo de nosso patê”, conta Raphael. A partir daí, as receitas passaram a levar ingredientes como tomate seco, amêndoa, pistache, truta, pimenta, somando seis variedades. Já o boursin, feito com ricota – em vez do queijo francês, cujo sabor é muito acentudado –, é comercializado nos sabores tomate seco, salmão, cebola, calabresa, ervas finas, mostarda, pimenta e alho. As pastas, também variadas, são encontradas em nove versões, entre elas ricota com azeitona preta e truta.
    “Além da produção de patê, fomos também pioneiros, em Petrópolis, na fabricação de pastas com truta. Para não perdermos esse ritmo, em breve lançaremos o patê de fígado de avestruz, ideal para quem aprecia sabores mais acentuados”, ressalta Raphael. Segundo ele, outra novidade é a campanha para uso culinário dos produtos, hoje mais consumidos como aperitivos. Com esse objetivo, as receitas são testadas pelo chefe de cozinha da pousada Tankamana e, depois de aprovadas, publicadas no site da Coisas da Fazenda.
    Com mais essa iniciativa, Raphael Capua pretende não só manter a carteira de mais de 450 clientes espalhados por todo o Estado, como também invadir o país e até o exterior. “Temos experiência e qualidade para isso”, afirma o jovem empreendedor. Para quem não resiste aos acepipes da Coisas da Fazenda, ou tem vontade de conhecer o local, a fábrica possui um pequeno escritório, onde são vendidos diretamente para o cliente (varejo e atacado) os produtos da marca. A visita compensa, pelo sabor e pelo belo passeio.

Mais informações no site: www.coisasdafazenda.com


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