Cães acolhidos pelo Gapa (Grupo de assistência e proteção aos animais): em cada feira de adoção organizada pela Ong, seis animais são adotados

Fotos: Henrique Magro


Mundo animal

Exemplo de amor aos animais

    Gapa comemora sete anos e mais de 600 animais encaminhados à adoção.

    Tudo começou quando o casal Rosemary Martins e Carlos Eduardo Pereira jantava em um restaurante da região e encontrou um pequeno vira-lata que olhava para eles pelo vidro do prédio, com semblante melancólico e aparentando ínfima resistência. Na época, o debate conjugal era sobre qual a raça mais apropriada para o cão de companhia que estavam prestes a adquirir. Poucos minutos de conversa resultaram na decisão de recolher o animal, tentar recuperá-lo da morte que parecia inevitável àquela altura e adotá-lo como o cão da família.
    A feliz aparição de Biriba (nome dado ao cãozinho, hoje com sete anos bem vividos ao lado de Rosemary e Carlos Eduardo) resultaria não só na sua própria sorte, mas também na de centenas de outros animais, que são covardemente abandonados por seus donos, alguns com pouquíssimos dias de vida, nas ruas da cidade. “Daí em diante, passamos a ver os animais de rua, cuidar deles, buscar o apoio das clínicas veterinárias da região e angariar adesões de amigos que se interessassem por essa causa”, conta Rosemary, que logo encontrou espaço em sua própria casa para abrigar os animais recolhidos. Era o início do Gapa (Grupo de Assistência e Proteção aos Animais) que hoje, sete anos mais tarde, conta com 25 voluntários, um convênio firmado com a Prefeitura em março deste ano, para participar do Programa de Castrações Gratuitas, e contabiliza cerca de 600 animais encaminhados para a adoção.
    “Hoje, em Itaipava, três anos depois que começamos a promover as feiras de adoção, podemos sentir claramente a diferença, com pouquíssimos animais de rua. E os que ainda existem, são acompanhados e esterilizados”, afirma Carlos Eduardo Pereira, presidente do grupo, hoje uma Ong oficializada e que já recebeu até Moção Congratulatória da Câmara de Vereadores pelo serviço prestado à comunidade.
    A proposta do grupo, em síntese, é retirar os animais da ruas e encaminhá-los para adoção, e castrar todas as fêmeas existentes. Para isso, além do convênio com o poder público, a parceria com os veterinários da região tem sido fundamental, já que os recursos provenientes de doações são poucos. “Eles nos dão todo o suporte, doando remédios, hospedando e cuidando dos animais com preços bem mais acessíveis”, admite Rosemary, que é a diretora administrativa da Organização.
    As feiras de adoção organizadas pelo grupo são quinzenais: todo primeiro sábado do mês, elas ocorrem no estacionamento do hipermercado ABC-Barateiro, em Itaipava, e no terceiro sábado, na varanda do Parque Municipal de Petrópolis, também no terceiro distrito. Em média, cinco a seis cães recebem um novo lar em cada um desses eventos. Mas o trabalho do Gapa não se resume a simplesmente encontrar um dono para cada um dos animais que tem sob sua proteção. Antes da adoção é feita uma entrevista com o pretendente, em que se procura obter informações sobre sua real vontade, e de sua família, de conviver com aquele animal por período que pode chegar a 12 anos, ou mais, a partir daquela data.     Além disso, a adoção se materializa com a assinatura de um termo de responsabilidade, no qual uma das cláusulas é a permissão de acompanhamento por parte dos voluntários do Gapa durante um determinado período. Sempre procurando conscientizar a população de que o abandono de animais nas ruas é crime previsto em lei, o Gapa dispõe de uma linha direta para prestar quaisquer esclarecimentos sobre o assunto, pelo telefone (24) 9988-9985, com a diretora Alessandra, além de um site na internet: www.gapaitaipava.com.br










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