Projeto e construção Studio da Mata, telefone (24) 2222-4634.





Projeto de José Severiano, adaptado para madeira pela Tora, telefones (24) 2222-5734 e (24) 9266-9870





Projeto e construção de Luís Carlos Diniz - LCD Arquitetura, telefone (24) 2222-2530.
No texto: K2 Engenharia, telefone (24) 2222-6333




Fotos: Henrique Magro

Lar, doce lar

Log homes

    Casas com estilo rústico e aconchegante fazem sucesso na Serra.

     Um tipo de construção vem se tornando muito comum na região nos últimos anos: casas de alto e médio padrão, edificadas com uso de madeira roliça de reflorestamento. São as tecnicamente chamadas log homes ou popularmente conhecidas como “casas de tora”. Elas podem ser totalmente construídas em madeira - como aquelas famosas cabanas canadenses, muito vistas nos filmes - ou da forma que por aqui é mais usual, em que as estruturas são de toras, mas os preenchimentos são em alvenaria, concreto e gesso acartonado. Não só casas, mas também haras, sedes de condomínios e até shoppings centers já se renderam a essa nova mania de utilizar as toras na estrutura de seus projetos arquitetônicos.
     O efeito visual dispensa qualquer comentário. Mas são muitas as vantagens desse tipo de projeto. O conforto térmico é um deles, segundo o arquiteto Alexandre Sodré, titular do Studio da Mata, escritório localizado em Itaipava que se especializou neste tipo de construção. A madeira possui um índice de isolamento térmico muito alto, tanto no inverno quanto no verão, fazendo com que uma log seja mais quente ou mais fresca, de acordo com a temperatura da estação. Além disso, o isolamento acústico também é maior.
     O cartão de visitas do arquiteto é o seu próprio escritório, localizado na Estrada União e Indústria, e edificado com a combinação de madeira roliça de eucalipto e alvenaria. Ali é possível ter uma idéia real deste tipo de construção e de sua harmonia com o meio ambiente. Ele destaca ainda como vantagens o aspecto estético e a rapidez na execução da obra. “Calculamos que a execução de uma obra com esse tipo de estrutura propicia uma economia de tempo em torno de vinte por cento”, observa.
     O dinamarquês Sander Gellert é o representante comercial na região da Tora. A empresa capixaba é uma das maiores do país e beneficia madeira de reflorestamento, criando um produto ecologicamente correto. Através de um processo industrial pioneiro e informatizado, assegura a cada encaixe e furação, precisão, qualidade e durabilidade – atributos presentes em todas as peças.
     “A solução construtiva é a nossa especialidade. Seguindo o desenho do arquiteto, a casa é feita sob medida. As madeiras já saem milimetricamente preparadas, com bitolas, encaixe e furação, tudo de acordo com o projeto”, explica ele, que já atua há aproximadamente três anos na região, onde contabiliza dezenas de projetos comercializados.
     Caso o cliente interessado não tenha em mãos um projeto, e não pense em contratar um arquiteto para desenvolvê-lo, a Tora disponibiliza ainda nove opções de projetos arquitetônicos personalizáveis, que garantem praticidade e adaptação às necessidades de cada cliente. “Consideramos os arquitetos e construtores como grandes parceiros. Ainda que tenhamos os kits prontos, normalmente eles sofrem pequenas alterações na arquitetura para se adaptar ao gosto do cliente”, acrescenta.
     Outra empresa especializada em logs é a Preservar, representada no Estado do Rio de Janeiro pelo engenheiro Guilherme Garcia Lima, do escritório K2 Engenharia, com unidade em Itaipava. Segundo ele, a preocupação ecológica foi um dos motivos que o fez buscar como alternativa construtiva a madeira de reflorestamento, que nada mais é do que o eucalipto tratado, produto que faz muito sucesso em todo o Estado. São obras não só na região de Petrópolis, mas também em Búzios, Angra dos Reis e outras badaladas cidades fluminenses.
     “Creio que o segredo do sucesso do eucalipto na região está na ousadia dos nossos arquitetos. Ao contrário de outros estados, onde 80% de seu uso se concentra na área rural, por aqui há um meio termo entre a aplicação das toras em construções urbanas e rurais”, diz o engenheiro, lembrando que arquitetos que trabalham aqui - como Cadas Abranches, Luís Carlos Diniz, Daniel Paccaud e Aloísio Martinho - são grandes propulsores do uso das toras nas construções serranas.
     A durabilidade do produto é fantástica, mas, devido ao pouco tempo de execução desse tipo de projeto no Brasil, aqui ainda não existe histórico que possa comprovar a afirmativa. Entretanto, há registros de construções americanas com quase 200 anos de existência. As toras da Preservar, por exemplo, antes de serem levadas ao mercado, são protegidas com dois tipos de tratamento que as tornam imunes ao ataque de insetos, fungos ou qualquer tipo de agentes externos físicos ou biológicos.
     Quanto ao custo, não se pode dizer que a economia é uma grande vantagem deste tipo de moradia, pois o acabamento - fase da obra que geralmente onera ou não o projeto - deve ser considerado à parte. No Brasil, há uma cultura comercial de que casas de madeira têm o custo menor do que o das casas de alvenaria. Porém, essa regra não vale para os projetos desenvolvidos com madeiras de tora. Alexandre, Sander e Guilherme são unânimes ao afirmar que os custos se equivalem e que grande apelo deste tipo de projeto – em que se sobressaem a beleza e a rusticidade da madeira, além de sua harmonia com a natureza, é, sem dúvida, estético.





Estações de Itaipava © Todos os direitos reservados