Interlúdio
Estrada Petrópolis-Teresópolis, nº 2.165 (Km 2,5) – Itaipava - (24) 2222.2592














Restaurante Nael
Rua Manoel Batista de Andrade, nº 154 Nogueira - (24) 9275.5582














Vovó Celeste
Praça Presidente Castelo Branco, 32 Centro de Areal – (24) 2257.2452


Fotos: Henrique Magro

Ao sabor da estação

Vale da fartura


    A cidade de Petrópolis já fez fama como lugar que concentra alguns dos melhores e mais sofisticados restaurantes do Estado do Rio e até do Brasil. Especialmente no Vale dos Gourmets - região compreendida pelos distritos de Araras, Correas, Nogueira, Itaipava e Pedro do Rio –, encontram-se restaurantes e pousadas que fazem toda a diferença quando o assunto é requinte e boa comida. Neste mesmo vale, e também em sua vizinhança, entretanto, é possível (e recomendável!) dispensar a sofisticação para, na hora do almoço, se concentrar naquilo que realmente importa: saborear deliciosas e fartas refeições caseiras, temperadas pela tradição familiar - um condimento extra, capaz de aperfeiçoar qualquer receita.


Interlúdio
     O nome do restaurante que seu Adão administra com a ajuda dos netos, em Itaipava, sugere um intervalo. E é disto mesmo que os freqüentadores do Interlúdio, inaugurado em 1995, precisam depois de se entregar às opíparas refeições servidas ali. O cardápio fixo inclui sugestões de pratos de carnes (a picanha é o carro-chefe), frango, peixe e massas para duas pessoas – todos guarnecidos com arroz, feijão e salada (que varia diariamente) – além de dois especiais do dia.
     Entre os especiais, que também satisfazem tranqüilamente a duas ou mais pessoas, figuram: peito de boi, frango com quiabo, bife rolê, carne seca com abóbora, lasanha, frango assado, rabada com agrião e outros. Aos sábados é servido sempre o feijão tropeiro; aos domingos, o bacalhau, que pode ser à Espanhola ou ao Zé do Pipo. O Interlúdio fica em um ponto onde se concentram várias empresas e estabelecimentos comerciais; por esta razão, as mesas do almoço são sempre disputadas nos dias úteis. Nos finais de semana, as filas de espera são comuns nos horários de pico.


Restaurante Nael
     No Restaurante Nael, em Nogueira, tocado há 12 anos pelo casal Zé Mineiro e Alvina Rosa, a especialidade é a cozinha de Minas Gerais. Mas, em porções bem generosas, são servidos também (sempre acompanhados de salada, arroz, feijão, farofa, batatas coradas e legumes) pratos de diferentes naturalidades à base de pescados, aves, massas, carnes bovinas e suínas. Todas as refeições servem muito bem de duas a três pessoas e, se o apetite não for tão grande assim, alguns pratos podem vir à mesa em uma versão reduzida.
     Dona Alvina prepara também iguarias menos corriqueiras como leitão à pururuca, coelho, cordeiro, rã, pato e codorna, mas para saborear estes quitutes é preciso fazer encomendas com, pelo menos, três dias de antecedência. O pequeno restaurante – que tem personalidades entre sua clientela e chegou a ser citado no livro Confesso que bebi, de Jaguar, que freqüenta o lugar desde quando ainda funcionava em Correas - não trabalha com alimentos congelados.


Vovó Celeste
     Quer comidinha melhor do que a da casa da vovó? Em Areal, o restaurante Vovó Celeste, cuja cozinha é capitaneada pela própria, se esmera em conferir a seus pratos lautos o sabor de uma refeição preparada em casa. Para abrir os trabalhos, as sugestões são o salpicão de frango, croquetes de carne ou bolinhos de bacalhau, regados por uma Antártica Original bem geladinha. Em seguida, carnes, aves, pescados e massas em várias versões, inclusive as sofisticadas – steak au poivre (um must da casa), coelho à caçadora, pato com laranja e outros – e exóticas como o strogonoff de avestruz.
     O restaurante, que tem três gerações da família atrás do balcão, completa 17 anos de idade no início de 2008 e há cerca de um mês introduziu novidades. Passou a funcionar também nas noites de quinta a domingo, quando oferece, além do cardápio regular de almoço, pizzas, batatas recheadas, lasanhas, panquecas e 21 tipos de petiscos. Tudo, claro, muito bem servido para saciar os freqüentadores, que vêm até de Juiz de Fora para saborear as especialidades da vovó. Viva ela!


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