A degustação dos produtos faz parte do roteiro de visitação ao Sítio Humaytá

Visitantes têm também acesso à loja, de onde podem levar os quitutes fabricados no Sítio

O doce de abóbora em pedaços é crocante por fora e cremoso por dentro

Além dos doces, o Sítio produz uma boa variedade de conservas de legumes

Os funcionários são também moradores e estão na empresa há quinze anos ou mais

Os funcionários são também moradores e estão na empresa há quinze anos ou mais


Fotos: Henrique Magro

Negócios nas alturas

A dois passos do paraíso

     Quitutes de dar água na boca, confeccionados com produtos fresquinhos, uma fábrica artesanal, instalada no campo e cercada de verde por todos os lados, e uma equipe fiel e competente, que demonstra constante preocupação com a qualidade, são os elementos que compõem a fórmula de sucesso do Sítio Humaytá. O sabor de seus doces, geléias, conservas e chutneys - que hoje são provados e aprovados por paladares do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Brasília - são o reflexo não apenas deste conjunto de fatores, mas ainda de uma intensa harmonia que se sente logo na entrada da propriedade, localizada em Secretário.
     Este equilíbrio parece ser também o responsável pela visível fertilidade do sítio, onde, há 25 anos, o empresário de Arvorezinha (RS) José Adolfo Pompermaier se instalou e plantou pés de goiaba, mamão, manga, banana, figo, laranja da terrra e laranja kinkan. Hoje, as goiabeiras, por exemplo, chegam a produzir 16 mil quilos da fruta por colheita – o que rende cerca de 10 mil potes de doce. O hábito gaúcho de transformar estes alimentos em doces, compotas e geléias para tê-los em casa durante todo o ano foi o que impulsionou o negócio.
     “No início, o projeto para o sítio era um capril, já que na época havia aqui uma bacia leiteira, mas acabou não indo adiante. Como já existiam algumas mangueiras e goiabeiras e nada para fazer à noite, não tínhamos luz elétrica e nem telefone, e eu já dominava a técnica de fazer doces, comecei a produzi-los”, conta o empresário, que tem a participação do sócio Gilson Gomes na administração e comercialização dos produtos.
     Com o tempo e a percepção de que o mercado era receptivo, a técnica foi sendo aprimorada para uma produção em larga escala, sem, no entanto, perder as características artesanais. Os produtos do sítio são feitos sem conservantes ou corantes e, depois de envasados, passam por um processo de “banho-maria” para que mantenham suas características de cor, aroma e sabor, além de garantir a conservação por até doze meses. “Os doces, por exemplo, têm 40% menos açúcar do que normalmente entra na composição dos industrializados. Procuramos sempre aproveitar o açúcar contido na própria fruta”, explica José Adolfo.
     Todas as etapas da produção merecem atenção e cuidados especiais. As árvores do pomar são tratadas com produtos orgânicos; a adubação é realizada com o lixo da própria sede do sítio e das casas dos funcionários, instaladas dentro da propriedade. Estes resíduos passam por um processo de compostagem e são utilizados na fertilização tanto do pomar quanto dos jardins, repletos de bromélias e outras espécies.
     Hoje são 52 produtos, elaborados com matéria-prima do próprio sítio ou vindos de fornecedores da região, divididos em sete diferentes linhas: doces e compotas, doces de leite, doces em barra, geléias, geléias agridoces, conservas e chutneys. Das duas últimas categorias nasceram recentemente produtos originais como o Picles Vienense (legumes em molho de mostarda e açafrão) e o Molho Siciliano (à base de berinjela, tomate, cebola e especiarias).
     Entre as geléias agridoces, algumas são produzidas com ingredientes inusitados como canela, pimentão e alecrim. Há também aquelas confeccionadas com exclusividade para restaurantes. As de vinho, normalmente usadas na elaboração de pratos, são fornecidas para casas sofisticadas do Rio de Janeiro, como o Garcia & Rodrigues e o Terzetto.
     A forma de comercialização praticada ali é também bastante incomum. Não há venda ativa, os interessados é que fazem o primeiro contato com os empresários. A maioria deles visita o lugar para conhecer os processos de fabricação e degustar os produtos. As visitas, apenas com agendamento prévio, podem ser feitas também por pequenos grupos.
     Os oito funcionários Sítio Humaytá, que trabalham ali há cerca de 15 anos, se revezam entre as tarefas da casa e da fábrica. “Vivemos aqui em uma grande harmonia e quem que nos visita costuma perceber a energia do lugar, que acabou virando uma atração. Em alguns finais de semana, chegamos a receber aproximadamente 150 pessoas”, diz o empresário.

Sítio Humaytá
Telefones: (24) 2228-2060 / 2228-2046
www.sitiohumayta.com.br


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