CENTRO DE CULTURA RAUL DE LEONI
foto: Hélcio Mano

O Raul de Leoni é o maior centro de cultura do interior do Rio de Janeiro e mantém uma intensa programação voltada para as mais diversas manifestações culturais

foto: Henrique Magro

No primeiro trimestre de 2012 a Sala Van Dijk foi ocupada pela exposição 35 Anos de Cultura, evento multimídia que marcou o aniversário do Centro de Cultura, celebrado em janeiro. A mostra reuniu imagens de fatos marcantes desde a inauguração do prédio até os dias de hoje
foto: Henrique Magro

As galerias, a exemplo da Galeria Aloisio Magalhães, costumam receber obras de artistas locais e mantêm uma programação intensa durante todos os meses do ano
foto: Henrique Magro

Obras do artista Marcelo Lago, residente na cidade há muitos anos, compõem o acervo permanente do Raul de Leoni
foto: Arquivo Centro de Cultura

Em 2005, o Centro de Cultura apresentou uma mostra do prestigiado fotógrafo Sebastião Salgado
foto: Arquivo Centro de Cultura

A inauguração do Teatro Afonso Arinos foi marcada por uma apresentação do pianista Arthur Moreira Lima
foto: Arquivo Centro de Cultura

Na Sala de Música Guiomar Novaes são realizados os ensaios do Coral Municipal de Petrópolis e os cursos do projeto Ciranda das Artes
foto: Henrique Magro

A Biblioteca Central Municipal Gabriela Mistral reúne 140 mil títulos e é a terceira maior do estado
foto: Henrique Magro

A Sala Humberto Mauro, com 56 lugares, apresenta programação variada que privilegia filmes que não costumam frequentar os grandes circuitos

CENTRO CULTURAL FASE-FMP
foto: Henrique Magro

A Casa Hercílio Esteves, uma das construções do campus da Faculdade Arthur de Sá Earp, abriga a administração do Centro Cultural FMP/FASE, além de galerias, auditório e cyber café

foto: Arquivo Centro de Cultura

Apresentações de espetáculos musicais e teatrais organizadas pelo centro cultural são realizadas na sala Arthur de Sá Earp

foto: Arquivo Centro de Cultura

A Mostra Corpo – Anatomia, Arte e Tecnologia, realizada entre agosto de 2010 e abril de 2011, foi um grande sucesso de público, com mais de seis mil visitantes

foto: Henrique Magro

No cineclube acontece o evento permanente Sessão Curta Pipoca e sessões eventuais de longas-metragens

foto: Arquivo Centro de Cultura

Uma das lonas em exposição na mesma mostra foi reaproveitada para atividade de pintura em uma das edições do evento permanente Quintas Culturais

foto: Arquivo Centro de Cultura

Eventos-relâmpago montados em função da dinâmica da instituição de ensino – com duração de 20 minutos e eventualmente ligados a exposições montadas pelo centro cultural – as Quintas Culturais são também abertas ao público e têm programação variada. Além de manifestações artísticas, incluem ainda apresentações de atividades como a Capoeira

CENTRO CULTURAL ESTAÇÃO NOGUEIRA foto: Henrique Magro

O prédio de 1908 ainda mantém características originais da Estação de Nogueira como as portas e janelas em pinho de Riga e as telhas trazidas da cidade de Marselha, na França

foto: Henrique Magro

Na sala multiuso acontecem os cursos, palestras e oficinas realizadas pelo centro cultural e ainda exposições de artes plásticas e outros eventos produzidos ali

foto: Henrique Magro

O memorial ferroviário instalado no centro cultural guarda o único acervo de peças da região que resgata a história da ferrovia

foto: Henrique Magro

A sala de leitura mantém um acervo de aproximadamente 2 mil volumes, montado através da doação de moradores locais e amigos do Centro Cultural estação Nogueira

CENTRO CULTURAL CELINA DE OLIVEIRA BARBOSA foto: Henrique Magro

O Centro Cultural Celina de Oliveira Barbosa, sediado na antiga estação de trem Pedro do Rio, é equipado com biblioteca e salas para informática, teatro, música artes plásticas e artesanato, atividades que, temporariamente, vem sendo desenvolvidas na Escola Municipal Monsenhor João de Deus Rodrigues

foto: Henrique Magro

As aulas de artesanato ministradas pela professora Hercília (esq.) reúnem pessoas de diferentes faixas etárias e a sala fica sempre aberta para que os alunos possam exercitar as técnicas e concluir seus trabalhos

foto: Henrique Magro

O Coral Tom e Voz – formado por jovens, adultos e membros da terceira idade – privilegia a MPB em seu repertório e já acumula cerca de 20 apresentações em seu currículo, além de participações em festividades, solenidades e eventos culturais, cívicos e folclóricos da comunidade

foto: Henrique Magro

Na sala de informática são oferecidos cursos de capacitação na área, além de acesso livre à internet para trabalhos e pesquisas

foto: Henrique Magro

O coordenador Luciano Reis e os professores Hercília de Souza e José Luiz Fernandes formam a “brigada” do Centro Cultural na busca de incentivos, patrocínios e parcerias que permitam a ampliação do número de eventos especiais oferecidos à população


Capa

Circuito Eco Rural
A gente não quer só comida...
a gente quer cultura, diversão e arte!



     Que Petrópolis é um paraíso para os amantes da gastronomia todo o mundo já sabe; mas o que pode passar despercebido para muitos é a vocação do lugar para a produção e difusão de um outro tipo de alimento tão importante quanto: o que nutre a alma. Além de abrigar um grande número de artistas naturais da cidade e ainda os que foram atraídos para cá pelas mais diversas razões, o município fluminense congrega também instituições que investem não apenas no “fazer cultural” propriamente dito, mas na propagação da cultura e da arte em suas mais diferentes formas, nutrindo os indivíduos com elementos destas essenciais manifestações humanas.
     Mais do que difundir e tornar parte do cotidiano dos cidadãos aquilo que aparentemente seria algo restrito a museus, galerias e grandes salas de espetáculos, como objetos sagrados e inacessíveis às maiorias, os centros culturais cumprem ainda o papel fundamental de despertar o genuíno interesse da população por distintas manifestações artísticas, contribuindo para a formação global dos indivíduos e até forjando novos talentos entre eles.
     Como o número de locais destinados exclusivamente a eventos culturais específicos – como artes plásticas, teatro, cinema, música e outros – na cidade não é dos mais expressivos, os centros culturais instalados no Centro Histórico e nos distritos, além de cumprir seus objetivos primordiais, suprem, com alguma regularidade, a carência destas atrações por moradores, sitiantes e visitantes. É o que fazem com muita competência, com seus eventos permanentes ou esporádicos, o Centro Cultural Raul de Leoni, o Centro Cultural FASE-FMP, O Centro Cultural Estação de Nogueira e o Centro Cultural Celina de Oliveira Barbosa.
     Cada um com suas características peculiares, estes espaços são, para toda a população local, uma ponte de ligação com o universo infinito do desenvolvimento humano proporcionado pela arte. Como bem definiu o poeta Arnaldo Antunes na letra de sua canção: “a gente não quer só comida, a gente quer saída para qualquer parte”.

CENTRO DE CULTURA RAUL DE LEONI
     O importante polo cultural é também o maior do interior do estado e, muito provavelmente, um dos mais antigos de que se tem notícia no Brasil; em janeiro de 2012 comemorou 35 anos de existência e efervescência cultural. Por ali já passaram um sem número de mostras de artes plásticas e fotografia; apresentaram-se as mais diversificadas companhias teatrais, além de grupos de música e dança; e foram exibidas incontáveis obras cinematográficas.
     Em um prédio com área total de 5.080 m2, dividida em três pavimentos, no Centro Histórico de Petrópolis, estão localizados as galerias Aloísio Magalhães, Djanira, Van Dijk e Espaço Alternativo, destinadas a mostras de artes plásticas e fotografia; o Teatro Afonso Arinos, com 150 lugares, e a Sala Sylvia Orthof, para espetáculos teatrais; a Sala de Cinema Humberto Mauro, com uma programação de filmes cult e alternativos àqueles exibidos em grandes circuitos; a Sala da Academia Brasileira de Poesia; a Sala Multiuso, para atividades diversas; a Sala de Internet Comunitária; e a Sala Guiomar Novaes, onde o Coral Municipal ensaia desde a fundação do prédio e onde acontecem os cursos do Projeto Ciranda das Artes.
     O projeto de iniciação artística reúne cerca de 700 alunos de todas as idades, que recebem aulas de música (violão, cavaquinho e iniciação musical), dança (jazz, balé clássico, dança de salão, dança do ventre e hip hop), teatro e artes visuais (desenho, pintura, fotografia, grafite e artesanato). “O Raul de Leoni tem uma vocação natural para a formação da classe artística local, é algo que acontece de maneira orgânica aqui. É também o principal espaço expositor das artes visuais, uma linguagem que tem muita força em Petrópolis, em termos de profusão e criatividade”, afirma Marco Aurêh, gerente do Centro de Cultura.
     Um dos eventos já agendados para 2012 é uma mostra comemorativa ao centenário de Nelson Rodrigues, programada para o mês de julho. A exposição coletiva A vida como ela é será composta por sete instalações de diferentes artistas, inspiradas em peças representativas do dramaturgo brasileiro. “Simultaneamente, vamos apresentar a mostra O homem proibido, que enfoca a biografia do literato, com fotos e documentos”, completa Aurêh. Segundo ele, a programação oficial de festas da cidade também é contemplada pelas ações desenvolvidas no Raul de Leoni. “Procuramos sempre criar um link com o calendário de festas, através das exposições e mostras de cinema. Na ocasião do Bunka-Sai, festival da cultura japonesa, por exemplo, abrigamos exposições de Origami e Bonsai; na Bauernfest, um festival dedicado ao cinema alemão.” Além de abrigar exposições e mostras cinematográficas comemorativas, a Sala Humberto Mauro e as galerias estão sempre em funcionamento, com entrada franca para o público.
     A grandiosidade do Centro de Cultura também fica evidente em sua biblioteca, que foi, inclusive, o ponto de partida para a criação do espaço; hoje, são 140 mil volumes no acervo. Foi para ampliar a antiga Biblioteca Municipal de Petrópolis, hoje Biblioteca Central Municipal Gabriela Mistral, que, em 1974, iniciou-se a construção do prédio em estilo moderno, projetado por Cesare Migliari e Edmundo Lustosa. Inaugurado em 1977, o prédio seria utilizado para abrigar apenas a biblioteca, mas, com o passar dos anos, diversas salas foram instaladas para abrigar distintos eventos culturais. Antes de receber o nome atual, o Centro de Cultura Raul de Leoni já se chamou também Alceu Amoroso Lima (1977) e Tristão de Athayde (1991).
     “O Centro de Cultura Raul de Leoni - berço que me acolheu em meus primeiros devaneios artísticos -, sem sombra de dúvidas, é o mais versátil e abrangente espaço cultural de Petrópolis”, finaliza Marco Aurêh, que, além de gerenciar o espaço, é também ator, músico e compositor.

Praça Visconde de Mauá, 305 Centro
(24) 2233-1222 2233-1233
Visitação:
Galerias de Arte terça a sábado das 13h às 18h
Biblioteca - segunda a sexta das 8h às 18h30; sábados das 8h às 12h


CENTRO CULTURAL FASE-FMP
     Fundado em 2007 com o objetivo de promover o diálogo entre o conhecimento desenvolvido dentro da instituição que o abriga e a sociedade, utilizando a arte e a cultura como linguagem, o Centro Cultural da Faculdade de Medicina de Petrópolis/Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) é um espaço aberto a todos os públicos e promove eventos diversificados nos campos das artes plásticas, fotografia, cinema, música, teatro, filosofia e outras manifestações artísticas e culturais.
     “Embora tenhamos atividades e eventos abertos a toda a população da cidade, o centro cultural nasceu com o objetivo primordial de agregar à formação de nossos alunos valores que tradicionalmente não se encontram na área acadêmica. Através das atividades culturais, abrimos para eles a possibilidade de construção de outras visões do mundo. Outra face de nossa missão é ser mais um espaço de cultura para a cidade; um local que promova debates acerca de temas pertinentes a ela”, declara Ricardo Tammela, coordenador de Projetos Especiais e responsável pelo centro cultural.
     Exemplo concreto disso é a exposição “dA ruA” – inaugurada no final de março e que fica em cartaz até junho – com a exibição de trabalhos de cerca de 20 artistas da street art (arte da rua, que inclui manifestações como graffiti, o bomb, a pichação, o sticker, o stencil e o lamb-lamb), promovida para gerar questionamentos acerca das sutilezas, ideais e diferenças desse universo desconhecido pela grande maioria das pessoas. Além de trabalhos realizados no próprio prédio que sedia o centro cultural, a Casa Hercílio Esteves, outras manifestações relacionadas à street art, como o hip hop e o basquete de rua, acontecerão por todo o campus no período em que se desenvolve a mostra.
     Estão também na agenda de 2012 a exposição Gravidez na adolescência (mostra sensorial programada para o segundo semestre) e o já consagrado Café Filosófico Quântico (CFQ), evento gratuito e aberto a todos, realizado sempre na 1ª terça-feira de cada mês, às 20h30, no auditório do Centro Cultural. Para este ano, o tema escolhido para os encontros, foi a “ecoespiritualidade” – termo utilizado para se referir a uma vida pautada em valores que restaurem a ligação entre o ser humano e a natureza. Com as mesmas características, acontecem periodicamente as Quintas Culturais (apresentações de 20 minutos na Praça do Sol, localizada na rotatória em frente ao hall de entrada); a Sessão Curta Pipoca (apresentações de curtas-metragens, às terças-feiras, às 10h, 12h, 13, 18 e 20h); a Missa da Pastoral Universitária (toda última quinta-feira do mês, às 12h30); e exposições das mais diversas naturezas.
     Entre os eventos mais marcantes realizados pelo Centro Cultural FASE-FMP estão: a mostra Corpo – Anatomia, Arte e Tecnologia, com mais de seis mil visitantes e mais de 100 escolas de Petrópolis, Rio de Janeiro e outras cidades vizinhas, entre agosto de 2010 e abril de 2011; a mostra do artista plástico Eduardo Kac, sobre o Centenário de Arthur Sá Earp Neto, comemorado em 2009; e a participação, em 2011, no Clic! Petrópolis, mostra coletiva de fotografia organizada pelo Petrópolis Convention & Visitors Bureau.
     Para garantir o gerenciamento e a execução das atividades e projetos com a participação efetiva dos alunos, o Centro Cultural FASE – FMP é administrado por um comitê gestor, eleito anualmente e formado pelos universitários, que auxiliam o coordenador Ricardo Tammela. A construção que abriga o Centro Cultural é dotada de três salões para exposições, um auditório equipado com sistemas de projeção de imagens e de sonorização, com acesso à internet e assentos confortáveis para 65 pessoas. Um cyber café, cuja inauguração foi prevista para abril deste ano, é a mais recente e grata novidade. As atividades desenvolvidas pelo centro cultural acontecem também em um Auditório Teatro, a Sala Arthur Sá Earp Neto, para 300 pessoas.

Avenida Barão do Rio Branco, 1003 – Centro
(24) 2244-6464
Blog: http://centroculturalfasefmp.blogspot.com
Funcionamento: segunda a sábado, das 9h às 18h


CENTRO CULTURAL ESTAÇÃO NOGUEIRA
     O prédio histórico que abriga o Centro Cultural Estação Nogueira e o minimuseu rodoviário ali instalado são atrativos extras deste atuante polo de cultura. Durante a visitação, uma conversa com o coordenador do espaço João Sergio da Silva Junior sobre os primórdios da estação ferroviária, que no período de um século se transformou no símbolo de uma conquista comunitária em prol do desenvolvimento local, já é suficiente para engordar a bagagem cultural de qualquer um.
     Mas não são apenas os fatos históricos e o engajamento de moradores e sitiantes para a criação e manutenção deste espaço cultural, assim como sua atuação no que concerne à produção de eventos e ao desenvolvimento de atividades, que o tornam especial. O apoio que oferece a toda a comunidade, especialmente a crianças e adolescentes da região, é algo inestimável. O centro funciona como uma extensão de suas casas; ali os jovens têm todo o suporte para seus estudos e pesquisas, em uma bem equipada sala de leitura, e ainda acesso a atividades lúdicas, como disputas de xadrez, damas e outros jogos.
     Aulas de teatro e Tai Chi Chuan, também são oferecidas gratuitamente a eles e a todos os interessados. Eventos permanentes direcionados à literatura, à música e à sustentabilidade acontecem anualmente e são, da mesma forma, abertos à população, sem qualquer custo. A programação de 2012 inclui a comemoração do Dia do Ferroviário (28 de abril a 6 de maio) com o tema Músicas, prosas e causos; a Estação Literária (também no mês de maio), desta vez dedicada ao escritor Machado de Assis; uma apresentação do Grupo Petrópolis em Serenata (em junho); a 4ª Semana Verde de Nogueira (setembro); e a série Grandes Compositores, que nesta edição, realizada em novembro, homenageia Waldyr Azevedo.
     Todos os eventos procuram mesclar as diferentes manifestações artísticas, com atividades desenvolvidas a partir de um gancho específico. “Em 2011, por exemplo, homenageamos Nelson Rodrigues na Estação Literária e apresentamos – com o apoio de voluntários, como sempre acontece aqui – além da leitura dramatizada de uma adaptação do texto da obra A falecida, uma mostra com imagens sobre a vida e a obra do autor. Normalmente também procuramos incluir a música entre as atividades”, conta João Sergio.
     Para ele, é importante que os eventos sejam totalmente envolvidos pela atmosfera do universo que enfocam. Tudo é feito de forma a permitir que os visitantes mergulhem efetivamente na história daquele personagem e ainda para que o maior número possível de pessoas tenha acesso às atividades. “Quanto maior o público, maior o incremento proporcionado ao turismo e ao comércio locais. Então, pensando de uma forma macro, a importância do espaço vai além da propagação da cultura, se estende ao desenvolvimento cultural, social e econômico da região”, defende o coordenador.
     O Centro Cultural Estação Nogueira foi inaugurado em outubro de 2004 graças à mobilização da população local, que se uniu para reivindicar, junto ao governo municipal, a utilização para este fim do prédio inaugurado em 1908 para abrigar a estação ferroviária de Nogueira. Desde a desativação da estação, em 1964, com a cessão do prédio pela RFFSA para atividades residenciais e comerciais a construção foi sofrendo descaracterizações, mas ainda guarda parte de seus elementos originais. As portas e janelas, em pinho de Riga; o poste de aparelho de telégrafo, importado da Inglaterra; e 90% das telhas, vindas da França, foram recuperados nas obras de revitalização e transformação do espaço, desapropriado pela prefeitura no ano de 2000, em centro cultural.

Av. Leopoldina, 317 – Nogueira
(24) 2237-3860
www.culturaccen.blogspot.com
nogueiracultural02@gmail.com


CENTRO CULTURAL CELINA DE OLIVEIRA BARBOSA

     Localizado em de Pedro do Rio, o espaço cultural foi também instalado em um prédio histórico, datado de 1886, que originalmente abrigava uma estação de trem. Desde os últimos meses de 2011, entretanto, vem funcionando na Escola Municipal Monsenhor João de Deus Rodrigues. A mudança provisória para a instituição de ensino foi necessária para que o Posto Médico do 4º Distrito de Petrópolis ocupasse suas instalações durante a realização de obras.
     Embora os eventos especiais – como exposições e apresentações teatrais e musicais – tenham sido afetados pela mudança neste período, as atividades fixas oferecidas pelo centro continuam a pleno vapor. As aulas de teatro, informática, e artesanato continuam sendo oferecidas em espaços adaptados na escola para moradores do distrito e ainda para integrantes das comunidades vizinhas de Areal, Posse, Rio Bonito e outras. As oficinas de artesanato são realizadas também em um núcleo do Centro Cultural Celina de Oliveira Barbosa em Secretário e ministradas pela professora de artes do município Hercília Reis de Souza.
     As atividades voltadas para a música e para as artes cênicas ficam a cargo do professor da rede estadual de ensino José Luiz Fernandes, que coordena os grupos do Coral Tom e Voz e Cia de Teatro Renovação, com aulas e ensaios realizados no centro cultural. Hoje, o coral conta com 32 participantes, na companhia teatral são 21. Ambos os grupos são formados por moradores de Pedro do Rio e de regiões vizinhas e incluem integrantes de diferentes faixas etárias. Assim como acontece em Nogueira, o centro cultural de Pedro do Rio não se limita à oferta de atividades artísticas e culturais; a instituição é também um importante núcleo de apoio à comunidade, abrangendo aspectos de saúde e lazer. Mesmo funcionando em salas cedidas pela escola, continua oferecendo suporte ao grupo local de Alcoólicos Anônimos, que já há muitos anos realiza suas reuniões semanais nas instalações do centro. Através de eventos especiais, procura também contribuir para o desenvolvimento da autoestima dos jovens das comunidades carentes do distrito, arredores e municípios vizinhos.
     “Um dos projetos que pretendemos concretizar ainda este ano é a organização de uma festa coletiva para debutantes. O sonho da grande maioria das meninas é ter seus 15 anos comemorados em grande estilo e muitas delas não têm recursos para isso. Com a realização deste evento, esperamos aproximar ainda mais os jovens do centro cultural”, acredita o coordenador Luciano Reis. Ele lamenta a suspensão temporária de eventos como a feira de artesanato, montada anualmente na área externa do prédio do centro de cultura, assim como outros que se realizam periodicamente ali, mas não perde o pique para planejar novas atividades e buscar mais patrocínios e apoios para que outras ações em benefício da comunidade se concretizem.

Rua Capitão José Leal, s/n Centro de Pedro do Rio
(24) 2246-9302 9956-2254
Coordenador Luciano Reis: leleereis@hotmail.com


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