Uma das sugestões de Lola é o prato composto por mini medalhões de mignon sobre galette de batatas, com flan suave de alho e molho de vinho


A Sopa de Tomate com Molho Gruyère, entre opções de entrada, é servida com pães produzidos no próprio bistrô


O Riz au Lait Brûlé, uma versão do arroz doce sofisticada não apenas no nome, é servido sobre uma base de morangos e já se tornou uma preferência dos habitués do bistrô


O ambiente do salão é acolhedor e, assim como os pratos servidos ali, caracteriza-se pelo refinamento sem afetação


Fotos: Henrique Magro

Ao sabor da estação

Cocotte Bistro



     Técnicas francesas aplicadas à culinária de diversas origens para a elaboração de uma gastronomia aconchegante em um ambiente igualmente acolhedor. Assim, com todas as características inerentes aos autênticos bistrôs, é a casa inaugurada no Carnaval de 2012 em Santa Mônica por Manoela Rabin. Depois de estagiar em restaurantes localizados em diferentes regiões da França, ela aportou em Itaipava trazendo na bagagem muito talento e dois elementos fundamentais para um chef e restaurateur de sucesso: a arte de “cozinhar com verdade” e uma grande capacidade de organização.
     Da cozinha verdadeira e elegante – porém sem excessos de refinamento, como convém a uma casa com este es­tilo – do Cocotte saem não apenas especialidades francesas, mas propostas gastronômicas das mais diversas partes do planeta. O sistema de fórmulas do dia – em que figuram, invariavelmente, três opções de entradas, e o mesmo número de pratos principais e sobremesas – pode incluir clássicos franceses como o steak au poivre e o italianíssimo risoto de grana padano com presunto de Parma, por exemplo.
     “Itaipava é um lugar que, pelo clima, pede este tipo de comida, com sotaque francês ou italiano, mas o cardápio é montado de acordo com a oferta de bons produtos que encontro na região, variando bem o estilo”, afirma a chef cuja carreira foi iniciada no setor de confeitaria do prestigiado Le Saint Honoré, no Rio de Janeiro. A partir deste belo começo, tratou de conhecer todos os aspectos importantes do ramo, em cursos como os do Senac e da aclamada chef Roberta Sudbrack, e chegou a prestar consultoria para vários restaurantes cariocas. Mas a identidade gastronômica de Manoela foi consolidada em estágios realizados em 2011 com alguns dos mais importantes chefs franceses em seus bistrôs estrelados no Guia Michelin.
     Em Bordeaux, no Le Chapon Fin, de Nicolas Frion, experimentou a química da vanguardista gastronomia molecular. Em Busnes, com Marc Meurin, no Chateau de Beaulieu, detentor de duas estrelas, conheceu a importância da beleza e da perfeição na montagem de um prato associadas a seu paladar. Em Grasse, a capital mundial do perfume e das ervas aromáticas, localizada na Provence, aprendeu no Lou Fassum, de Emmanuel Ruz, a cultivar uma horta própria e a não ter medo de correr riscos, cozinhar sempre com o coração. Em Caen, na Normandia, no Le Gibus, de Olivier Briand, considerado o melhor bistrô da França, a lição que assimilou e repete como um mantra: “você pode cozinhar muito bem, mas isso não conta em quase nada se não souber se organizar”.
     Pelo visto, a aluna foi bem aplicada e cultiva com esmero em seu restaurante tudo o que aprendeu. A varanda e os dois salões da casa de dois andares em estilo normando formam ambientes intimistas que refletem bem as origens dos genuínos bistrôs; ali é servi­do também um cardápio musical de qualidade por Luiz de Simone, pianista e marido de Manoela. Da cozinha comandada pela chef com a ajuda de um único funcionário, saem, sem atropelos, pratos elaborados com os ingredientes fresquíssimos da horta própria ou fornecidos por produtores da região.
     Com apenas seis meses de funcionamento, o Cocotte Bistro já formou seu grupo de habitués e, a pedido deles, vai lançar uma happy hour, às sextas-feiras, das 18h às 20h. “A ideia é atender às pessoas que gostam de tomar um drinque e relaxar antes do jantar”, diz Lola, como também é conhecida a atenciosa chef. Para satisfazer as suas próprias vontades, durante os meses de inverno vai introduzir no cardápio pratos como o boeuf bourguignon servidos em cocottes – as pequenas caçarolas que deram nome ao charmoso lugar. Não é só ela que vai ficar feliz com a novidade. Comme il faut!

Cocotte Bistro
Estrada da Divisa, 807 Santa Mônica – Itaipava
(24) 2222-3334 / 8832-3334
Atendimento apenas com reservas


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