O contrapiso sobre a laje recebe uma manta de isolamento térmico, tubos distribuídos em forma de serpentina, uma camada de argamassa e o revestimento final, que emite o calor para o ambiente por meio de radiação

Na instalação do piso radiante hidráulico, feita com tubulação italiana colocada por baixo do piso, o aquecimento por circulação de água quente pode ser somente para o piso ou para todo o ambiente



Na instalação do piso radiante hidráulico, feita com tubulação italiana colocada por baixo do piso, o aquecimento por circulação de água quente pode ser somente para o piso ou para todo o ambiente

Também vinda da Itália e trazida do Rio Grande do Sul pela Termicom, a caldeira de piso tem as mesmas funções da mural e, como se trata de um equipamento de maior potência, pode ainda ser usado no aquecimento de piscinas

Com a mesma capacidade multifuncional, a caldeira mural coreana, equipamento também usado pela Termicom, provê o aquecimento de reservatório de água e aquecimento de ambientes por radiadores na residência

Planta baixa de uma instalação realizada pelo Ateliê do Clima, fornecedor dos equipamentos da Chauffage, em que todos os ambientes da residência receberam sistema hidráulico para o piso radiante

Na versão italiana, a caldeira de piso propicia a calefação nos quartos por radiadores, nas salas e banheiros por piso radiante, e ainda aquece dois reservatórios de água de 600 litros cada (água quente para chuveiros e pias); também aquece a piscina e a hidro

Fotos: Henrique Magro




Lar, doce lar

Frio? Só do lado de fora!



     O inverno serrano não é para os fracos, especialmente em momentos críticos como a saída da cama pela manhã ou na hora de tirar a roupa para entrar no chuveiro. A imagem tenebrosa se formou? Calma, todo esse desconforto pode ser evitado sem que para isso seja preciso equipar toda a casa com lareiras ou aquecedores elétricos.
     A onda da vez, e que vem ganhando mais adeptos a cada dia, para manter ambientes em temperaturas ideais, com um calor uniforme, do chão ao teto, é um sistema de aquecimento conhecido como piso aquecido ou radiante. As vantagens vão desde conforto térmico até fatores relacionados à saúde. A alteração da umidade do ar é praticamente nula e a redução da circulação de poeira, própria de aparelhos para o condicionamento de ar,é bastante significante.
     “Enquanto outras fontes de calor como lareiras, aquecedores e splits, são pontuais, ou seja, aquecem a partir do ponto onde estão instalados, o piso aquecido libera o calor em todo o ambiente por igual. Como a tendência do ar aquecido é subir, logo o espaço estará todo aquecido”, explica o arquiteto Carlos Parada, que observa um aumento na procura pelo sistema, mas acredita que “poderia ser ainda maior não fosse a falta de informação”, e recomenda a realização de pesquisa junto a especialistas e empresas instaladoras no momento de construir ou reformar o imóvel.
     Agora, por falta de informação é que você não vai perder a oportunidade de aproveitar este conforto. Existem dois tipos de sistema para os pisos radiantes: elétrico, com resistências instaladas embaixo do revestimento; e hidráulico, que funciona por meio da circulação da água a uma temperatura de 30°C a 45ºC por tubos de polietileno reticulado (PEX). Para a segunda opção, qualquer fonte de calor pode ser utilizada para aquecer a água: gás, diesel, carvão, bomba de calor e até painéis solares.
     O sistema pode ser aplicado em ambientes com qualquer tipo de revestimento, como mármore, granito, porcelanato, cerâmica e outros, inclusive madeira. Mas Renato Mendes Alves – proprietário da Termicom, empresa de Itaipava especializada em sistemas de aquecimento – observa que em pisos deste material o resultado pode não ser tão eficiente. “O uso de temperaturas elevadas traz o risco de empenar a madeira e se usarmos níveis de temperatura mais baixos não vai haver uma boa propagação de calor para o ambiente, principalmente se ela for muito espessa”, adverte.
     Para a instalação é necessário que se faça um contrapiso inicial sobre a laje,para a colocação de uma manta de isolamento térmico; sobre ela, colocam-se os tubos (cabos calefatores no sistema elétrico e PEX no hidráulico), distribuídos em forma de serpentina. Depois, entra uma camada de argamassa e sobre ela o revestimento final, que emite o calor para o ambiente por meio de radiação.
     Embora o sistema elétrico exija um investimento inicial menor e seja de mais fácil instalação, empresas que dispõem dos dois tipos de aquecimento – como a Termicom, que usa equipamentos italianos, e a Chauffage, também em Itaipava, que trabalha com materiais vindos também da Itália e ainda da Inglaterra – geralmente utilizam o piso elétrico para pequenas áreas e o hidráulico para grandes espaços. Isto ocorre porque,no final das contas, com o aquecimento da água por fontes de energia mais baratas, o segundo acaba sendo mais econômico e gerando uma melhor relação custo-benefício.
     Com relação à segurança, não há distinção entre os dois. “Nenhum deles oferece qualquer risco em sua utilização. No caso do piso aquecido eletricamente, o cabo utilizado é feito de aço e, como o aço é um condutor de energia, ele gera resistência e, consequentemente, calor. Além de ter uma capa de recebimento forte, não tem emendas sob o piso e as ligações são feitas no termostato que fica na parede”, explica Carlos Parada.
     O gerente da Chauffage, Rodrigo de Carvalho, acrescenta: “como qualquer equipamento elétrico, há o risco de um defeito de fabricação ou pane, mas todos os sistemas utilizados aqui atendem às normas técnicas europeias e brasileiras; caso aconteça algum tipo de problema, o funcionamento é paralisado pela interrupção da corrente”. Os sistemas hidráulicos são também seguros e a possibilidade de vazamento é nula, uma vez que os matérias utilizados nos tubos de circulação da água quente não estão sujeitos ao desgaste ou à corrosão.
     Com termostatos instalados em todos os ambientes dotados de calefação,é possível regular a temperatura de cada espaço de forma independente. Aparelhos analógicos e digitais estão disponíveis no mercado e tanto o piso hidráulico quanto o elétrico permitem a utilização dos dois modelos. Entre os digitais, as opções são várias e os mais sofisticados permitem a programação completa por acesso remoto, via internet, pelo computador ou smartphone.
     Para evitar o inconveniente de uma obra em casa, o ideal é que o sistema seja incluído na fase do projeto de construção; mas nada impede que seja implantado posteriormente, basta que se realize a reforma do piso. E não é nada muito demorado.“Em uma área de 120 m2, com tudo preparado para receber o sistema, é possível fazer a instalação em cerca de uma semana”, exemplifica o proprietário da Termicom.
     Os pisos se adaptam a qualquer ambiente, mesmo àqueles com formas pouco comuns – como, por exemplo, espaços redondos ou octogonais – e atualmente a procura vem aumentado até para a instalação em áreas inusitadas como cozinhas e varandas. “Já instalamos o sistema até em canis”, declara o gerente da Chauffage.
     Além de não ocupar espaço, os pisos radiantes não produzem ruídos, não exigemqualquer tipo de manutenção, tem durabilidade ilimitada e não interferem na decoração dos ambientes,o único componente visível é o sensor de temperatura na parede. O arquiteto Carlos Parada inclui mais um item ao rol de benefícios: a valorização do imóvel.“Hoje, uma casa na serra que tenha quartos, banheiros e salas aquecidas tem,sem dúvidas, um diferencial na hora da sua comercialização”.


Termicom:
(24) 2222.2933 – (24) 9.9964.1908
www.termi.com.br
termicom@termi.com.br

Chauffage:
Estrada União e Indústria, 16.929 – Itaipava
(24) 2223.1042
www.lareiras.com.br
chauffage@lareiras.com.br

Carlos Parada & Associados:
Estrada Bernardo Coutinho, 1741 – Araras
(24) 2225.1213
cada.parada@oi.com.br



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