A casa em Itaipava projetada por André de Carolis, com design de Karyme Nassif, ficou na medida do sonho de seus proprietários

O hobby do proprietário, reunir amigos e preparar refeições com um toque profissional, determinou o projeto de um amplo Espaço Gourmet na propriedade. Para o revestimento das paredes, Karyme optou pelo uso de tijolinhos aparentes e ladrilhos hidráulicos da Chão de Barro, respeitando o gosto do casal pelo rústico contemporâneo

Para a sustentação do grande deck de madeira que ladeia a piscina, André utilizou uma estrutura metálica; apesar do desafio, pela dimensão da estrutura (com 420m2) e pela topografia do terreno, o resultado foi excepcional e o arquiteto credita parte do sucesso à atual capacitação da mão de obra local para trabalhar com este tipo de material, o que não era muito comum tempos atrás

No lavabo do restaurante, a designer seguiu o mesmo estilo, com a utilização de madeira, ladrilho hidráulico e papel de parede

O painel da sala de TV projetado por Karyme é um bom exemplo da substituição de materiais sem prejuízo do efeito desejado: a madeira recebeu um tratamento especial que a deixa com o mesmo aspecto daquelas de demolição. A estante de laca faz o contraponto necessário para a leveza do ambiente

Para seguir o tema “turismo”, a pedido da filha adolescente do casal, Karyme decorou o quarto com uma combinação de objetos que remetem a diferentes partes do mundo e incluiu um baú de viagem vintage

Tempo recorde: em apenas dois meses, a designer Malu Infante transformou a laje de um apartamento de Itaipava em um aconchegante loft, com lavabo e copa de apoio. Para evitar a sobrecarga com materiais pesados as paredes foram construídas com Drywall

O loft, que inclui uma suíte, sala de TV e ainda um espaço planejado para funcionar como pequeno escritório, segue o conceito da setorização de projetos, normalmente segmentada em três áreas distintas: privativa, social e de serviço. Para seguir o estilo serrano, a designer optou pela colocação de lambris em madeira para o revestimento do teto e parte das paredes

Como a família tem um cão de companhia que circula por todo o apartamento, a solução encontrada por Malu para o revestimento do piso foi a colocação de um vinílico antiderrapante, de fácil manutenção, e que produz o mesmo efeito visual da tábua corrida, além de aquecer o ambiente. Para conferir mais leveza, a designer usou vidro temperado no guarda corpo da escada que dá acesso ao loft

Na cozinha de um apartamento na Lagoa, no Rio de Janeiro, Malu utilizou, como forma de economizar tempo e dinheiro, o porcelanato com estampa de ladrilho hidráulico: “com um custo menor, você tem o mesmo efeito proporcionado pelo material mais nobre e ainda economiza tempo na aplicação do revestimento”, indica
Foto: Márcia Brandão

Em projeto realizado para um apartamento de fim de semana na Barra Tijuca, a MI Projetos integrou a cozinha à sala de jantar e instalou uma porta de correr para impedir a visão da cozinha e da área de serviço por quem chega à casa pela entrada social
Foto: Márcia Brandão

No projeto de Patrícia Sá Fortes para uma casa de Itaipava, o deck integra perfeitamente a varanda com as áreas de lazer (Spa e Espaço Gourmet)

As cores e os diferentes materiais que revestem as paredes são ainda mais valorizadas pela iluminação projetada por Patrícia Sá Fortes, que considera um dos maiores atributos no design de interiores

O diálogo entre os elementos decorativos são fundamentais para o equilíbrio, como preconiza a designer
Foto: Dante Fernandes

Para evitar erros, a designer indica que não se utilizem cores vibrantes em quartos, que devem ter atmosfera acolhedora como este que planejou
Foto: Dante Fernandes

Ambientes temáticos são bastante adotados atualmente, de acordo com Patrícia, que privilegiou as peças asiáticas nesta sala de jantar
Foto: Dante Fernandes

Patrícia também aposta na repaginação de móveis antigos como forma de inserir nos projetos peças de família que os clientes fazem questão de manter na decoração
Foto: Dante Fernandes

Neste projeto da arquiteta Patrícia do Lago, o objetivo foi inserir uma área de lazer, com piscina, churrasqueira e banheiro em uma residência utilizada por uma família nas férias e finais de semana, com a preocupação de integrar o novo espaço ao que já existia, através do uso de materiais já utilizados como a pedra e a madeira. O uso da casa pela filha adolescente foi determinante na criação dos novos espaços, que foram pensados para tirar o melhor aproveitamento do terreno, mantendo uma boa circulação e preservando a área de jardim
Foto: Jorgito Bouças

Na área de apoio para lazer e churrasqueira Patrícia do Lago instalou uma estrutura de pedra dividindo o espaço para um banheiro e pia com bancada, sob uma estrutura de sapê e eucalipto tratado. Ali estão também uma lareira ao ar livre e jardins protegidos por painéis de eucalipto decorados com plantas, que proporcionam aconchego e privacidade
Foto: Jorgito Bouças

A iluminação e as cores relaxantes da parede transformaram o quarto reformado por Patrícia do Lago no refúgio ideal para os momentos de descanso da proprietária da casa

Antes e...

...depois: para uma cliente que costuma reunir a família numerosa na casa de Petrópolis, Patrícia do Lago projetou um ambiente de convivência onde antes só havia um local para circulação. Sem interromper o fluxo ou prejudicar a iluminação natural, ela instalou uma cobertura em vidro sobre estrutura metálica e equipou com forno de pizza, criando uma agradável área para convívio

Fotos: Henrique Magro


Capa

Obra descomplicada



     A casa perfeita, com todos os ambientes organizados de forma a proporcionar o máximo de felicidade e bem estar a seus moradores, é um ideal comum a grande maioria das pessoas, senão a todas. Mas como não transformar este sonho em pesadelo na hora de construir ou reformar o imóvel para concretizar a aspiração? Para responder a esta questão universal e mostrar que os dois termos que titulam a matéria podem, sim, estar presentes em uma mesma sentença, a Estações de Itaipava foi buscar dicas úteis com especialistas da área.
     Com o precioso auxílio de arquitetos e designers de interiores que atuam na região, procuramos mostrar variados aspectos a que se deve prestar atenção para que a empreitada seja bem sucedida. Do projeto inicial – passando pela escolha do terreno, orçamentos, tipos e estocagem de materiais, cuidados com as instalações elétricas e hidráulicas, etc. – aos últimos retoques da decoração, levando-se em conta o perfil da família e a funcionalidade para seu estilo de vida, como proceder para garantir o êxito da empreitada?

PLANEJAMENTO É TUDO!
     As questões envolvidas não são poucas, uma vez que, com raras exceções, estes são projetos de uma vida toda e requerem, além de tempo e investimento, muita paciência e serenidade dos proprietários para lidar com imprevistos. Atrasos, orçamentos ma­jorados e mão de obra deficitária são alguns dos problemas enfrentados, mas, acredite, existem maneiras de se minimizar estas adversidades. A principal delas, e que todos os profissionais procurados fizeram questão de enfatizar, está em um conceito básico: planejamento.
     Até aí tudo bem: ninguém em sã consciência se lança em tal aventura sem o mínimo de preparo para o que está por vir. Mas é bom lembrar que uma elaboração deste porte não costuma ser indolor sem a ajuda profissional. São os arquitetos e designers de interiores que podem orientar da melhor forma todas as diferentes etapas da obra.
     “Eles serão os responsáveis por pensar não apenas na estética do projeto, mas também em sua funcionalidade. O primeiro irá idealizar e projetar e os espaços para os mais diversos usos de um cliente, planejando as construções, organizando os espaços e encontrando as soluções para atender às necessidades de quem as utilizará; o segundo, a ambientação, levando em conta a estética, o conforto e a funcionalidade, ao sugerir os materiais de revestimento e acabamento, as cores e a distribuição do mobiliário e dos objetos decorativos”, resume a designer Malu Infante, do escritório MI Projetos, com atuação em Petrópolis e no Rio de Janeiro.
     Nos projetos de construção, o trabalho se inicia a partir do momento em que se escolhe o terreno, ou seja, a implantação do projeto arquitetônico. “Além de projetar o imóvel, faz parte da rotina do profissional de arquitetura lidar com pareceres sobre localização, legislação urbana, aspectos ambientais e topográficos”, acrescenta Frederico Gomes, arquiteto e sócio de Malu no escritório, que conta ainda com a CON-TRA-TE Reformas, empresa de Itaipava especializada em construções e reformas, em seu rol de parceiros. Ele lembra que para a construção de uma casa desde sua fundação é recomendável a contratação de projetos  complementares (de elétrica, hidráulica, esgoto, estrutura etc.), que, juntamente ao arquitetônico, gerarão economia na obra evitando desperdícios e problemas de execução.
     Para o arquiteto André De Carolis, embora seja primordial, não é somente o bom planejamento que vai determinar o êxito. É necessário que haja empatia entre quem contrata e quem projeta para que as expectativas sejam atendidas da melhor forma, inclusive as concernentes ao estilo da construção. “Eu não faço a casa para mim e sim para meu cliente; então, ele é quem vai estabelecer o estilo. Mas, para que problemas futuros sejam evitados, até este aspecto conta; o estilo deve estar associado ao clima, ao lugar e ainda à cultura de mão de obra local, pois não adianta entregar determinado serviço ou material a quem não os domina”, frisa.
     Como exemplo de que esta cultura exerce influência sobre o cronograma e a adequação ao orçamento, ele cita uma obra em que o cliente fez questão de utilizar um barracão de alumínio do tipo “monte você mesmo” em detrimento da construção de um barracão tradicional, que seria demolido em seguida. “O resultado demonstrou que algo aparentemente mais prático acabou por se mostrar ineficaz, uma vez que a mão de obra contratada não soube montar o aparato, que tinha instruções em inglês, e, por conta disso, o início do trabalho sofreu uma semana de atraso”.

QUEM NÃO SE COMUNICA ...
     As parcerias bem sucedidas entre todos os envolvidos no processo são imprescindíveis para o resultado, uma vez que não basta uma boa orquestração se todas as equipes (e olha que são muitas!) que irão atuar nele não estiverem bem afinadas. “A mão de obra e a qualidade do material são a ‘cereja do bolo’ na hora do acabamento, uma das peças-chave para alcançarmos o sucesso. Não adianta o projeto para um espaço ser perfeito se a finalização não ficar impecável!”, ressalta Patrícia Sá Fortes, que, recentemente trocou uma sólida carreira como advogada pela de designer para, segundo suas palavras, “realizar sonhos através da arte de criar”.
     O ponto mencionado por ela é crucial. A concretização de um sonho é justamente o que se espera dos projetos de arquitetura e design. E aí entra um aspecto fundamental, que não pode, em hipótese alguma, ser deixado de lado: a comunicação plena entre o cliente e o responsável por planejar, executar e coordenar os serviços.
     E a via é de mão dupla: assim como o profissional deve tentar extrair o máximo de informações sobre o perfil e estilo de vida do proprietário, além de seus objetivos e expectativas em relação a seu sonho, o cliente deve também ter total confiança naqueles que contratou, inclusive para expor com clareza tudo aquilo de que não gostou no projeto inicial ou questionar qualquer coisa que não entenda sem constrangimentos.
     Para a arquiteta Patrícia do Lago, quanto maior e mais clara a definição do que se pretende para determinado espaço, menor o risco de contratempos. “É muito importante que os objetivos estejam bem definidos; quanto mais a pessoa souber o que deseja, melhor. Mas o profissional deve também ter a sensibilidade para captar as necessidades de seu cliente e orientá-lo em direção às melhores soluções”, assegura. Ela assinala ainda que modificações ao longo do processo são fatores que, sem dúvida, irão demandar mais tempo e gastos para a conclusão, mas, se houver necessidade, não devem ser ignoradas. “O importante é que o proprietário se sinta feliz com o resultado final.”
     A pesquisa minuciosa sobre o modo de vida dos moradores, quantas pessoas irão residir ou frequentar o local, a faixa etária de cada membro da família e se terão animais de estimação, entre outros dados, é determinante. “Com essas variáveis, os profissionais poderão decidir a concepção de projeto, bem como definir os materiais que serão empregados, decidindo as circulações, os fluxos da residência e outros aspectos”, relaciona Malu Infante.
     Uma casa para uma família com crianças e animais de estimação deve ter, por exemplo, a preocupação com a “tradicional” distribuição das áreas, buscando também as circulações e os fluxos mais livres. As áreas com a mesma função devem ser localizadas perto umas das outras; este é o caminho mais eficiente para se organizar o espaço.
     “Se o projeto contemplar diferentes níveis, usamos, geralmente, o andar superior para a área íntima, e o inferior para as áreas de serviço e social”, explica a designer, ressaltando que os espaços recebem usos diferentes por culturas e famílias diferentes. “Assim, um home office pode ser projetado em uma área de serviço ou em uma área privativa, dependendo do uso que será feito dele”, conclui.
     A faixa etária dos moradores também deve ser pensada com cuidado para que o projeto contemple não apenas o presente e acabe por demandar reformas futuras. Um casal na meia idade, por exemplo, pode perfeitamente planejar sua casa dos sonhos tendo em mente que depois de alguns anos precisará de elementos que neste momento são dispensáveis. “Rampas nos jardins, largura de portas dimensionadas para a passagem de cadeiras de rodas e banheiros com espaços definidos para a instalação de barras de apoio são itens que podem constar em um projeto como forma de antecipação”, enumera Patrícia do Lago.

PARA NÃO DOER NO BOLSO
     Um dos itens mais importantes do planejamento são os recursos financeiros de que o cliente dispõe para investir, observando que o orçamento da obra contemplará marcenaria, revestimentos, acabamentos e materiais distintos. A designer Karyme Nassif salienta que, com tantos elementos envolvidos, a har­monia entre as equipes também pode definir o bom andamento e a consequente ausência de desperdícios de tempo ou dinheiro. “É importante que todos estejam integrados e comprometidos e não ponham dificuldades no que pode ser rapidamente resolvido”, observa, enfatizando que a decoração dos ambientes é outro ponto a ser considerado no orçamento total para não haver alargamento do prazo de entrega do projeto completo.
     “Tendo o projeto em mãos o cliente terá um quantitativo de tudo o que será feito e comprado. O essencial nesta etapa é não ter pressa, evitando começar a obra antes do término do projeto arquitetônico e/ou de design. Concluído o projeto, será possível levantar os custos dos itens com os profissionais envolvidos, de modo a definir a topografia, a sondagem, a obra civil, a marcenaria, a vidraçaria e outros”, orienta Frederico Gomes. Na tomada de preços é importante observar que o menor preço nem sempre permite a melhor solução. “Ou seja, materiais adequados são extremamente importantes para o bom desempenho de um projeto”, complementa Malu Infante.
     Ela cita como exemplo de variação de preços os diferentes tipos de piso, que possuem classificações de 1 a 5, de acordo com o uso a ser destinado. “Os pisos PEI 5 normalmente são projetados especialmente para uso externo e possuem algumas características típicas destas aplicações, como superfície antiderrapante, grandes dimensões (40 x 40cm ou mais), maior resistência a peso e outros. Isso os torna não muito adequados para uso residencial, salvo em áreas como quintais e garagens. Seu custo é mais elevado, em vista das suas qualidades; contudo, não devemos economizar na compra de um piso para uma área de tráfego maior”, indica.
     O cronograma de compra dos materiais também deverá ser orientado pelos profissionais contratados, pois alguns não podem ser estocados por muito tempo, e a forma de estocagem também deverá ser observada para sua melhor preservação. Então, nada de sair comprando determinados itens antes da hora apenas porque estão em promoção!
     O cimento é um exemplo clássico de material que não pode ser estocado; como é um produto perecível, é preciso atentar para os cuidados necessários a sua conservação, pelo maior tempo possível, no depósito ou no canteiro de obras. Se o cimento entrar em contato com a água, pode empedrar ou endurecer antes do tempo e ter sua utilização inviabilizada. A forma ideal é armazená-lo em local seco, coberto e fechado, de modo a protegê-lo da chuva, e afastado, ou pelo menos separado, do chão, do piso e das paredes externas ou úmidas, de tanques, torneiras e encanamentos. 
     Outra forma de não deixar o “barato sair caro” é procurar não interferir em questões técnicas do projeto. Afinal, é para resolvê-las que se contratam profissionais! “Gosto não se discute, mas os aspectos de cunho exclusivamente técnico devem ficar a cargo de quem domina o ofício. A função do arquiteto é não deixar o cliente errar tecnicamente, assim como este profissional não pode impor ao proprietário nada que o desagrade. O que provavelmente irá acontecer em qualquer das duas situações é o convívio forçado com algo inadequado ou uma reforma precoce que não estava nos planos”, alerta André De Carolis. Não dá para inventar, a arquitetura é uma ciência e não dá espaço a “achismos”! “Neste quesito, um dos pontos fundamentais diz respeito, por exemplo, à adequação do projeto, tenha ele o estilo que tiver, à topografia do terreno”, arremata o especialista.

PARA DRIBLAR CONTRATEMPOS E ORÇAMENTOS ENXUTOS
     Percalços em reformas não são raros e uma forma eficiente de contorná-los é manter uma documentação, com o máximo possível de detalhes, sobre cada intervenção realizada no imóvel. “O ideal seria que todos tivessem as plantas de suas casas ou pelo menos fotografias das obras para, por exemplo, demonstrar da localização de dutos hidráulicos e elétricos. Com este tipo de dossiê, fica bem mais fácil esquivar-se de eventuais aborrecimentos que podem aparecer durante a reforma, como vazamentos inesperados ao se quebrar uma parede. Outra precaução importante é a catalogação de todos os pormenores, como cores de tintas e outros materiais utilizados”, indica Patrícia do Lago.
     A arquiteta comenta ainda que algumas tecnologias de larga utilização hoje, como o Drywall – que substitui as vedações internas convencionais (paredes, tetos e revestimentos) e consiste de placas de gesso aparafusadas em estruturas de perfis de aço galvanizado – facilitam bastante a vida. “A execução é muito mais rápida e a obra fica bem mais limpa com elementos pré-moldados”, comenta.
     Atualmente, o mercado apresenta muitas inovações tecnológicas que permitem acelerar diversas etapas de uma obra. Isso gera economia para o cliente e agilidade para o profissional de execução. O processo de impermeabilização é um exemplo de evolução. “O produto SikaTop, utilizado para impermeabilização é um revestimento semiflexível e protetor, bicomponente, à base de cimento, areias selecionadas e resina acrílica para uso em concreto, argamassa ou alvenaria com excelente aderência e impermeabilidade. A aplicação em obras é mais rápida e prática do que o processo de impermeabilização com a manta asfáltica”, exemplifica Malu Infante.
     Diversos materiais que substituem outros mais nobres, produzindo o mesmo efeito ou similar a um preço menor, também são encontrados mais facilmente nos dias de hoje. O ladrilho hidráulico, por exemplo, muito utilizado nos projetos contemporâneos, tem um preço mais elevado por conta de seu material de produção e no mercado de revestimentos é agora encontrado sob a forma de porcelanato, com um custo menor e mesmo efeito visual. Existem ainda outras formas de se driblar um orçamento apertado sem deixar de lado o tão esperado impacto positivo de um ambiente. Quem oferece a fórmula é Patrícia Sá Fortes. “O segredo, nesses casos, é abrir mão de certos elementos em favor daqueles que fazem uma vista enorme; o investimento em um piso de excelente qualidade, por exemplo, pode fazer toda a diferença. O mais importante para que se chegue ao ideal, contudo, é que haja movimento e equilíbrio naquele ambiente, com diálogo entre todos os elementos dispostos ali, afirma a designer.”
     De modo geral, com exceção dos atributos técnicos, não se pode afirmar que há o “certo” e o “errado” em projetos de arquitetura ou design de interiores e nem que absolutamente tudo sairá a contento se houver um bom planejamento. Com essas dicas valiosas, entretanto, a empreitada tem tudo para ser indolor. Afinal, dores de cabeça e estresse desnecessários fazem bem apenas à indústria farmacêutica.

Fontes e contatos:
MI Projetos - Malu Infante e Frederico Gomes: (24) 99226.5963 | (21) 99978.2300

CON-TRA-TE Reformas: (24) 99916.0559 | 99919.3587

Patrícia do Lago: (24) 2242.2368 | 99965.0259

Patricia Sá Fortes: (24) 99255.6618

André De Carolis: (24) 99965.5573

Karyme Nassif: (24) 99988.4340

Chão de Barro (Revestimentos): (24) 2222.1555

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