Aparentemente simples, o equipamento – dotado de câmera com sensor para vídeos, hélices e eixos para estabilização de imagens, além de circuitos eletrônicos para GPS, transmissor de imagens e de comando – requer perícia para pilotagem segura e ainda a rigorosa observação das leis que regem o aeromodelismo, uma vez que ainda não há legislação específica para esses veículos não tripulados


















































































































































































































































































































































































































































































































































































Fotos: Jorgito Bouças (Drone Imperial)


Capa

Petrópolis vista de cima

Drone Imperial registra imagens inéditas da cidade

     Tem horas em que o excesso de aparatos tecnológicos e a impessoalidade das relações, reduzidas quase que completamente aos contatos através das redes sociais, cansam. Mas quando todo esse poder resulta no bem comum a coisa muda de figura.
     Com o registro dos mais diferentes ângulos de prédios representativos da cidade, o projeto Petrópolis vista de cima foi iniciado para a divulgação de serviços de fotografia e filmagens realizados com utilização de drone pelo administrador de empresas e especialista em Tecnologia da Informação Jorgito Bouças. As belas e inéditas imagens foram publicadas na página do Facebook, Drone Imperial, administrada por Jorgito, que acabou se transformando em uma campeã de visualizações e compartilhamentos.
     Além de cumprir o importante papel de atuar como um alerta para a necessidade de realização de ações prementes para o aumento da qualidade de vida das comunidades dos distritos petropolitanos, a página acabou ganhando relevo por outro aspecto fundamental no campo da cidadania – o de despertar um renovado interesse da população pela cidade, através da valorização de seus espaços e monumentos arquitetônicos. A repercussão de fotos do Trono de Fátima ilustra bem o interesse pelo que é representativo para a população: em apenas três dias, a publicação alcançou 7 mil pessoas e rendeu 76 compartilhamentos.
     Embora não haja um conjunto de leis que regulem os voos com drones – a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) ainda não estabeleceu regras específicas para a prática – as normas que valem hoje são as mesmas impostas ao aeromodelismo, que proíbem, por exemplo, voos acima de 120m de altura.
     Quanto ao mercado, as notícias são boas para os interessados: a utilização desses veículos não tripulados vem crescendo em diferentes campos. Filmagens e captação de fotos para fins de propaganda e mídias de um modo geral, apoio para combate a incêndios florestais, mapeamentos de áreas para a construção (aerofotogrametria) registram uma demanda progressiva.
     Foi para aumentar sua cartela de clientes, empresas privadas em sua maioria, por meio da divulgação das imagens que produz – e para a sorte de quem ama Petrópolis, diga-se de passagem! – que o profissional criou a página com as belas imagens aéreas da cidade onde mora e que reproduzimos aqui. Sempre acompanhadas por textos que descrevem a importância de cada uma das edificações no contexto histórico ou turístico, as fotos expõem ângulos extraordinários e bem pouco conhecidos.


Quitandinha
     Quem vê a fachada do Hotel Quitandinha não tem a real dimensão da magnitude do prédio construído em 1944 por Joaquim Rolla e Antonnio Faustino para ser o maior hotel cassino da América Latina. O estilo arquitetônico da área externa é o normando-francês, bastante presente na arquitetura de Petrópolis devido à colonização alemã. A construção possui 50 mil m2 e seis andares, divididos em 440 apartamentos e 13 grandes salões com até 10 metros de altura. Em 2007, a parte administrativa do prédio – incluindo os diversos salões e áreas de lazer, com exceção dos apartamentos, que pertencem a particulares – foi adquirida pelo SESC Rio, que passou a promover atrações culturais no local, valorizando assim o espaço histórico-cultural que por muito tempo ficou fechado.



     A cúpula do Salão Mauá, onde funcionava o cassino, é a segunda maior do mundo, medindo 30m de altura e 50m de diâmetro. Pelo suntuoso salão do Quitandinha já desfilaram personalidades como Errol Flynn, Orson Welles, Lana Turner, Henry Fonda, Maurice Chevalier, Greta Garbo, Carmen Miranda, Walt Disney, Bing Crosby e até um rei destronado (Carol II da Romênia), além de importantes políticos brasileiros e estrangeiros.



     Construído em plena 2ª grande guerra, época de um nacionalismo latente entre os países aliados, o lago situado em toda a extensão da imponente fachada do hotel possui, de acordo com algumas análises, o formato do mapa do Brasil. Interpretações à parte, o certo é que foi construído como único suporte viável no caso de um inesperado incêndio.


Valparaíso
     O Palácio Itaboraí, hoje uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi erguido em 1892, como residência de verão do projetista e construtor italiano Antonio Jannuzzi. O prédio guarda características ornamentais de inspiração clássica, como as colunas das varandas e as imponentes escadas em mármore que conduzem os visitantes aos salões principais da casa. Outra preciosidade preservada (e de que apenas se tem a dimensão pelas tomadas aéreas) é o jardim em estilo inglês, implantado em uma colina natural e com uma sucessão de planos suspensos, que cerca o Palácio.
     Em 21 de dezembro de 1998, por meio de termo assinado com o governo do Estado, a Fiocruz recebeu em cessão de uso o Palácio Itaboraí, com a finalidade de abrigar encontros de estudos, pesquisas e conferências avançadas nos campos da saúde pública e da pesquisa médica, para formular e definir políticas da área, bem como promover cursos, exposições, concertos e outros eventos sociais abertos à comunidade petropolitana.



     O Centro Educacional Terra Santa é outra imponente construção do bairro que mantém um ótimo estado de preservação de seu plano de ocupação e ostenta ainda uma exuberante vegetação. Seu formato em cruz oferece imediata compreensão de seu caráter religioso. O Centro começou a escrever sua história no início do século passado, mais precisamente em 14 de abril de 1918, quando uma grave epidemia de gripe após o término da 1ª Guerra Mundial deixou um grande número de crianças e idosos desamparados.
     O número elevado dos que necessitavam de acolhida e cuidados preocupou e mobilizou as personalidades da sociedade petropolitana em busca de auxílio, o que resultou na fundação da Associação Protetora do Recolhimento de Desvalidos de Petrópolis, que, em 9 de maio de 1919, comprou o imóvel da Obra Pia da Terra Santa no Brasil. A associação foi aos poucos determinando seu objetivo de atender somente crianças e em 1969 passou a denominar-se Casa dos Meninos de Petrópolis. Em regime de internato, esse trabalho permaneceu até 1989, quando, para melhor se adequar às necessidades dos usuários, passou para o regime de semi-internato. 
     Em 1998 passou a contar com o apoio das Irmãs Franciscanas de Siessen e dos Frades Franciscanos; no início de 2001 foi aprovada a mudança do nome para Centro Educacional Terra Santa.


Centro histórico
     Estrategicamente localizado em uma colina no Centro de Petrópolis, o Trono de Nossa Senhora de Fátima é um dos mais importantes monumentos religiosos da cidade. Construído em 1947 – pelo Dr. Heitor da Silva Costa, o mesmo construtor do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro – como local de oração, o trono recebeu a imagem da virgem, esculpida na Itália para este propósito, em 1951. A cúpula protetora apoia-se em sete colunas, representando os dons do Espírito Santo. Sobre a cúpula está um anjo com 1m de altura; na parte inferior há uma capela e sala de ex-votos.
     O monumento – erguido graças aos donativos, festas e promoções, em um esforço que movimentou toda a comunidade católica de Petrópolis – deveria assumir aspecto de “rara luminosidade” para representar de alguma forma a sensação de luz que os três videntes teriam experimentado em Fátima, Portugal. Na foto o objetivo parece ter se cumprido. De acordo com Jorgito: “o sol contribuiu para o reflexo inusitado por sobre o santuário; um spot natural, Incrível!”



     Como prova de que o Centro Histórico da cidade concentra um grande número de edificações importantes voltadas para a educação e cultura, um mesmo registro do Drone Imperial retrata o prédio da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), com o indefectível relógio das flores em seus jardins (ao centro e ao fundo); o Museu de Cera e a Casa de Cultura Cláudio de Souza, sede da Academia Petropolitana de Letras (à esquerda em primeiro plano).



     Também conhecida como A Encantada e posteriormente transformada no Museu Casa de Santos Dumont, a casa da Rua do Encanto, em frente à UCP, foi construída em 1918, para ser a residência de verão do inventor. A pitoresca residência, incrustada em uma localidade íngreme da cidade, foi a última residência do aviador, que imprimiu também na construção toda a sua inventividade.
     Entre as peculiaridades estão a própria arquitetura, que não inclui divisórias entre os cômodos; o chuveiro com água quente, único do Brasil àquela época e uma de suas últimas invenções; a escada externa, onde se pode somente começar a subir com a perna direita, e a interna, que permite o avanço pelos degraus apenas com a esquerda. A casa possui três andares e por sobre o telhado encontra-se um observatório.



     Nas imagens feitas em voo sobre a Avenida Koeler, durante um trabalho em parceria com a RedeSerraTV, o piloto capturou em um mesmo enquadramento a Villa Itararé e seu vigoroso jardim, o Museu da FEB e o Palácio Rio Negro. Em primeiro plano, a Villa, foi propriedade de Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o “Barão de Itararé”, famoso, inclusive, pela compra do título de nobreza. Ao centro, instalado na antiga cocheira do Palácio Rio Negro, o Museu da Força expedicionária Brasileira (FEB) reúne em três salas 673 peças (478 fotos e documentos e 195 objetos) doadas pelos veteranos petropolitanos e por amigos do Museu. Ao fundo, erguido em 1889 por Manoel Gomes de Carvalho, o Barão do Rio Negro, o palácio - um projeto do engenheiro Antonio Januzzi, com escadaria e pisos em mármore, salões com piso forrado de parquet composto por madeiras nobres do Brasil com desenhos de grãos de café - foi incorporado em 1903 ao Governo Federal e passou a ser residência oficial de verão dos presidentes da República.



     O prédio da Catedral de São Pedro de Alcântara, com as características que apresenta hoje, começou a ser construído em 1884, com o projeto encomendado ao engenheiro e arquiteto baiano Francisco Caminhoá, que concebeu um edifício em estilo neogótico, muito em voga na época, inspirado especialmente nas antigas catedrais do norte da França. Um dos cartões postais mais conhecidos de Petrópolis, a catedral é dedicada a São Pedro de Alcântara, padroeiro da cidade e da monarquia brasileira. Um de seus grandes atrativos históricos é o Mausoléu Imperial, uma capela localizada à direita da entrada e que guarda um sarcófago duplo com os restos do imperador D. Pedro II e da imperatriz D. Teresa Cristina, além dos túmulos da princesa Isabel e de seu marido, Gastão de Orléans, o Conde d’Eu.



     Localizado em frente à Catedral, o Palácio da Princesa Isabel, em estilo neoclássico, foi construído pelo Barão de Pilar, em 1853. Em 1874 foi alugada ao Conde d’Eu, que a comprou em 1876. A casa, na Avenida Koeler, foi o cenário da última foto da família imperial em terras brasileiras, no final de 1888. Depois da proclamação da República, foi ocupada por representações diplomáticas e pela Nunciatura Apostólica; posteriormente, abrigou diferentes estabelecimentos de ensino e hoje é a sede da Companhia Imobiliária de Petrópolis.



     Um dos mais antigos templos religiosos da cidade, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana Brasileira teve a pedra fundamental lançada em 1862, na Avenida Ipiranga, por seu idealizador, o Pastor George Gottlob Ströele. O prédio, iniciado em 1863, era apenas uma casa que ostentava a escultura de um cálice e pães na parede externa. Em 1903, revogada a lei que impedia templos não católicos de terem características de “igreja”, a torre foi construída e foram colocados os elementos decorativos neogóticos: arcos ogivais e gárgulas. Entre os elementos originais, ainda podem ser apreciados o órgão alemão de 860 tubos e o relógio mecânico, assim como os sinos, instalados na torre.



     Um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do Brasil, o belo prédio neoclássico da Rua da Imperatriz, onde atualmente funciona o Museu Imperial, foi erguido entre 1845 e 1862. Para dar início à construção, o imperador D. Pedro II assinou um decreto em 16 de março de 1843, criando Petrópolis.  Uma grande leva de imigrantes europeus, principalmente alemães, sob o comando do engenheiro e superintendente da Fazenda Imperial, major Julius Friedrich Koeler, foi incumbida de levantar a cidade, construir o palácio e colonizar a região.
     Construído com recursos oriundos da dotação pessoal do imperador, o prédio teve o projeto original elaborado pelo próprio Koeler e, após seu falecimento, foi modificado por Cristóforo Bonini, que acrescentou o pórtico de granito ao corpo central. Para concluir a obra, foram contratados importantes arquitetos ligados à Academia Imperial de Belas Artes: Joaquim Cândido Guillobel e José Maria Jacinto Rebelo, com a colaboração de Manuel de Araújo Porto Alegre na decoração. O complexo foi enriquecido, ainda na década de 1850, com o jardim planejado e executado pelo paisagista Jean-Baptiste Binot, sob orientação do jovem imperador.



     Em meados do século XIX, quando do planejamento urbanístico da cidade pelo engenheiro Julius Friedrich Koeler, a área pelo lado ímpar da Rua da Imperatriz foi reservada para cessão aos fidalgos e empregados da Casa Imperial, que deveriam ter as suas moradas em torno do Palácio Imperial. O terreno da chamada “Casa Amarela” coube ao superintendente da Fazenda Imperial de Petrópolis, José Alves Pereira Ribeiro Cirne, que, decorrido apenas um mês do aforamento, e sem nada ter edificado no local, transferiu a propriedade para o conselheiro José Carlos Mayrink da Silva Ferrão.
     O conselheiro construiu um sobrado, em estilo idêntico ao das casas de verão de outros habitantes sazonais da cidade. Com a morte do conselheiro, a sua viúva vendeu a propriedade para Francisco Paulo de Almeida, barão de Guaraciaba. A Câmara Municipal apresentou uma proposta de compra ao barão, que a declinou, iniciando-se uma difícil negociação que se estenderia por cinco anos, até à capitulação do proprietário, em 1894. De posse do imóvel, a Câmara decidiu adaptar o casarão às suas necessidades, abrindo uma concorrência para a execução de projeto de autoria do engenheiro-arquiteto Harald Bodtker, destacando-se a construção de um espaço para as Reuniões Plenárias. A solução encontrada foi a de ampliar o palacete com o salão projetado para ocupar o segundo pavimento, e conferindo ao edifício uma fachada digna. Durante muito tempo o Palácio dividiu-se entre as funções do Executivo e do Legislativo municipal.



     O prédio da Rua Benjamin Constant foi construído em meados do século XIX e, apesar de muito modificado, ainda possui as linhas clássicas características dos sobrados coloniais portugueses. A construção já foi sede da chácara do barão de Ubá, um dos mais importantes plantadores de café do país, onde a princesa Isabel e o conde D´Eu e ainda sua irmã Leopoldina e o duque de Saxe passaram suas noites de núpcias. Antes de pertencer ao barão, o prédio era de propriedade do diplomata uruguaio Andrés Lamas que, provavelmente foi o responsável pelas modificações na arquitetura original do casarão.
     Em 1897 as freiras do Colégio Sion adquiriram o prédio que, em 1969, passou à Universidade Católica de Petrópolis (UCP), que lá instalou sua reitoria, biblioteca e algumas salas de aula. No mesmo endereço da Rua Benjamin Constant existe ainda o prédio do antigo Colégio Sion, construído em 1908 pelo engenheiro Eugênio de Andrade que procurou respeitar o estilo das construções renascentistas. Em 1914, uma capela – também seguindo o estilo do renascimento italiano, onde se destacam arcos, abóbadas e vitrais – foi incorporada ao conjunto.



     Inaugurada em 1874, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, na Rua Montecaseros, nasceu da vontade dos colonos alemães católicos de possuir um templo próprio, concretizada com a chegada do padre Teodoro Esch que fundou, na época, uma escola para filhos de alemães católicos e uma sociedade de canto para adultos, a Liedertafel. Hoje, a missa dominical das 10h conta, nos períodos letivos, com a presença do Coral dos Canarinhos de Petrópolis, do Coral das Meninas dos Canarinhos de Petrópolis ou de coral convidado. Em 1896, foram construídos no complexo o convento franciscano, uma escola para meninos carentes, a Escola Gratuita São José e uma tipografia que deu origem à Editora Vozes, que mantém suas atividades até os dias atuais.



     O Palácio de Cristal, primeira estrutura pré-fabricada erguida no Brasil, foi inaugurado em 1884. A estrutura foi encomendada pelo Conde d’Eu e construída nas oficinas da Sociedade Anônima Saint-Souver Lês Arras, na França, a mesma que construiu a Torre Eiffel. A intenção do Conde era presentear a Princesa Isabel com um espaço originalmente pensado para abrigar a sede da Associação Agrícola e Hortícola de Petrópolis e a Primeira Exposição Hortícola da cidade. Contudo, o momento mais memorável do prédio teve causa bem mais nobre: em 1º de abril de 1888, a princesa escolheu o local para entregar cartas de alforria para 113 escravos, em um gesto que parecia antecipar em pouco mais de um mês aquele que iria abolir definitivamente a escravidão no país. Atualmente é utilizado para exposições e eventos de diferentes manifestações históricas, culturais e artísticas.


Cascatinha
     Em 17 de setembro de 1873, o imperador autorizava o funcionamento da Cia. Petropolitana de Tecidos, indústria que atraiu grandes levas de trabalhadores imigrantes italianos à Cascatinha, o segundo e mais populoso distrito de Petrópolis, atrás apenas da sede municipal (em 2010 já eram mais de 67 mil moradores, ou 22% da cidade, distribuídos por 274 km2). A fábrica – inaugurada em 19 de setembro de 1873 pelo cubano Bernardo Caimari, que veio a Petrópolis para tratamento de saúde, quando resolveu ficar aqui e investir seu dinheiro na região – foi a primeira indústria têxtil da cidade. A Companhia dependeu de mão de obra italiana, especializada em lidar com o maquinário, para garantir seu pleno funcionamento. Para acomodar esses imigrantes foi necessário construir as primeiras habitações, que deram origem à vila operária. Atualmente o espaço é dividido em galpões alugados por outras empresas.


Corrêas
     Outro sucesso de público da página Drone Imperial é o post que mostra o Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino, mais conhecido como Seminário de Corrêas. De arquitetura grandiosa, o seminário comemora em 2016 o 67º aniversário de sua fundação. Até o ano de 2009, a instituição, uma entidade filantrópica reconhecida pelo Governo, foi responsável pela ordenação de 109 padres. A congregação é dividida em duas grandes seções: o seminário menor, para alunos de ensino médio, e o seminário maior, para os que já estão cursando o programa do ensino superior.
     Na história recente da cidade de Petrópolis, poucos episódios foram marcados por atitudes de tão grande desprendimento como as que originaram o Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino. Graças ao empenho de Monsenhor Manoel Pedro Cunha Cintra, Bispo da Diocese de Petrópolis, que nutria grande interesse pelo tema das vocações sacerdotais, uma grande mobilização da alta sociedade local foi gerada em torno da formação da instituição. A começar pela área destinada a abrigar o seminário – doada pela Embaixatriz Lavínia Guimarães, viúva do Embaixador Luís Guimarães. O prédio principal foi erigido com donativos de organizações e cidadãos locais.



     O Castelo São Manoel foi construído na área onde se localizava a sede da Fazenda Olaria, fundada no século XVIII pelo Padre Corrêa. O prédio foi erigido no começo do século XX por Oscar de Teffé, descendente direto do Barão de Teffé, que demoliu o que restava da antiga casa colonial da fazenda e construiu o castelo, seguindo o estilo inglês. Em 1920, a propriedade foi vendida à Companhia Brasileira Cinematográfica – de Francisco Serrador, empresário espanhol do ramo de entretenimento, dono de hotéis, cassinos, teatros e cinemas em várias cidades brasileiras – que pretendia instalar ali uma cidade cinematográfica. Por falta de investidores, entretanto, o projeto fracassou.
     Ao longo dos anos, o castelo teve vários outros proprietários; ainda assim, mantém muitas de suas características externas originais em bom estado de conservação.“Fui atendido, por sorte, pelo atual dono, que me recebeu com extrema amabilidade”, diz Jorgito.


Itaipava
     Construído na primeira metade do século XX (por volta de 1922-24), pelo aristocrata anglo-brasileiro Rodolfo Smith de Vasconcellos, o segundo Barão de Vasconcellos, o Castelo de Itaipava foi projetado pelo arquiteto Fernando Valentim. Além de seguir o estilo de construções similares típicas de países europeus, a mão de obra e os materiais foram também trazidos do velho continente. De Portugal, vieram os blocos de pedras que foram talhadas artesanalmente; da França, o telhado de ardósia; da Itália, o mármore de Carrara, que compõe o piso de vários salões, inclusive o do famoso Salão do Zodíaco.
     As portas e janelas são de jacarandá, com ferragens inglesas; os vitrais, austríacos.  São 42 cômodos distribuídos em dezenove quartos, sete banheiros, diversos salões, bibliotecas, sala de música, duas torres, terraços, dependências para hóspedes, ala dos serviçais e galerias que abrigam interessantes histórias que permeiam a vida dos Smith de Vasconcellos no Brasil. Ali se encontram vitrais com as armas da família e biblioteca com estantes esculpidas em relevo, além de um vasto parque cercando a mansão. Atualmente, o espaço, que já serviu como locação de produções para a TV e o cinema, abriga um hotel e um bistrô, além de sediar diferentes eventos.

Drone Imperial – Fotografias e Filmagens:
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