Entre os muitos documentos oficiais produzidos pela Operação Prato estão fotos de objetos luminosos observados nos céus do Pará


Ilustrações feitas a partir dos relatos de avistamentos – com detalhamentos sobre formas, cores, velocidade e trajetória dos objetos – também integram o extenso dossiê do I COMAR, hoje disponível para consultas no Arquivo Nacional


O agroglifo registrado em Prudentópolis (PR), em 2016, na Fazenda Estrela, apresentou características que surpreenderam a comunidade ufológica mundial


Testes realizados no interior da figura geométrica de Prudentópolis, conduzidos pelo ufólogo Ademar Gevaerd (no centro) logo após o surgimento do agroglifo, demonstraram a esterilização completa do solo e das plantas, com comprovada ausência de vida microbiana no local; na área externa, os microrganismos permaneciam abundantes


A ilustração, feita a partir dos relatos de testemunhas oculares, mostra a aparência do ser que teria sido capturado por uma unidade do corpo de bombeiros, em janeiro de 1996, na cidade de Varginha (MG). Considerado um dos mais impressionantes acontecimentos ufológicos de todos os tempos, o Caso Varginha foi, de acordo com Marco Antonio Petit, classificado por militares como ultrassecreto e deve permanecer nesta categoria até 2021

Com grande quantidade de evidências reunidas e ainda de testemunhas qualificadas, inclusive o Coronel Ozires Silva, então presidente da Embraer, a Noite Oficial dos OVNIs é outro caso emblemático na ufologia brasileira. Seis aviões da Força Aérea foram utilizados em tentativas de interceptação dos objetos e alguns deles chegaram a ser perseguidos pelos UFOs


O radar do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA) registrou 21 objetos anômalos noite do dia 19 de maio de 1996. Esta foi a primeira vez em que a Força Aérea falou, aberta e oficialmente, sobre o registro de OVNIs no Brasil; mas, apesar de ter assegurado que divulgaria um relatório detalhado dos acontecimentos, o então Ministro da Aeronáutica brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, não cumpriu a promessa


Durante a entrevista que concedeu aos editores da UFO, pouco antes de sua morte, o coronel Uyrangê Hollanda apresentou às câmeras o que considerava ser um implante deixado por extraterrestres em seu braço esquerdo


De acordo com pesquisas realizadas pelo ufólogo Gério Ganimedes, implantes supostamente introduzidos em indivíduos que acreditam terem sido vítimas de abdução teriam a função de enviar dados biológicos do corpo humano aos alienígenas e, ainda segundo especulações, para monitorar mudanças hormonais e facilitar alterações celulares necessárias no transporte e entrada dos abduzidos nas espaçonaves
Imagem 3D: Gério Ganimedes

Para Marco Antonio Petit, os processos de abdução, com intervenções genéticas, fazem parte de um processo evolutivo a que a humanidade estaria sendo submetida como preparação para uma reintegração com civilizações de que descende
Imagem 3D: Gério Ganimedes
Fotos: Revista UFO


Capa

A Era dos OVNIS



     Ciência que causa controvérsias pelo mundo afora – com defensores apaixonados e detratores não menos entusiasmados –, a Ufologia (termo derivado da sigla UFO - Unknow Flying Object) completa agora 70 anos de sua era moderna. O aniversário é marcado pela ocorrência do polêmico do Caso Roswell, em julho de 1947, um dos mais conhecidos mundialmente e em que testemunhas afirmam ter observado a queda de uma nave espacial ocupada por tripulantes na localidade de mesmo nome, no estado americano do Novo México.
     Com um enredo capaz de deixar qualquer roteiro cinematográfico no chinelo, o que se pas­sou nos EUA na década de 40 do século passado bem poderia ser comparado às melhores produções de ficção científica. E chegou mesmo a inspirar alguns produtos dessa categoria, como a minissérie Taken, produzida por Steven Spielberg. Dramas ficcionais e crenças pessoais à parte, o certo é que de lá para cá o número de relatos sobre avistamentos (este é o termo técnico utilizado por ufólogos para a observação dos fenômenos) de OVNIs – muitos deles amparados por fotos e filmagens amadoras, algumas com autenticidade comprovada por peritos – vem aumentando.
     Mas também o Brasil tem um Roswell para chamar de seu e que, apesar de ter conquistado fama internacional entre os estudiosos do assunto, não teve o alcance popular do original. Mesmo com elementos ainda mais extraordinários do que os registrados no Novo México, a Operação Prato, que ficou popularmente conhecida como o “Roswell brasileiro” (de modo geral, os ufólogos consideram a denominação imprópria), e que completa agora 40 anos, não teve tanta projeção quanto o caso americano. Outros dois eventos importantes ocorridos no país, e que tiveram seus quinze minutos de fama entre as massas, são a Noite oficial dos OVNIs (1986) e o Caso Varginha (1996); este último, alvo de tentativas de ridicularização por leigos e céticos.
     Atualmente, outro fenômeno ainda inexplicado, e também gerador de grande controvérsia, além de ironias por afoitos desconhecedores da complexidade do tema e da seriedade dos estudos envolvidos, vem se tornando frequente no Brasil. Desta vez, não no céu, mas nos campos de cultivo de diferentes culturas. Desde 2008, municípios da região do sul do país tem registrado a presença de agroglifos – formações geo­métricas de tamanho considerável, criadas por achatamento de plantas, geralmente de cereais como o trigo – em suas plantações, a exemplo do que já acontece em outros países, especialmente na Inglaterra, há muitos anos.
     Para investigar o tema ufologia, a Estações de Itaipava contou com a inestimável colaboração dos editores da Revista UFO (publicação cuja circulação ininterrupta por mais de 30 anos a credencia como a mais antiga e ativa do segmento) Ademar José Gevaerd e Marco Antonio Petit, dois dos mais conceituados ufólogos, em nível mundial, que há anos vem realizando estudos profundos de casos, inclusive da Operação Prato e dos agroglifos (veja as entrevistas de ambos nas páginas que seguem) e que, muito gentilmente, forneceram informações preciosas e cederam imagens que ilustram esta matéria.
     Antes de entrar no detalhamento da Operação Prato, um dos mais importantes acontecimentos da ufologia brasileira, e também mundial, ocorrido há quatro décadas no estado do Pará, contudo, um aviso se faz necessário: se você, caro leitor, faz parte de uma maioria que prefere negar a veracidade dos fenômenos antes mesmo de procurar saber o que há de autêntico neles, prepare-se para começar a olhar para o céu com outros olhos. A documentação oficial, não apenas sobre este, mas também as referentes a outros inúmeros casos de contatos, é farta e os relatos, contundentes.

Investigação sistemática
     O número de eventos documentados no Brasil – com registros oficiais feitos por pilotos e controladores de tráfego aéreo, depoimentos de observadores catalogados pela Aeronáutica, boletins de ocorrência, fotos, vídeos e pesquisas de campo realizadas por militares, entre outros – chega a quase 800. Isso, contando-se apenas episódios inventariados de 1954 para cá. Não foi à toa que a Força Aérea Brasileira (FAB) desenvolveu um protocolo para que pilotos de aeronaves civis e militares pudessem registrar oficialmente, por meio do preenchimento de fichas detalhadas, a observação de luzes ou objetos anômalos nos céus.
     Durante um breve período do longo regime militar estabelecido no Brasil em 1964, o país chegou até a ter um órgão oficial para a investigação de casos ufológicos. O Sioani (Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados), ligado à Aeronáutica, funcionou entre os anos de 1969 e 1972, sob a responsabilidade do 4º Comar (Comando da Aeronáutica na 4ª Zona Aérea), em São Paulo. Neste período, o órgão investigou e registrou uma série de eventos e em agosto de 1969, apenas quatro meses depois de estabelecida a criação do sistema, listava cerca de 70 casos investigados. Pouco se sabe sobre os motivos que levaram ao fechamento do órgão depois da troca de comando no 4º Comar em 1972.
     Hoje, graças aos esforços empreendidos pela comunidade ufológica brasileira – especialmente pelos editores da Revista UFO, que encabeçaram a formação da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) para pleitear junto ao governo a abertura de documentos oficiais e lançou a campanha “UFOs, liberdade de informação já!”- parte do material produzido pela FAB ao longo de mais de seis décadas já foi revelado. Mesmo assim, do extenso dossiê, com cerca de 7 mil páginas, apenas uma parcela dos documentos até então considerados secretos foi encaminhada pelo Ministério da Aeronáutica ao Arquivo Nacional e tem consulta franqueada à população.

Operação Prato
     Entre os documentos disponibilizados, estão alguns dos referentes à operação batizada com este nome pelo grupo de militares encarregados de investigar os estranhos acontecimentos ocorridos em 1977 na ilha de Colares (PA). Conduzida secretamente pela FAB de setembro a dezembro daquele ano, a operação tinha como objetivo desvendar os inexplicáveis ataques relatados por moradores da ilha e de municípios vizinhos e por eles atribuídos a misteriosos feixes luminosos que vinham do céu, os paralisavam e sugavam seu sangue – o que acabou por tornar o fenômeno conhecido entre a população local, e divulgado pela imprensa da região, como “chupa-chupa”.
     A ilha de Colares, localizada no litoral fluvial do Pará, a cerca de 80 km de Belém, tinha na época uma população estimada em cerca de 10 mil habitantes, mas o pânico que se instalou entre os moradores fez com muitos abandonassem a região e o número começou a diminuir significativamente. Os relatos das vítimas – elas foram muitas e, em vários casos, não se conheciam e moravam em diferentes municípios (além de Colares, o fenômeno foi relatado por testemunhas de Vigia e Santo Antônio do Tauá e outros) – eram sempre os mesmos: raios luminosos (semelhantes a emissões de laser) em que se observavam três diferentes cores, atingiam determinadas partes de seus corpos causando queimaduras e perfurações.
     Esses ferimentos foram atestados como algo incomum pela Dra. Wellaide Cecim Carvalho, médica do posto médico de Colares na época, além de registrados em fotos produzidas pela operação. Em depoimentos posteriores, a médica declarou que as lesões tinham a capacidade de necrosar a pele quase que instantaneamente e ainda que como consequência dessas queimaduras as vítimas ficavam apáticas, inapetentes e demonstravam sinais de depressão, mas esses sintomas desapareciam com o tempo.
     Sob o comando do então capitão Uyrangê Hollanda – que vinte anos depois, já como coronel reformado da aeronáutica, veio a público para revelar, em entrevista (gravada em vídeo e disponível no Youtube) aos editores da UFO, os dados assombrosos que reuniu durante seu trabalho de campo –, a estratégia da Operação Prato era reunir o máximo possível de informações por meio de entrevistas com populares, profissionais de saúde e autoridades locais para se tentar chegar ao fim do mistério. Os depoimentos das testemunhas, assim como laudos médicos, fotos, ilustrações e muitos outros registros oficiais estão disponíveis entre os documentos do Arquivo Nacional.
     Entretanto, de acordo com seu minucioso relato, muito mais do que investigar o que estava causando pânico na população local – que descrevia as luzes como capazes de atravessar a cobertura das casas, tornando o teto invisível, e eliminando qualquer possibilidade de reação às investidas, para depois desaparecer sem deixar rastros –, Hollanda passou a protagonizar estranhas ocorrências, chegando a estabelecer ele mesmo contato com luzes, objetos, naves e até seres alienígenas.
     “Onde quer que os militares estivessem nas noites de vigília e pesquisa, os UFOs se mostravam, pairavam na frente deles para permitirem as fotos e filmagens. Numa clara demonstração da intenção de se mostrarem, inclusive para nossas autoridades”, declara Marco Antonio Petit, um dos realizadores da entrevista concedida pelo comandante da operação, que morreu poucos meses depois da gravação. As circunstâncias em que se encontrava o corpo levaram a perícia a atestar a causa da morte como suicídio por estrangulamento, embora muitos de seus amigos tenham posteriormente afirmado não acreditar nesta hipótese.
     No início da operação, o encarregado de comandá-la era tão cético quanto a maioria das pessoas; com o desenrolar das investigações e a farta documentação obtida, entretanto, começou a desenvolver nova percepção sobre o fenômeno. Quando Hollanda estava no auge das investigações, com um dossiê completo em que constavam entrevistas com testemunhas, relatos próprios de experiências que viveu, desenhos de objetos que havia observado, fotos, filmes e tudo o que havia conseguido reunir como evidência da presença de OVNIs em Colares, seu superior ordenou a suspensão das investigações.
     Como bom militar, acatou a ordem; mas isso não o impediu de continuar as pesquisas por conta própria. A partir daí, uma série de eventos estranhos, que envolviam não apenas o coronel, mas também membros de sua família, começaram a ocorrer. Na entrevista concedida pouco antes de sua morte a Marco Antonio Petit e Ademar Gevaerd, Hollanda enumerou fatos insólitos como objetos se movendo no ar, presença de entidades em seu quarto e ainda o aparecimento de um pequeno corpo estranho que se movia sob a pele de seu braço e cuja origem desconhecia. Todas as declarações, assim como imagens do coronel demonstrando a mobilidade do objeto, estão registradas no vídeo gravado pelos ufólogos.
     Ainda hoje, quarenta anos passados da operação mais minuciosamente registrada da ufologia brasileira, pesquisadores do caso afirmam que grande parte da documentação permanece secreta. De acordo com Marco Antonio Petit, o mais importante documento sobre a Operação Prato, o relatório final assinado por Holanda, a que teve acesso quando da visita, em 2005, da Comissão Brasileira de Ufólogos ao Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), em Brasília, ainda não foi liberado para a população, mas, atualmente, “a questão para a aceitação da realidade da vida extraterrestre não está mais associada à falta ou não de evidências; é uma questão de consciência e informação de cada um”.
     Ah, só para lembrar: a sigla OVNI - Objetos Voadores Não Identificados – quer dizer exatamente isso: sua identificação como objetos comprovadamente conhecidos é ainda inexistente. O que não significa afirmar que tudo o que de estranho aparece no céu seja produzido com tecnologia extraterrestre, embora as probabilidades de que muitos desses objetos tenham vindo de lugares (ou tempos) muito distantes sejam grandes. A escolha pela teoria mais aceitável deve ser individual, como adverte o especialista.
     Alguns dos mais conceituados estudiosos do tema, inclusive, sustentam a tese de que, hoje, muitos dos artefatos anômalos que cruzam os céus foram construídos aqui mesmo na Terra, a partir de engenharia reversa aplicada em espaçonaves alienígenas acidentadas, como a do Caso Roswell. E, ao contrário do que se poderia supor, não por forças militares de países ricos, mas por grandes conglomerados econômicos, com poderio muito superior ao das maiores potências mundiais e interessados no desenvolvimento da indústria armamentícia.
     Em sua agenda, defendem ufólogos dos mais respeitados mundialmente – como o Dr. Steven Greer, médico americano fundador da organização Center for the Study of Extraterrestrial Intelligence, que acaba de lançar o documentário Unacknowledged (imperdível para quem se interessa pelo tema!) –, estaria a simulação de um ataque alienígena, com vistas ao aumento da produção bélica com tecnologia de ponta. Mas essa é outra história e que dá muito mais o que pensar...

Entrevista: Ademar José Gevaerd

Quais são os principais argumentos científicos capazes de comprovar que os agroglifos não são farsas humanas e sim mensagens deixadas na terra por inteligências mais avançadas?
Quando os agroglifos são examinados, não apresentam qualquer forma de ação humana: não encontramos pegadas ou rastros de qualquer espécie e as plantas são dobradas de uma forma inexplicável, permanecendo vivas. As formações são muito bem concatenadas geometricamente, difíceis de serem executadas por uma pessoa. Além disso, existem outros fatores preponderantes na determinação de sua legitimidade, como, por exemplo, a existência de uma forte variação eletromagnética em seu interior. Temos, pelo menos, um agroglifo que visitamos e investigamos, que apareceu no dia 27 de setembro de 2016 em Prudentópolis, no Paraná, em que houve a esterilização completa do solo e das plantas na área interior – o que não aconteceu na área externa – e ali detectamos também outras alterações magnéticas. Esse conjunto de evidências nos diz que não são feitos por seres humanos. Assim, a gente vai comprovando que esse fenômeno que ocorre no Brasil há nove anos, e no exterior há mais de 40, tem uma origem inexplicável. Como são figuras geométricas, e geometria é matemática, supomos que seja obra de uma inteligência mais avançada que está tentando nos chamar a atenção ou ainda estabelecer uma comunicação conosco.

O cientista italiano e estudioso do fenômeno, Umberto Baudo, acredita que muitos agroglifos sejam a representação gráfica de modelos de motores magnéticos. A seu ver, esta poderia ser a mensagem contida nos desenhos?
Não acredito. Apesar do Umberto ter feito muitos planos de construção de motores, nenhum deles deu certo. Assim como outras iniciativas que tentaram entender os desenhos como uma planta ou esquema para construir algo similar. A meu ver, os agroglifos são uma espécie de comunicação por parte de seres mais avançados que querem que saibamos que eles conhecem a nossa existência. Tanto é, que muitos deles representam figuras que fazem parte do nosso cotidiano e nos são muito familiares, como o ícone da reciclagem, cadeias de DNA, fórmulas matemáticas etc. Como se estivessem dizendo: “nós os conhecemos”.

A que se pode atribuir a incidência do fenômeno, tanto no Brasil quanto na Inglaterra, em épocas específicas do ano? E ao fato de aparecem com frequência nas mesmas regiões?
Na Inglaterra, há um ponto em que eles surgem com mais intensidade, que é a região de Wiltshire, a oeste de Londres. Mas hoje eles estão espalhados por toda a Europa, onde quer que haja plantações; lá a época do ano escolhida é o verão. Aqui, não temos explicação sobre o porquê dos agroglifos acontecerem em cidades do Paraná e de Santa Catarina. Em Prudentópolis, começaram a aparecer a partir de 2015, de meados de outubro a meados de novembro, e temos expectativas de que voltem a ocorrer este ano, como aconteceu em 2016. Em Ipuaçu (SC), começaram a aparecer em 2008 e continuam a surgir em todos os anos, sempre entre final setembro e meados de outubro. Mas não sabemos explicar por quais motivos ocorrem nestas cidades. Estamos ainda investigando.

Entre os agroglifos já atestados como genuínos ao redor do mundo, quais possuem as características mais impressionantes? Por quê?
Certamente, aquele que surgiu em Prudentópolis, em 2016, pelas características citadas antes; mas, de modo geral, dentro das figuras algumas peculiaridades chamam a atenção; é possível sentir choques elétricos bem leves, odores, flashes de luz etc. Também se verificam efeitos no organismo, como tonturas e sensação de leveza e mesmo alterações físicas; se você passar muito tempo em seu interior, pode até ter problemas de saúde, como elevação do nível de ácido úrico. Mas isso apenas quando os agroglifos são visitados logo que surgem. Eu, que já estive em vários deles nestas circunstâncias, nunca senti nada além de uma espécie de formigamento por todo o corpo e isso foi em uma única ocasião,na Inglaterra, em meados dos anos 2000.

E no Brasil, qual deles mais impressionou a comunidade ufológica?
Sem dúvida, o de Prudentópolis, que ocorreu em 27 de setembro 2016, na fazenda Estrela, do Sr. Eric Rickli, em que detectamos a esterilização total das plantas e do solo no interior. Não havia ali sinal de microrganismos, o que é algo absolutamente impossível de acontecer, enquanto que na área externa, em toda a plantação, a vida microbiana permanecia abundante como deve ser.

Qual o significado da presença de códigos binários comumente encontrados nos agroglifos?
Não somente códigos binários, que são a base da nossa comunicação e estão presentes em computadores e outros tantos equipamentos. Mas há também códigos de DNA, que aparecem também em número considerável de agroglifos em todo o mundo. Enfim, como se estivessem nos dizendo: “conhecemos sua estrutura, sua morfologia e sua comunicação; conhecemos vocês por inteiro”.



Entrevista: Marco Antonio Petit

Nesses mais de 30 anos de circulação da Revista UFO, quais os casos mais relevantes relatados pela publicação?

Em minha opinião, foram as matérias ligadas a alguns dos casos considerados clássicos da ufologia brasileira, como o Caso Trindade, em janeiro de 1958, em que um UFO foi observado a partir de uma embarcação da Marinha brasileira, ocasião em que o fotógrafo Almiro Baraúna, ao ser alertado pelos militares que estavam a bordo do navio Almirante Saldanha, obteve quatro fotografias do disco voador. Outro caso de destaque é a Operação Prato, em que os militares do I Comando Aéreo Regional acabaram por manter seus próprios contatos. A chamada “Noite Oficial dos UFOs no Brasil”, do dia 19 para 20 de maio de 1996, quando 21 OVNIs foram rastreados pelos radares do sistema de defesa aeroespecial brasileiro, que empreendeu perseguições a esses objetos pelos nossos mais modernos caças, ou aviões de combate, é outro destaque indiscutível. Não podemos também deixar de citar o Caso Varginha, relacionado à queda de um UFO na manhã do dia 13 de janeiro de 1996 no sul de Minas Gerais, e o recolhimento de parte de sua tripulação por forças militares, dentro de um rigoroso processo de acobertamento.

Há ainda material a ser liberado sobre a Operação Prato?
O documento mais importante ainda não foi liberado, mas o tive em mãos para analisar na ocasião da visita, em 2005, de nosso grupo ao COMDABRA. Trata-se do relatório final e definitivo, assinado por Hollanda, sobre os detalhes mais significativos de toda a história. Nesse documento são listadas e apresentadas algumas das experiências mais importantes mantidas pelos militares da equipe de inteligência do COMAR, incluindo várias das principais fotos documentando os UFOs. Existem alguns sinais objetivos que parecem indicar que os contatos entre os militares e os UFOs e seus tripulantes podem ter ido além do que está documentado oficialmente. Encontrei pessoalmente esses sinais em uma conversa que tive com o comandante da Operação na cidade do Rio de Janeiro no dia 7 de setembro de 1997, antes de Hollanda fazer sua primeira e única palestra pública sobre o assunto. É possível mesmo que ele e seus companheiros de investigação tenham sido levados a bordo das naves, ou interagido diretamente com seus tripulantes em um nível maior que se admite normalmente.

Que aspectos, entre os muitos deste muito bem documentado caso, mais impressionam a comunidade ufológica?
O aspecto mais sugestivo e ao mesmo tempo revelador foi, sem dúvida, o fato da evolução das experiências de contato. Se de início o “alvo” do fenômeno era a população em geral, quando pessoas de ambos os sexos, moradoras de várias localidades, foram atingidas por raios relacionados aparentemente à retirada de algum tipo de material biológico, que incluía possivelmente sangue, fatos que levaram a população a um estado de desequilíbrio, e mesmo pânico, em seguida tudo se modificou. Em determinado momento da história, os responsáveis pelos fenômenos, ou tripulantes dos UFOs, passaram a buscar o contato direto com os militares que investigavam os casos já ocorridos com os habitantes de vários municípios.

E quanto ao Caso Varginha?
Em relação a Varginha a coisa é diferente. Sua história não acabou, pois mesmo hoje continuam a surgir pessoas dispostas a falar de suas vivências dentro dos vários aspectos que envolvem o caso. É claro que temos que filtrar muito essas informações, mas muitas dessas pessoas são dignas de crédito. A questão é que algumas delas, inclusive militares, às vezes não estão dispostas a falar abertamente, pois, mesmo hoje, existe um receio de possíveis consequências. O caso foi classificado por nossas fontes militares, como me foi dito, como ultrassecreto. Essa classificação vale até o ano de 2021. Entre as últimas informações que recebi de um dos militares do Exército que contatei está a existência de uma forte pressão do governo dos EUA sobre o governo brasileiro, na época dos fatos, para que o Exército de nosso país aceitasse o translado de todos os materiais e entidades alienígenas recolhidas ou capturadas para os EUA. Poucas semanas depois da queda do UFO e do recolhimento de parte da tripulação, veio ao Brasil, como integrante de uma comitiva especial trazida pelo Secretário de Estado Warren Christopher, a figura máxima da NASA, o diretor da agência Daniel S. Goldin. Oficialmente, o objetivo era assinar um acordo de colaboração com a Agência Espacial Brasileira. Foi nessa mesma época que soubemos que teríamos um astronauta na Estação Espacial Internacional.

Embora menos impactante que os fatos ocorridos na ilha de Colares e em Varginha – em que houve relatos de contatos próximos com naves e seus ocupantes –, o caso conhecido como a “Noite oficial dos OVNIs” está também entre os mais importantes do Brasil. Por quê?
Porque reuniu uma grande quantidade de evidências e testemunhas qualificadas. No início da noite do dia 19 de maio de 1996 vários UFOs começaram a ser detectados, tanto visualmente como nos radares, evoluindo na região da cidade de São José dos Campos (SP). Com o passar do tempo, o número de objetos foi crescendo não só sobre o Estado de São Paulo como também na região do planalto central. Com o passar das horas, 21 alvos já apareciam nos radares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA). Progressivamente, foram sendo acionados caças F5E, da base de Santa Cruz no Rio de Janeiro, e Mirage, da base da Força Aérea de Anápolis (GO). No total, seis aviões participaram das tentativas de interceptação e, pelo menos um deles, de “perseguidor” chegou a ser “envolvido” pelos objetos, tendo a seu redor 13 dos UFOs. Além dos pilotos militares e do Coronel Ozires Silva, que na época deixava a presidência da Embraer e viu vários desses objetos quando se aproximava da cidade de São José dos Campos em um avião Xingu da Embraer, pilotos civis e da aviação comercial também observaram a presença desses objetos.

O caso também se notabilizou pela ampla e inédita divulgação feita de forma oficial ...
No dia seguinte, o próprio brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, na época Ministro da Aeronáutica, deu início a um processo de divulgação oficial dos fatos, permitindo, inclusive, que seus pilotos tivessem contato com a mídia. Durante os contatos pessoais que tive com ele, o brigadeiro ressaltou a capacidade sem paralelo dos UFOs, destacando as velocidades, níveis de aceleração e alteração de trajetórias que esses objetos podiam praticar. O caso teve uma cobertura não só nacional, mas na mídia internacional. Nunca antes na história do país um caso de contato com UFOs com envolvimento direto de nossa Força Aérea havia sido divulgado oficialmente da forma como aconteceu, apesar de depois não ter sido comprida uma promessa feita pelo próprio Ministro referente à divulgação de um relatório detalhado para trinta dias depois.

No Brasil, um dos países com maior incidência de registros de avistamentos de objetos não identificados, quais os principais hotspots de OVNIs?
Podemos citar a região do município de Quixadá, no Ceará, o município de Peruíbe, no Estado de São Paulo, o sul de Minas Gerais, a Chapada Diamantina, na Bahia, e, com um destaque maior, a região da Serra da Beleza, nos distritos de Conservatória e Santa Isabel do Rio Preto, no município de Valença (RJ), que investiguei por décadas e onde ver os UFOs e seus tripulantes há muito já deixou de ser algo incomum.

O que torna estes lugares ou regiões atraentes para esses misteriosos visitantes?
Quanto aos motivos para presença dos UFOs nessas áreas, com certeza são variados. Algumas dessas regiões, como a Serra da Beleza, podem ter na geologia a motivação. Tudo parece indicar que a presença de areia monazítica em alta concentração seja o foco desse interesse na região. Eles poderiam estar se valendo da emanação radioativa natural proveniente da presença do Tório. Justamente nos pontos de maior concentração dessa areia a presença dos UFOs na região é ainda mais acentuada. Mas, como disse, de área para área as motivações devem ser outras, como, inclusive, a presença de instalações, ou bases subterrâneas e mesmo submarinas, criadas pelos representantes de algumas dessas civilizações.

Entre os documentos já liberados pelo governo a partir da campanha “Ufos, liberdade de informação já!”, o que se pode extrair de mais representativo para a ufologia brasileira?
A ideia de que a Força Aérea, ao contrário do que alegava no passado, sempre esteve atenta à presença dos UFOs e seus tripulantes em nosso país. Outro aspecto que posso destacar, e cujas informações obtive também por meio de contatos diretos com o meio militar, é que os UFOs não são tratados ou tidos como uma ameaça ou algo perigoso. Em nosso país, conforme me foi declarado, não se atira nesses objetos.

A que se pode atribuir essa “boa vontade” por parte do governo em, nos últimos dez anos, começar a disponibilizar este material?  Estaria chegando o tempo do desacobertamento total?
Independentemente da campanha que a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) e a revista UFO iniciaram em 2004, o governo brasileiro, notadamente sua área militar e mais especificamente a Força Aérea, já percebeu a necessidade de um processo de preparação da população para a verdade, pois cada vez mais a presença desses objetos é maior, e mais cedo ou mais tarde acontecerá um contato em escala planetária. Continuar a negar a realidade dentro desse contexto seria a pior política. Progressivamente, não só no Brasil, mas também nas principais nações, o acobertamento está com seus dias contados.

Além dos documentos já liberados, que outras evidências acredita ainda estarem mantidas  ocultas da população e que poderiam lançar nova luz sobre a possível existência de vidas inteligentes em outros planetas?
Existem fotos nos catálogos de imagens da NASA obtidas em vários pontos de nosso sistema solar que revelam a presença alienígena por toda parte. Há algumas, por exemplo, do solo lunar e marciano, que mostram claramente construções em ruínas, UFOs, sinais de bases mantidas pelos extraterrestres e até imagens de fósseis de animais. A NASA não comenta essas fotos, pois não chegou o tempo dela falar abertamente sobre essa realidade, mas as imagens podem ser achadas no meio de outras centenas de milhares.

O tema “abdução”, um dos mais controvertidos entre todos os segmentos da ufologia e tratado de forma bastante irreverente pelos céticos, pode estar na parte ainda secreta do dossiê?
Não há indicações, em minha opinião, de que a Força Aérea tenha se envolvido diretamente nesse aspecto da pesquisa ufológica. Mas vários de seus militares em missão (como no caso da Operação Prato) mantiveram, com certeza, experiências de contato com as tripulações dos discos voadores.

Entre os registros de abdução, em âmbitos nacional e internacional, existem os que incluem evidências materiais além de relatos oferecidos pelos abduzidos?   Existem, de fato, casos relacionados às abduções que trouxeram também evidências físicas. Além de marcas misteriosas no corpo, algumas pessoas voltaram desses contatos com o que chamamos de implantes: pequenos objetos, metálicos ou não, que foram introduzidos em seus corpos. O próprio coronel Hollanda, depois de uma das experiências de contato, descobriu dois desses objetos em seu corpo. Nos EUA, vários abduzidos já tiraram cirurgicamente esses objetos, que haviam sido, inclusive, descobertos por meio de radiografias. O resultado das análises de vários deles surpreenderam, pois não podiam ser explicados dentro da tecnologia ou ciência terrestre.

Na visão da comunidade ufológica, por que os avistamentos vêm cada vez mais se multiplicando desde os últimos setenta anos e do que estariam em busca esses pretensos visitantes?
Expressiva parcela do fenômeno UFO, incluindo os casos de abdução, está associada, aparentemente, a um grupo formado por várias civilizações interessadas diretamente na evolução genética de nossa humanidade. Através dos contatos, esses seres tem declarado, entre outras coisas, que somos parte deles próprios que aqui ficou, em passado remotíssimo, dentro de um processo de colonização. Segundo essa história, que estaria longe de ser uma ficção, alvo inclusive de meus estudos publicados em três de meus livros, houve em determinado momento um grande cataclismo causado por uma atividade anômala de nosso Sol. Tudo foi destruído e o homem teve de começar um outro processo evolutivo, que incluiu intervenções genéticas via processo de abdução. Estamos sendo preparados para uma espécie de reintegração com as civilizações de que seríamos descendentes. É por conta disso que os contatos estão se ampliando em todos os níveis. Fazem parte de um processo de preparação para esse reencontro com as civilizações responsáveis por nossa própria presença no planeta. É também por isso que alguns dos tripulantes dos UFOs são exatamente iguais ao homem que está na Terra. Tivemos a mesma origem.


Fonte:
Revista UFO
www.ufo.com.br
Agradecimento especial ao ufólogo Gério Ganimedes, do Projeto Quartzo Azul (www.projetoquartzoazul.blogspot.com.br), pela cessão das imagens em 3D, de sua autoria.


Voltar Próxima matéria


Estações de Itaipava © Todos os direitos reservados