Louças Limoges, cristais e prataria de família tornam os eventos do Fratello Mio ainda mais encantadores

Bruschetas de tomate cereja confit e shiitake abrem com louvor os trabalhos na casa de Adriana Marchese


O Risoto de bacalhau é uma releitura da arteculinarista para o tipicamente português Bacalhau espiritual


A memória afetiva é uma constante na cozinha de Adriana, que homenageia o irmão e incentivador com seu prato predileto: o Talharim ao Paillard

Para a sobremesa não poderia faltar o Tiramisu, legítimo representante da patisseria italiana


Além do restaurante secreto, Adriana mantém em casa um ateliê culinário onde ministra oficinas de massas






Para além da comida reconfortante, a Casa Tamanduá alimenta também o espírito com obras assinadas pelo artista plástico Eduardo Albini e com a natureza que invade todos os cantos da sala

Para guarnecer a Terrine de Campagne os anfitriões sugerem o pão feito na própria casa, além de folhas frescas e picles


Na versão Pato Caipira a terrine é servida com redução de laranja


Iguaria de sabor marcante, a terrine teve seu nome derivado da forma utilizada para sua cocção e indispensável para o formato da tradicional especialidade francesa


A Terrine de cordeiro leva boa variedade de frutas secas e especiarias e é acompanhada por pesto de hortelã


O Patê de foie tradicional é um dos elementos do sortido couvert da Casa Tamanduá
Foto: divulgação





























Com o novo espaço, o Garimpo Secretário ampliou o número de peças do antiquário e também o das especialidades servidas no bistrô


O cardápio semanal inclui sempre uma opção vegana, como o talharim de abobrinha ao molho de tomates frescos


Na época do frio, uma das sugestões para a entrada é a provoleta


O Bobó de frango é um dos pratos mais pedidos no bistrô

Apresentado em taça de cristal sobre porcelana antiga, o manjar de coco fica ainda mais apetitoso; e o melhor é que todas as peças utilizadas no serviço da casa estão à venda







No Le Buci tudo remete aos genuínos bistrôs da França

Além de produtos tradicionais da boulangerie francesa, como o croissant e a baguette, Raquel prepara fornadas diárias do pão delícia, um patrimônio da Bahia, iogurte artesanal e doces deliciosos como a Torta trufada

Pães diferenciados estão no foco principal do Le Buci, que incluiu as refeições leves a pedido dos clientes
Foto: divulgação


O Espaguete à carbonara do bistrô é robustecido com cogumelos shiitake e tomatinhos cereja
Foto: divulgação


A chef Raquel Geraldo cozinha desde criança e aperfeiçoou sua técnica em cursos realizados no Brasil e na França
































O mobiliário da Dali de Minas foi trazido de Tiradentes e ajuda a compor o estilo mineiríssimo da loja

Autênticos queijos das Serras da Canastra, do Salitre e da Mantiqueira podem ser apreciados na cafeteria

Café coado na hora pelo método tradicional, queijos especiais, legítimo pão de queijo mineiro, torta de nozes e macarrons; quem é capaz de resistir a estas guloseimas?


No Café Dali de Minas, às melhores marcas mineiras juntam-se produtos fluminenses e capixabas com a mesma qualidade






Charmosos bules de ágata dão um charme extra ao espaço reservado aos clientes da fábrica Bolo+Bolo

Para servir delicadezas como o Bolo de banana e passas (sem adição de glúten ou açúcar), Isabel usa louças garimpadas em antiquários e brechós


A especialidade da casa são os bolos tradicionais apresentados em formatos diferenciados


Até o pão de queijo confeccionado na fábrica vem em formato de bolo
Foto: Vivian Magro




















Sustentabilidade é palavra-chave no novíssimo Jabô, misto de café vegano e loja slow fashion


A cafeteria conta com grande variedade de cafés e chás orgânicos e ainda de salgados e doces preparados com base na filosofia vegana


O pastel assado é recheado com “queijo frescal” de castanha do caju, tomate e orégano e pode ser saboreado com o cappuccino de leite vegetal extraído de castanhas do caju e do Pará e café orgânico

Outra opção entre os doces veganos é a Tortelete de limão




Capa

Seleção campeã



     Ainda no clima da Copa do Mundo e aproveitando o ensejo da comemoração pelos 15 anos da Estações de Itaipava, a revista, que sempre fez questão de incluir a diferenciada gastronomia da cidade em suas pautas, foi, nesta 60ª edição, em busca de alguns de seus melhores representantes. O resultado foi a reunião de sete times que dão uma goleada quando se trata de unir o sabor à sofisticação sem firulas e à arte de receber bem. Com artilheiros que conhecem bem o caminho da rede e equipes que não fazem cera, não há feijão com arroz em campo; só filé. Para quem não está familiarizado com os termos futebolísticos, equivale a dizer: a quantidade de gols é grande, nenhum jogador deixa a partida lenta, os times são extraordinários e os jogos são vencidos por eles com facilidade.
     Falando das cozinhas propriamente ditas, há aquelas que representam as culinárias brasileira, italiana e francesa ou mesmo a combinação entre a gastronomia dessas linhagens com variações de sabores oriundos de diferentes países. Nesta seleção imbatível entram dois novíssimos restaurantes secretos e dois bistrôs que já levantam as torcidas há algum tempo; para encerrar a peleja, a troca de passes mais do que perfeita entre cafés, bolos e outros pequenos deleites, inclusive os dedicados à comunidade vegana.
     Até o fechamento desta edição não foi possível saber se o Brasil conseguiu ou não o hexacampeonato. Mas uma coisa é certa: ninguém por aqui vai deixar de levantar a taça para enaltecer o prazer de se estar em uma boa mesa.

Delícias secretas
     Em Itaipava e Araras, duas residências acolhedoras que se transformam em restaurantes para atender a grupos de comensais com reservas antecipadas têm em comum mais do que a adoção deste modelo de negócio relativamente novo na região. O Fratello Mio, de Adriana Marchese, e a Casa Tamanduá, de Eduardo Albini e Luiz Antônio Rocha, nasceram do amor de seus proprietários pela gastronomia e pela arte de receber bem.
     As semelhanças não param por aí. Enquanto Adriana encontrou em seu bistrô doméstico uma forma de oferecer aos amigos (antigos e potenciais) suas receitas de família com forte pegada italiana, a maioria preparada com as massas que ela mesma fabrica e comercializa, Eduardo e Luiz abrem as portas de casa para que todos possam experimentar in loco a especialidade francesa que foi sua entrada na gastronomia profissional – a confecção e venda de terrines por encomenda –, além de outros pratos típicos de bistrô que o uruguaio Eduardo elabora a partir de influências de diferentes países onde viveu. Nas duas cozinhas, verduras e temperos vêm de hortas próprias e outros insumos são adquiridos dos melhores produtores locais. Em ambas as casas, o bate-papo é tão gostoso quanto a comida.


Fratello Mio
     No Fratello Mio, Adriana, que recusa o título de chef e prefere se definir como arteculinarista, se vale de sua origem e do estudo em diferentes escolas de gastronomia para apresentar leituras próprias de pratos tradicionais da cozinha italiana. Sua formação inclui aprendizagem em institutos dos EUA e da Itália, além de um exclusivo curso ministrado no Rio de Janeiro, na UNIRIO, com patrocínio do consulado e do ministério do trabalho italianos. Restrito àqueles com ascendência comprovadamente italiana, o tema abordado foi a culinária dos camponeses na idade média, no período de 1600 a 1700, quando influência dos temperos asiáticos ainda não havia chegado ao país.
     Foi também no Brasil que Adriana teve uma experiência que deixou impresso no DNA de sua gastronomia a releitura dos pratos tradicionais italianos com diferentes influências culinárias. Durante um período em que morou no Rio Grande do Norte, atuou como consultora do Sebrae para ajudar no aprimoramento do setor naquela região e desenvolver o projeto “Nas pegadas de Lampião”, com a criação de um cardápio ítalo-nordestino.
     Mas isso não significa que especialidades de outros países fiquem de fora da brincadeira. Embora a Itália esteja na essência de sua cozinha e as massas que produz – com vegetais desidratados, Panc’s (plantas alimentícias não convencionais) e até uma inusitada mistura de cacau com canela, entre outras inovações – tenham alcançado grande sucesso, tanto nas feiras de que participa quanto nas oficinas que ministra com frequência por todo o Brasil e ainda em um ateliê montado em casa, Adriana também formula seus cardápios com os temas Volta pelo Brasil e Volta pelo mundo.
     A refeição é em quatro cursos (entrada, dois principais e sobremesa) e servida em louças Limoges herdadas pela arteculinarista, em ambiente interno ou externo. O acesso à charmosa cozinha é liberado e Adriana incentiva a participação daqueles que gostam de colocar a mão na massa. Por enquanto, ela atende a grupos de seis a 12 pessoas por vez, mas a ideia é aumentar gradativamente a capacidade. Também a frequência dos eventos será ampliada da atual mensal para quinzenal e depois semanal.
     O Fratello Mio começa a funcionar oficialmente a partir da segunda quinzena de agosto, com agendamentos para almoço ou jantar, às sextas e aos sábados. O sugestivo nome foi adotado em homenagem ao irmão com quem Adriana costumava dividir as panelas na juventude e foi o maior incentivador de sua profissionalização. Também o sentimento de fraternidade que a cozinha evoca foi decisivo para a escolha.

Fratello Mio:
(24) 99841.3243
web.facebook.com/adriana.marchese
Instagram: arte.e.gastronomia

















Casa Tamanduá
     As lembranças da mocidade também batizaram a casa e o negócio de Eduardo e Luiz; Tamanduá é o nome do rio que onde o uruguaio se banhava quando criança, época em que começou a se interessar pela culinária e praticá-la com a avó, Dona Otacília, que fazia galantines (uma espécie de prima-irmã da terrine) e doces em tachos de cobre. Às raízes culinárias do interior do Uruguai Eduardo foi adicionando sabores de outros países onde viveu antes de se radicar no Brasil há cerca de quarenta anos. As diferentes influências resultaram em seu modo particular de cozinhar, que privilegia a culinária francesa de bistrô.
     O ingresso da dupla na gastronomia profissional – Eduardo é artista plástico; Luiz, diretor de teatro, além de produtor de elenco para cinema e TV – foi bem recente e aconteceu por sugestão do chef Laurent Suaudeau. Depois de frequentar um curso ministrado pelo francês, Eduardo aprimorou suas técnicas de confecção de terrines e, em meados de 2018, chegou à fórmula considerada ideal para a comercialização da especialidade que hoje é a estrela do cardápio servido na Casa Tamanduá, onde se pode optar por diferentes ambientes internos ou externos para o ágape.
     Com o sucesso do produto – além do conhecimento de Luiz acerca de vinhos e cachaças, que coleciona – e a vocação nata dos dois para receber, a instalação de um bistrô em casa foi o caminho natural. Na Casa Tamanduá, as terrines, que tem o nome derivado das formas em que as carnes e especiarias são prensadas para ir ao forno, são servidas como entrada. A variedade de sabores é grande: cordeiro, campagne, frango orgânico com azeitonas, frutos do mar, galinha d’Angola caipira, pato caipira, rabada e ainda a provençal de berinjela e pimentão como uma opção vegana.
     No cardápio apenas o couvert (bruschetta de tomate cereja confit com ricota de iogurte, patê de foie tradicional ao creme fraîche e ervas de Provence, caponata de berinjela e caldo de peixe) não sofre alterações. Entrada, principal e sobremesa variam mensalmente e de acordo com a sazonalidade das matérias primas. Durante o mês de julho, por exemplo, a composição eleita foi: Terrine de pato com pistache e leve toque de zimbro; Boeuf Bourguignon, purê de batata e legumes da estação; e Crumble de maçã e caramelo com cobertura de strudel de nozes pecã.
     Reservas para brunch, almoço e jantar são aceitas para no mínimo quatro pessoas ou pequenos grupos (a combinar) e devem ser feitas com antecedência; também para a encomenda de terrines, que podem ser retiradas no local ou entregues em domicílio, os pedidos antecipados são necessários. O preparo da iguaria – produzida artesanalmente, sem conservantes e com a utilização de ingredientes de alta qualidade, com priorização de orgânicos e dos pequenos produtores locais – demanda de três a quatro dias. Para uma experiência completa na Casa Tamanduá, Eduardo e Luiz disponibilizam dois quartos de hóspedes (uma suíte interna e outra externa) em um sistema semelhante ao praticado em Portugal, o Turismo de habitação, em que os hóspedes convivem com os anfitriões. Nesse caso, as reservas são para hospedagem com café da manhã ou pensão completa com menu sazonal.

Casa Tamanduá – Terrines em casa, bistrô e hospedagem:
(24) 2225.1240 | (24) 98806.8810 
www.casatamandua.com





Bistrôs encantadores
     Outros dois integrantes desta seleção de ouro já levantam há tempos as arquibancadas daqui, com os sabores de inspiração europeia e boas pitadas de brasilidade adicionadas aos pratos que servem. No Garimpo Secretário, de Milene Santiago e Claudio Manera, as influências da Itália, origem da família dela, são visíveis; mas não falta aquele gostinho de comida das casas brasileiras. No Le Buci, da chef Raquel Geraldo, especializada em pães e doces da mais pura linhagem francesa, o legítimo axé é representado pelo Pão Delícia, uma especialidade que é quase um patrimônio cultural da Bahia.

Garimpo Secretário
     Em junho deste ano o Garimpo completou sete anos. Neste tempo, os proprietários não apenas transformaram o simpático antiquário de Secretário, com peças amealhadas dos acervos de clientes da designer de interiores Milene, em um ponto de encontro dos moradores e veranistas locais, mas passou por uma grande evolução no que concerne à gastronomia. Desde sua abertura, em uma pequena loja do centrinho da localidade, o antiquário funcionava também como um café e, eventualmente, promovia eventos com chefs convidados. Há cerca de um ano e meio, o casal ampliou o negócio e passou também a ocupar uma casa na mesma rua, que abrigava anteriormente o Bistrô da Valéria.
     Com uma cozinha mais estruturada, os tradicionais eventos foram mantidos, mas o Garimpo passou a funcionar como um bistrô regular. A expansão propiciou ainda o aumento do número de peças em exposição – todas à venda, inclusive as louças e cristais antigos em que são servidas as refeições – e imprimiu ao negócio um clima ainda mais acolhedor, com o jeitinho de casa de amigos que o casal sempre buscou. E olha que é difícil sair de lá sem a sensação de ter feito novos amigos.
     A comida servida ali é preparada por Milene com o apoio de duas ajudantes de cozinha e uma estudante de gastronomia. O cardápio é modificado semanalmente e composto por três opções de entradas, principais (sempre com um vegano entre eles) e sobremesas. A pedido dos clientes, alguns pratos, como o bobó de frango, costumam figurar com maior frequência no rol das peças de resistência. A lista de entradas inclui proveleta, linguiça mineira acebolada e mousse de atum defumado; entre as sobremesas, manjar de coco com creme de ameixas e mousse de manga, além de outros sabores bem brasileiros.

Garimpo Secretário – Bistrô e antiquário
Rua Visconde de São Bernardo, 21
Centrinho de Secretário 
(24) 2228.1596
facebook.com/GarimpoSecretarioBistro















Le Buci
     Trazer para Itaipava os inigualáveis sabores de pães e doces tipicamente franceses era a proposta original da chef Raquel Geraldo ao inaugurar o Le Buci, há cerca de um ano e meio. Mas ela não contava que em tão pouco tempo o negócio viria a se transformar em um bistrô. Foi o interesse dos clientes pelos pratos que a chef preparava na casa para a refeição da equipe que fez com que ela resolvesse ampliar o serviço e assumir as panelas para o preparo de refeições leves que serve de terça a sábado, apenas para almoço.
     Agora, além de uma variada seleção de pães e doces, que continuam sendo o foco principal do negócio, Raquel já conta com uma clientela fiel no bistrô. Assim como nos produtos de boulangerie e pâtisserie, cujos segredos desvendou depois de uma temporada de estudos na França, a carioca, que passou também treze anos em Salvador (BA), onde depois de se formar em administração fez uma pós-graduação em gastronomia, inclui entre os pratos que oferece sabores bem brasucas.
     As fornadas diárias de pães, encabeçadas pela genuína baguette francesa (com crosta crocante, miolo leve e areado, e de sabor e aroma peculiares do grão de trigo) são também dedicadas ao baianíssimo pão delícia, uma espécie de brioche bem leve, que pode ser saboreado no Le Buci recheado com queijo e presunto e aquecido na chapa. Todos os dias são servidos ainda sanduíches preparados com diferentes tipos de pães e recheios. Algumas fornadas diferenciadas, entretanto, ficam reservadas para as sextas e sábados, dias de maior movimento; caso da ciabatta italiana (de casca fina e sabor levemente ácido, com miolo aerado e elevado grau de hidratação que conferem a maciez característica deste tipo de pão).
     O toque de brasilidade nos pratos do bistrô fica por conta da Moqueca de camarão, servida sempre às sextas e aos sábados. Assim como outro carro-chefe da casa, o Espaguete à carbonara, com massa de fabricação própria, a moqueca não sai do cardápio informal (Raquel apresenta em uma pequena lousa as opções do dia) por exigência dos clientes. Também os doces – boa variedade de tortas, mil folhas e o indefectível Éclairs au chocolat (bomba de chocolate) entre eles – são grandes estrelas no Le Buci, assim como o iogurte o queijo frescal feitos por Raquel.

Le Buci
Estrada União e Indústria, 9.345 – loja 08 – Centro Comercial Alpino - Itaipava
(24) 2020.1012
(21) 97323.2211




















Café com bolo e outros quitutes
     De posse das informações acerca desses aprazíveis e encantadores (secretos ou não) locais para refeições completas, chegou a hora do caro leitor se preparar para ser cativado por outros mimos gastronômicos. Com diferentes características, três casas em Itaipava se esmeram em transformar a hora do lanche em momentos de pura felicidade. Na primeira, a inspiração vem das terras conhecidas como alterosas, mais especificamente da região das Serras da Canastra e do Caparaó; na segunda, dos bolos tradicionais, daqueles que só nossas avós preparavam; na terceira, da sustentabilidade em seu sentido mais amplo. O melhor é que o genuíno café brasileiro da mais pura estirpe brilha em todas elas.

Dali de Minas
     Uma embaixada mineira em Itaipava. É assim que Thiago Maia, arquiteto e proprietário do Café dali de Minas define seu negócio. O nome e a descrição são mais do que apropriados; ali, junto aos cafés especiais, encontram-se cachaças, queijos, doces e linguiças produzidos em diferentes municípios mineiros. A loja, no shopping Vilarejo, é um misto de cafeteria e deli – com mobiliário também “importado” do estado vizinho e algumas peças desenhadas pelo carioca Thiago – onde é possível experimentar os autênticos sabores daquela região e ainda levar para casa uma boa variedade de itens.
     Na parte interna e nas mesas instaladas na varanda e na área comum do shopping são servidas também especialidades de outros países: doces portugueses (Pastel de Belém), alemãs (Strudel) e franceses (Macarron) e ainda salgados com sotaque estrangeiro, como as Empanadas argentinas. A estrela, entretanto, é o café; além das marcas mineiras - que incluem o de rapadura e castanhas, que contém naturalmente, pelos métodos de produção, estes sabores e aromas – os do tipo gourmet, vindos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, também integram a seleção. Uma novidade que acaba de chegar são os chás especiais importados, especialmente da Inglaterra, com blend de ervas para infusão.
     A loja está em processo de expansão e, logo que o novo ambiente fique pronto, serão realizados ali cursos para apreciadores, que poderão conhecer melhor a grande variedade de cafés hoje oferecida pelo mercado, além de diferentes métodos de filtragem capazes de extrair ao máximo o aroma e o sabor da bebida, e ainda participar de degustações. O plano de crescimento inclui ainda um sistema de franquia que prevê o licenciamento da marca Dali de Minas para quiosques localizados nos shoppings do Rio de Janeiro.

Café Dali de Minas
Estrada União e Indústria, 10.035 – loja 04 – Shopping Vilarejo – Itaipava
(24) 2222.6332
web.facebook.com/cafedalideminas










Bolo + Bolo
     A deliciosa combinação entre café e pão de queijo (só que em formato de bolo) está também no centro comercial Vies de Champs, onde a produtora de eventos carioca Isabel Themudo montou, em dezembro de 2017, a Bolo + Bolo. O negócio, que a princípio seria apenas uma fábrica, acabou se transformando também em uma charmosa cafeteria, onde os clientes podem experimentar a especialidade em sua configuração mais tradicional: bolos caseiros sem firulas e com incríveis textura e sabor.
     Nas formas trazidas dos EUA, com diferentes e originais feitios, são assadas as receitas de família e amigos que Isabel vai aperfeiçoando para conferir um toque pessoal à produção artesanal. Neste inverno, por exemplo, ela acrescenta à já lista sortida de sabores - que inclui os de massa branca, de chocolate ou cenoura, variados recheios e caldas – duas novidades: o bolo de Chocolate com Jack Daniel’s e o de Café com grãos de chocolate. Além daqueles apresentados no aspecto convencional, os supercremosos bolos de pote também fazem sucesso na loja, especialmente entre as crianças. Uma linha sem glúten e lactose, como o brownie feito à base de batata doce, cacau, lascas de castanha do Pará e açúcar mascavo, está à disposição de clientes com intolerância a estas substâncias.
     Isabel faz, por encomenda (com pelo menos seis horas de antecedência), bolos de aniversário e ainda para outras comemorações, como Páscoa, em formatos especiais. Os pedidos podem ser feitos por telefone, mas vale a pena ir conferir in loco não só as guloseimas como também o ambiente charmoso preparado por ela para receber os clientes. Na pequena loja separada da fábrica apenas por uma parede de Cobogó, que deixa o aroma dos bolos invadir o salão, é possível saborear, as especialidades da casa, inclusive a atípica Torrada de bolo (uma solução criada pela avó de Isabel e adotada por ela para manter o produto por mais tempo, já que não há utilização de conservantes nas receitas), que acompanha o petropolitano Café Imperial moído na hora, o chocolate quente e os chás servidos ali.

Bolo + Bolo
Estrada União e Indústria, 9.600 – loja 02 - Vies de Champs – Itaipava
(24)2242.4669
web.facebook.com/bolomaisbolo







Jabô
     Baseado na filosofia que visa à eliminação de toda e qualquer forma de exploração animal, acaba de chegar a Itaipava o Jabô – Café Vegano & Slow Fashion. Como o nome já diz, trata-se de um misto de cafeteria e loja multimarcas montado pelo casal adepto da ideologia vegana Sergio Bonato e Bianca Sousa Abrantes.
     Ao contrário do que se pode supor, o cardápio não se resume a sopas e saladas de vegetais; é inimaginável a variedade de doces, salgados e bebidas que podem ser experimentados na casa. Para cada prato da culinária tradicional existem versões produzidas com esta premissa e ali são servidos, por exemplo, coxinhas, pastéis, queijos, bolos, panquecas e até omeletes que prescindem de matérias primas de origem animal. E o melhor: são tão saborosos quanto os confeccionados com ingredientes convencionais. A coxinha é preparada com massa de mandioca e recheio de jaca verde; os queijos são derivados de leite vegetal e incluem até uma versão do sofisticado brie; para substituir os ovos, o tofu (queijo de soja) é utilizado como base.
     A proposta do Jabô – que oferece também cafés (dois tipos de grãos para expressos e quatro para coados, todos oriundos de Minas Gerais) e vinhos orgânicos, cervejas artesanais e outras bebidas para a happy hour – é apresentar uma culinária rica em sabores e criatividade e desmitificar a ideia de que este tipo de dieta é insípido, assim como mostrar que todos podem se vestir com estilo sem sacrificar animais, causar impacto ambiental ou incentivar a exploração de trabalho análogo ao escravo. A loja vai contar com mais de vinte marcas brasileiras de roupas, sapatos e acessórios que seguem a filosofia slow fashion, uma alternativa à produção em massa e que, do mesmo modo como acontece em relação à alimentação, prioriza a consciência acerca de produtos para o consumo.
     O café e a loja foram instalados em três contêineres que juntos somam 30m2, mas há ainda um simpático ambiente externo onde foi plantada uma jaboticabeira, árvore nativa da Mata Atlântica e que inspirou o nome do negócio. Além da brasilidade que sugere, Jabô é também o nome dado a um ornamento usado até o início do século XIX em golas de camisas masculinas.

Jabô – Café Vegano & Slow Fashion
Estrada União e Indústria, 12.750
(21) 97481.8895 | 97525.1520
www.jaboraiz.com.br
contato@jaboraiz.com.br
instagram: @jabocafevegano


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