Aos pés da árvore, ícone sagrado em várias culturas, magos, fadas, elfos e outros seres da mitologia celta


Os seres elementais, com forte presença nas culturas inglesa e irlandesa, estão presentes também em outros espaços da loja


A mitologia indígena norte-americana é representada por símbolos da nação Hopi cujos membros, até os dias de hoje, praticam suas tradições em um grau mais elevado do que a maioria dos outros nativos americanos


Foto: Vivian Magro


O budismo, nascido na Índia e dividido em três grandes tradições, theravada (também chamado de hinayana), mahayana e vajrayana (ou tantrayana) tem também sua representação no Arati. Estimativas apontam para 500 milhões de seguidores da religião no mundo, com a maior concentração no oriente, em países como Japão, China, Tibete e Tailândia


A loja abriga uma pequena livraria, com café, que inclui prateleiras dedicadas à literatura infanto-juvenil e ainda diferentes tipos de cartas de tarô e oráculos


Roupas e acessórios de grifes também integram o acervo do bazar, assim como as tradicionais colchas indianas




Um cantinho acolhedor, separado por um belo biombo entalhado em madeira, fica reservado para as consultas aos oráculos e para leituras de mapa astral


No segundo piso, um espaço apropriado para a prática de Yoga e aulas de dança


Foto: divulgação

Foto: Henrique Magro




Saúde & bem-estar

Andar com fé



     Idealizado como um espaço eclético, que reúne objetos representativos da cultura de diferentes povos, o Arati Bazar, do casal Wálmis Balielo e Xavier Carrington, é um local onde o sagrado está presente em cada canto. Com grande variedade de peças e literatura acerca de sortida gama de linhas exotéricas, religiosas, filosóficas e mitológicas, o lugar engloba loja, livraria, café e ainda reserva recintos para atendimentos, palestras e cursos de dança.
     “O objetivo é que num mesmo local tenhamos reunidas as mitologias de vários povos, tornando possível o conhecimento sobre o sagrado de cada cultura e de cada um de nós. Sob uma visão Junguiana, procuramos oferecer ao público a oportunidade para despertar e ampliar seu olhar sobre os mistérios revelados da era de Aquário”, esclarece Wálmis, formada em educação artística e pós-graduada em psicoterapia Junguiana, além de instrutora de dança.
     Estudos sobre mitologia comparada e pesquisas voltadas para o folclore, a antropologia, a história e a religião, permitiram aos proprietários do Arati a seleção e reunião em um mesmo ambiente de objetos, literatura, arte, música e dança oriundas de diferentes egrégoras (denominação das forças espirituais criadas a partir da soma de energias coletivas).
     Esta troca de energias é, de acordo com Wálmis, o objetivo primordial. “Todo objeto, literatura ou aprendizado adquirido no espaço foi pensado e selecionado para causar um impacto ou despertar uma sensação de forma criativa e não inerte. Desejamos que nosso visitante se sinta internamente convidado a percorrer cada ilha mitológica sem ser abordado de maneira sugestiva para realizar uma compra, pois a sutil troca energética é também para nós de grande valor. Nosso ambiente é mutante, se recria a cada instante; nunca estará pronto, novos elementos, cores, ideias e sonhos vão se integrando, se completando”, descreve.
     Além da livraria temática e de artigos (objetos de decoração, utilitários, imagens e amuletos) que contemplam variadas culturas – africana, celta, cigana, cristã, indiana, indígena (de povos brasileiros e norte-americanos) e outras –, há ainda roupas e acessórios com referências a diferentes etnias e mesmo trajes típicos para determinadas danças, em estilos étnico e exótico, brasileiras e importadas. Ou seja, tudo ali é, de alguma forma, ligado ao misticismo; inclusive o emblema instalado para representar o sincretismo presente no espaço: uma grande árvore artificial que se ergue do primeiro ao segundo piso da loja.
     “Já somos naturalmente chamados de ‘a loja da árvore’, porque este foi o símbolo mítico escolhido por nós para fundamentar nosso propósito. Diferentemente do que diz a linguagem popular, o mito não é uma mentira, ele é um conto que se refere a uma verdade fundamental de determinada cultura. Variadas mitologias falam sobre o axis mundi, um lugar que fica no centro do mundo e atua como um ponto de contato entre os diferentes níveis do universo. Este ponto é quase sempre marcado por uma árvore sagrada cujos ramos alcançam o céu, seu tronco passa pela terra e suas raízes alcançam o submundo”, explica Wálmis.
     Nos ambientes reservados a atendimentos são realizadas consultas a oráculos e confecção de mapa astral; o espaço é utilizado ainda para palestras e cursos – um deles o Curso de Intérprete de Tarot - Uma Jornada Transpessoal, com duração de seis meses e ministrado pela prestigiada taróloga Vera Aché. Em um salão espelhado, por onde estão distribuídas mais algumas peças decorativas que remetem às diferentes culturas, acontecem, além da prática de Yoga, aulas de diversas modalidades de dança, como a circular, com Mariana Terra; do ventre, com Cintia Mohani; de etnias ciganas, com Wálmis; de salão e também a ainda pouco difundida por aqui Bollywood dance (dança popular da Índia).
     O Arati (o termo significa corpo de luz) é o local ideal para quem busca atendimento, aprendizado acerca de mitologias distintas, práticas que conduzem ao bem estar, compras ou simplesmente a fruição de um espaço ímpar. Mas, acima de tudo, transmite uma mensagem fundamental nesses tempos de intolerância: o respeito a todas as crenças. Afinal, o importante é andar com fé, que a fé não costuma falhar.


Arati Bazar
Est. União e Indústria, 10.100 - F Itaipava
(24) 99861.1859
www.aratibazar.com.br
contato@aratibazar.com.br


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