Esporte Para Todos - ONG Qualivida
Ginástica Artística Georgette Vidor: (24) 99992.1020























Foto: Verônica Buenting

Projeto Dia do Amigo
Débora Moulin: (24) 98802.1040
Verônica Buenting: (21) 98723.8451
Administração CBAC – Miriam Geraldo: (24) 2243.9923
www.cbac.com.br


Fotos: Henrique Magro

Especial

Agentes transformadores

Projetos sociais beneficiam crianças, jovens e idosos em Petrópolis

     Transformar realidades é o objetivo de dois projetos sociais em andamento na cidade. Através da atividade física ou da doação de afeto, as ações fazem diferença para indivíduos nos dois extremos do ciclo de vida humano: o Esporte Para Todos, da ONG Qualivida, busca com a ginástica artística oferecer um desenvolvimento global para meninos e meninas de comunidades carentes; o Dia do Amigo conta com cães capacitados para levar alegria a internos em casas de repouso em visitas semanais.


Esporte para todos
     Com um histórico de 15 anos de vida e mais de 12 mil jovens atendidos em diferentes municípios do Estado do Rio de Janeiro, a Qualivida hoje concentra suas atividades em dois polos distintos na cidade: Sesi-Petrópolis e Escola Municipal Papa João Paulo II. A fundadora da ONG, Georgette Vidor - que fez só­lida carreira como treinadora no Clube de Regatas do Flamengo, no Rio de janeiro, e chegou a coordenar a seleção brasileira de ginástica artística feminina – é quem gerencia o projeto, com a coordenação dos treinos e dos professores nos dois locais, além de manter uma academia particular na cidade.
     Na escola, que teve um de seus pátios reformados para abrigar o ginásio e recebeu equipamentos da ONG, o projeto foi iniciado em abril de 2018 com capacidade para atender a 180 alunos, o mesmo número de inscritos no Sesi. Para participar, os jovens devem ter de quatro a 17 anos, com matrículas permitidas até aos 14. “Para que o esporte possa realmente fazer a diferença na vida dos jovens, é necessário que eles permaneçam durante um período de no mínimo três anos no treinamento”, explica Georgette.
     E a diferença a que ela se refere não diz respeito apenas à evolução como atletas. “O esporte tem grande capacidade de transformar crianças e adolescentes e uma enorme participação em sua educação; especialmente a ginástica, que exige muita disciplina, concentração e dedicação. Assim como a natação, a ginástica é um esporte de base, capaz de desenvolver todas as habilidades motoras do ser humano; com essa competência desenvolvida, certamente os jovens irão apresentar melhorias em todos os campos. O que pretendemos com o projeto é oferecer a oportunidade de um desenvolvimento global a eles, o que seria absolutamente impossível sem a prática da atividade física”, pondera.
     Mas a possibilidade de que dali saiam estrelas da ginástica não é descartada por Gerorgette, que contribuiu muito para o desenvolvimento do esporte no Brasil e para a formação de grandes atletas como Luisa Parente, a primeira brasileira a se destacar em competições; Daniele Hypolito, detentora de diversas medalhas; e Flávia Saraiva, grande destaque da atual geração, revelada pelo projeto Esporte Para Todos. Um dos objetivos da ONG, inclusive, é a descoberta de novos talentos. Quando identifica alunos com maior potencial, Georgette realiza um acompanhamento mais próximo e intensifica os treinos.
     Além da formação completa dos indivíduos pela prática da ginástica, o projeto investe na capacitação de professores especializados. A Qualivida já encaminhou diversos alunos do projeto para faculdades de educação física e capacitou mais de 50 professores para o ensino da ginástica artística, um segmento ainda carente de profissionais especializados. Alguns destes novos professores e estagiários foram absorvidos pelo próprio projeto e ainda pelo cento de treinamento “Ginástica Artística Georgette Vidor”, inaugurado no Centro de Petrópolis no início de 2018.
     “Meu ideal é poder inserir a ginástica em todas as escolas, pelo menos para a iniciação, como já acontece com outros esportes como o vôlei e o basquete”, diz a treinadora, que afirma orgulhar-se de, ao longo de tanto tempo, ter transformado a vida de tantas crianças. Quem sabe a próxima estrelinha a ganhar os ginásios do mundo não sai de Petrópolis?


Projeto Dia do Amigo
     Em Itaipava, participantes do projeto Dia do Amigo – elaborado e desenvolvido pela veterinária Débora Moulin e por Verônica Buenting, profissional com formação em relações internacionais – doam seu tempo para levar afeto a idosos. Nas visitas semanais realizadas a duas casas de repouso locais, Lar São João de Deus e Casa de Benefícios Alcides de Castro (CBAC), a chegada dos voluntários é pura alegria e os maiores responsáveis por isso são os animais de estimação que os acompanham. Capacitados a participar do programa, cães de diferentes portes e raças são os verdadeiros protagonistas da ação.
     Os momentos de diversão, entretanto, são apenas um detalhe do vasto leque de benefícios que a zooterapia proporciona. Embora não seja uma técnica que objetiva a cura, a prática ajuda os indivíduos a recuperar a autoestima, a adquirir uma maior autonomia e a desenvolver melhor a capacidade cognitiva. O aspecto emocional é também favorecido: por meio do vínculo criado com os animais, sentimentos de frustração, solidão, ansiedade e tristeza são minimizados ou eliminados. O fomento à interação e às relações sociais é mais um ganho, especialmente para aqueles que não costumam receber visitas de familiares com frequência.
     O projeto Dia do Amigo foi iniciado em abril de 2017 e desde então as respostas tem sido muito positivas. Comprovadamente, o contato com os animais levou a um aumento significativo no tocante à afetividade, ânimo, memória e socialização, com benefícios na melhoria da qualidade de vida dos internos e mesmo às suas condições clínicas. A dupla de idealizadoras e os corpos administrativos e de enfermagem das casas notaram diferenças, como a redução nos medicamentos tomados e níveis maiores de participação e integração dos idosos.
     Aqueles que antes se mostravam fechados ou entediados com a rotina dos asilos começaram a mostrar maior interesse e expectativa pelo dia da visita. “Os cães tem o dom de quebrar bloqueios e de fazer contato emocional direto com as pessoas; com as visitas, os idosos passaram a compartilhar suas experiências de vida, relembrar suas histórias e conhecer mais uns aos outros. Até mesmo os acamados já fazem questão de receber a visita dos cães, mesmo que apenas para acariciá-los, pois ficam felizes só em ver a alegria dos animais”, afirma Débora.
     Como forma de melhorar a cognição, os participantes são estimulados a responder à perguntas relativas aos animais: se tiveram cães, como eram, do que gostavam e ainda se se lembram dos animais que os visitam. “O que procuramos fazer é estimular a memória cognitiva pela memória afetiva”, explica Verônica, que começa a planejar mais um programa para implantar em asilos. “Desta vez, a proposta é promover a interatividade entre idosos e crianças”, adianta.
     Para participar do Dia do Amigo não é necessário ter um pet, basta se juntar ao grupo nas visitas às casas de repouso. No caso do CBAC, outra forma de contribuição é por meio de doações, que podem ser em alimentos, produtos de higiene pessoal ou dinheiro, já que ali muitos internos são admitidos sem o pagamento de mensalidades; a casa se mantém com recursos próprios e toda a colaboração é muito bem-vinda.


Voltar Próxima matéria


Estações de Itaipava © Todos os direitos reservados